quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Modinhas: Sinais dos Tempos

Eu estou cansado.

Estava conversando com um amigo. Conversa boba sobre relacionamentos. E, nessa conversa, notei que todo homem que eu conheço imagina que os relacionamentos serão do mesmo jeito:
Primeiro, o cara conhece uma menina com quem consegue conversar. A conversa flui, os pontos em comum são muitos... Depois o carinho nasce, se transforma em preocupação, afeto... Até que o cara passa a querer só as melhores coisas do mundo para a menina. No fim, ele acaba por ter certeza de que somente ele poderá dar a ela tudo o que ela precisa para ser feliz. Ele se dispõe a ser o príncipe encantado dela. A doar a sua própria vida para fazer da vida dela mais fácil, feliz e completa.

Como nós homens somos imbecis... O mundo não gira nesse sentido.


Porque, só para começar, por mais que digam que as meninas amadurecem mais cedo, a fofoca e o culto à competição gerada pelo consumismo são os pontos-comuns das conversas delas. Muito por isso que elas precisam de comunidade. Mulheres gostam de competir entre si. Seja no grupo comunitário, seja na igreja que frequentam, seja no salão de cabeleireiro... O amadurecimento é relativo. 

Elas competem tanto, mas tanto, que hoje já estão competindo para ver quem pega mais mulher...
E eu até entendo: nós, homens, somos presas fáceis. Ainda mais essa geraçãozinha de homens com comportamento feminino. Essas maricas com pinto que andam por aí têm sensibilidade demais. Um pouco de carinho que essas bibas com pelo na cara ganham, e acham que estão amando. E mulher não quer sensibilidade. Mulher quer um homem. Quisessem sensibilidade, elas pegariam outras mulheres, que têm cheiro, textura e aparência melhor... Aliás, foi só o feminismo fazer a sociedade aceitar que as mulheres poderiam assumir e viver o comportamento masculino, que as mulheres se jogaram a ficar com outras mulheres.

A lógica é simples: O comportamento feminino é passivo. O comportamento masculino é ativo.
E a diferença entre os dois comportamentos é a presença de sensibilidade. O comportamento feminino possui sensibilidade. O comportamento masculino não tem.
Assim, é possível (não fácil) para quem tem o comportamento feminino passar a usar o comportamento masculino. Basta ignorar a sensibilidade por algum tempo.
Por mais que a pessoa que tenha o comportamento masculino tente passar a usar o comportamento feminino, esta tarefa estará fadada ao fracasso. As tarefas femininas EXIGEM sensibilidade e é impossível aprender a ser sensível. Quando o comportamento masculino tenta ser sensível, o faz de modo mecânico, exato, lógico, engessado, quadrado. 

Nossa sociedade se acostumou a associar o comportamento feminino às mulheres, e o masculino aos homens.
Nada pode ser mais errado do que isso.

Nós somos máquinas químicas. E máquinas são, justamente, objetos com milhões de pedaços interdependentes. Milhões de pedaços significam milhões de possibilidades de erro. E o mais bonito da máquina química humana é que nossa arquitetura está orientada ao erro!

Darwin explicou isso. A descoberta do DNA confirmou. Nosso DNA é a nossa "receita". E a principal característica da nossa "receita" é se adaptar a cada erro... a cada variação que acontece. Todos nós somos "erros únicos". Cada característica nossa é um erro que aconteceu no DNA, que nos difere de todos os demais seres humanos.

Alguns desses erros vêm para o bem e nos ajudam no nosso dia-a-dia. Alguns desses erros são um desastre e só tornam nossa vida pior. Hoje, o número de bilhões de pessoas vivendo simultaneamente no mundo desafia a estatística, gerando diversos erros ao mesmo tempo. E a capacidade inédita de difusão de informações faz com que o mundo inteiro saiba dos únicos três gêmeos siameses vivos (tá, devem ter mais, estou só dramatizando um pouco o texto...).

Amigo, até a variação mínima na quantidade dos hormônios que você recebe durante a gestação já influência a formação dos seus tecidos, dos seus órgãos. Até do seu cérebro. Um componente químico a mais ou a menos determina se você terá alguma deficiência ou proficiência...
A temperatura ambiente em que você é gestado influência nas reações químicas e ajuda a determinar até o seu sexo...

Nesse contexto, já é FATO CIENTÍFICO... Hipótese já testada, confirmada e, portanto, transformada em TEORIA (e lembre-se, teorias são fatos confirmados... mantém-se o nome porque toda teoria SEMPRE está aberta a novos testes e interpretações. Lembre-se de Newton e Einstein. Os dois estavam corretos, um só expandiu o conhecimento do outro!)! O nosso cérebro é formado em um momento diferente do nosso aparelho genital. Uma diferença mínima de testosterona nestes dois momentos diferentes da tua formação PODEM (não quer dizer que vão...) te dar um sexo no meio das pernas diferente do sexo que o teu cérebro pensa. E essa diferença é gradual: pode ser desde muito sutil até totalmente completa.

Aí é que nascem os bissexuais e os homossexuais.

Entenda: o cérebro de um heterossexual interpreta o cheiro do sexo oposto como a melhor coisa do mundo. E o cheiro do mesmo sexo como um dos piores fedores imagináveis (por exemplo).
O cérebro homossexual já processa de modo diferente. O cheiro do mesmo sexo já passa a ser agradável. O comportamento atrai, a imagem é mais interessante, a textura da pele é melhor...

Um parágrafo porque eu acho que alguns podem me interpretar errado: Eu não acho homossexualismo um defeito, ok? Eu estou afirmando que QUALQUER CARACTERÍSTICA do ser humano é um erro no código genético. A tua heterossexualidade é um erro. A tua facilidade com línguas ou com matemática é um erro. Teu nariz bonito ou tuas orelhas de abano. Tua propensão em engordar e a facilidade em queimar calorias e se manter magro. TODAS AS CARACTERÍSTICAS são erros no código genético. Algumas facilitam a vida, outras atrapalham. Todos somos "anormais". Todos.

Mas voltando ao meu tema...

O que acontece com o comportamento da nossa sociedade é uma mistura muito grande de fatores.

Começa com a separação do conceito de "homens operam o comportamento masculino e mulheres operam o comportamento feminino". 
A revolução industrial começou esse processo. As pessoas passaram a precisar de dinheiro para sobreviver e muitas mulheres ocupavam as primeiras vagas de trabalho, na esperança de sustentarem suas famílias. Lembre-se: é mais fácil para o papel feminino assumir o papel masculino. Na necessidade, a mulher (que estava atrelada ao papel feminino) consegue sair de casa e ir enfrentar o dia-a-dia do trabalho executado pelo papel masculino (antes atrelado ao homem).
As duas grandes guerras mundias, ocorridas em menos de quarenta anos, dizimaram uma quantidade significativa de "homens que operavam o comportamento masculino". As vagas de trabalho deles ficaram abertas e alguém tinha que assumi-las. A economia do Estado não pode parar porque o peão não está pronto para o trabalho.

Guerras demandam muito esforço da indústria. Indústria teve sua mão-de-obra roubada pela guerra. Sim, as mulheres "conquistaram" espaço no mercado, nesse momento.

Sim, estou falando que Hitler - mesmo que indiretamente - foi um dos principais responsáveis pela conquista de espaço da mulher no mercado de trabalho, no mundo.

Findada a segunda guerra, a referência tradicional do "homem que opera o comportamento masculino" meio que desapareceu. Não só por causa da baixa significativa na quantidade total de homens. Os homens que voltaram da guerra portavam sequelas físicas, mentais e psicológicas que os impediam de serem referências completas do comportamento masculino tradicional.

Desde os anos 60, muitos homens foram criados vendo os lares destruídos, suportados pela valentia das mulheres. Quando seus pais estavam em casa, eram figuras patéticas, imprestáveis, irrelevantes frente à capacidade de suas mães em cuidar da casa, dos filhos, da roupa, do jantar, do marido, do trabalho, das contas e de tudo o mais que aparecesse.

Novamente, mais um parágrafo de explicação: Eu não estou defendendo o modelo tradicional, aonde o homem cuidava do papel masculino e a mulher cuidava do papel feminino. Tudo isso que eu estou escrevendo é apenas contextualização. Se eu tivesse paciência, colocaria aqui todos os links, referenciando esses fatos históricos. Se bem que eu não estou falando novidade para ninguém. Tudo isso é público e notório. Esse é um texto de relacionamentos e eu estou preparando o contexto para, lá no final, emitir a minha opinião.

Mas retornando... Desde a década de 60 as pessoas passaram a ser criadas sem os referenciais de "mãe no papel feminino" e "pai no papel masculino". Eu trabalho com padronização de processos. E eu posso afirmar com precisão profissional que, aonde não há padrão, a bagunça se generaliza. Cada um faz as coisas como melhor lhe convier ou como achar mais interessante... Ou só deixam a vida seguir, sem muita validação, mesmo. O argumento é que o padrão é importante, não estou discutindo a qualidade do padrão. Até mesmo porque é melhor um padrão ruim do que nenhum padrão.
Mas sem padrão, o caos se instala. Não há mais protocolos entre as famílias. As pessoas são criadas e jogadas na sociedade sem saberem se comunicar umas com as outras. Não reconhecemos no outro nenhuma das características que nos são familiares. A falta de proximidade gera culturas diferentes na distância entre a nossa porta e a porta do vizinho. Termina lá na intolerância gerada por preconceito.

Nesse meio tempo, o feminismo militou e a sociedade incorporou o conceito cultural que a mulher pode tudo. Ela tem que ser defendida, segundo os conceitos machistas, e deve ter todos os direitos do papel masculino, que elas assumiram. Veja bem que eu não estou emitindo opinião. É o que aconteceu e está aí até hoje. As mulheres se beneficiam do cavalheirismo e das regras de encontro do machismo... Se há um homem em casa, as contas da casa são responsabilidade dele. E se não é ele quem paga, a pressão da insatisfação do machismo é muito bem usado por qualquer feminista extrema...
Lembre-se: a mulher era atrelada ao comportamento feminino. E o comportamento feminino tem sensibilidade. E quem tem pode fingir que não tem. Diferente de quem não tem sensibilidade, que não consegue fingir que tem.

As mulheres invadiram o mercado de trabalho. Suas competições entre si estimularam o consumismo. O que salvou o mundo da crise econômica da década de oitenta não foi a descoberta de mais campos de petróleo: foi o consumismo, carregado pelas mulheres, que salvou a economia.
Elas conquistaram seus salários, suas posições de poder. Nesse mundo competitivo e globalizado, é hipocrisia dizer que "elas ganham menos" ou que "elas não alcançam as mesmas posições hierárquicas que eles". "Chute qualquer pedra", em qualquer ramo, e você encontrará exemplos de mulheres que estudaram, se dedicaram, enfiaram a cara em livros, dominaram conhecimentos, aplicam-no como ninguém e são extremamente bem sucedidas no que fazem.

Enfim, as mulheres que nasceram com o software do comportamento masculino instalado já não são mais tão mal vistas. 

Sim. Assim como existem homens que nascem prontos para viver o lado feminino da vida, com sensibilidade e capacidade de compreensão do outro, muitas mulheres nasceram prontas para viver o lado masculino da vida. Sem sensibilidade, com mais interesse em ganhar a vida.

Bem, aí entre o balaio de gato que está a nossa geração. São três conceitos que se confundem DEMAIS.

Primeiro, temos o conceito básico de homem e de mulher. Esse primeiro é fácil. Olhe se o rosto tem pelos, se o busto é protuberante ou o timbre da voz. Continua em dúvida? Pede por gentileza para dar uma olhadela no meio das pernas. É infalível. Não tem como errar, depois de ver ali.
Qualquer coisa, leia um livro de biologia básico... Costumam ensinar isso aí na escola.

O segundo ponto é a sexualidade. Biologicamente falando, as pessoas podem nascer interessadas em um sexo, em outro ou nos dois. Acontece. É orgânico. E independe de sexo ou de COMPORTAMENTO.

E é aí que entra o comportamento masculino ou feminino. Eu estou cunhando esse nome. Sinta-se livre para alterá-lo, para me mostrar que outra pessoa já falou do conceito com uma designação melhor, etc... Eu tô tocando de improviso, aqui. Segue o baile.
Acho fundamental deixar claro que o comportamento nada tem a ver com o sexo ou com a sexualidade.

Você pode ser um homem, heterossexual e ter comportamento masculino. ("Conan, o Bárbaro.")
Você pode ser um homem, heterossexual e ter comportamento feminino. (Eu, por exemplo.)
Você pode ser um homem, homossexual e ter comportamento masculino. ("Bicha discreta.")
Você pode ser um homem, homossexual e ter comportamento feminino. ("Bicha louca.")

Você pode ser uma mulher, heterossexual e ter comportamento feminino. ("Amélia...")
Você pode ser uma mulher, heterossexual e ter comportamento masculino. (Olá mamãe!)
Você pode ser uma mulher, homossexual e ter comportamento feminino. ("Lésbica patricinha")
Você pode ser uma mulher, homossexual e ter comportamento masculino. ("Lésbica machorra")

E nisso aí ainda entra o pessoal bissexual, só para deixar tudo mais confuso. Puta coisa chata tentar falar sério sobre esse assunto. Dá dor de cabeça porque é muita bagunça.
Mas mais dor de cabeça sente cada pessoa que nasce sem notar o seu lugar nessa tabela. Se você não entra no padrão homem-hétero-masculino ou mulher-hétero-feminina, a vida é um inferno até o momento em que você se descobre, se aceita, anuncia e vive a sua vida.

MAS...

De agora em diante começa a minha opinião. Achei importante deixar isso claro.

Outro dia o @Cardoso largou uma: 


Vamos com calma no sarcasmo? A frase ficou bonita, falada de uma vez até impressiona. Mas é uma grande BOBAGEM. Eu prefiro aquela do MIB:

"O pensamento humano é tão atrasado que é considerado uma doença infecto-contagiosa em muitos planetas..."

Ou um velho ditado... Todos gostam e aceitam um velho ditado:

"Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és..."

O meio influência as pessoas. SIM, existe uma meia dúzia por aí que não se deixa levar e VOCÊ provavelmente não é uma delas. Parabéns pra ti, campeão. Mas tu não podes negar que tem nego a rodo que só faz merda porque a turma inteira faz, também. Aliás, é o que mais tem. Taí os rolezinhos para mostrar BEM DIREITINHO o efeito-modinha nas pessoas.

AINDA MAIS em adolescente descerebrado, cheios de liberdades, privilégios, proteções e sem padrões comportamentais e sexuais para seguir.

Amigo, o que mais tem é homem heterossexual com comportamento feminino, achando que por isso é homossexual.
Só não tem mais do que mulher heterossexual com comportamento masculino, achando que por isso é homossexual.

No caso das meninas ainda é mais delicado, porque elas conseguem jogar nos dois papéis. Lembra? A menina com comportamento masculino tenta conquistar a menina com comportamento feminino... Meio óbvio isso, não?

E essa menina que é heterossexual e tem comportamento feminino nem gosta tanto de ficar com meninas. Mas as que têm comportamento masculino trata tão bem... E menina feminina gosta mesmo de ficar com meninos mas, por causa do meio, acaba ficando com meninas. A coitada fica confusa e acaba achando que é bissexual... ou homossexual.

Eu tenho pena. Primeiro da cabeça fraca. A vontade de andar em matilha é maior do que a de manter a coerência. Uma vez no meio, se deixa levar pelo pensamento dos outros. Drogas, sexo fácil, festas. Todo tipo de escapismo da realidade que a sensação de manada pode te trazer.

E isso é só o princípio do fim. 
Saber que tem gente que prefere "as festas, as bebidas e as putarias" do que uma vida normal, certinha, já me dá calafrios. Uma pessoa jogar fora anos de trabalho, planejamento, construção de um relacionamento... Para viver toda sua indecisão.
Mas o apocalipse começa mesmo quando notamos que isso está se tornando o padrão. O padrão tradicional precisava de ajustes. Mas não precisávamos tê-lo rasgado, queimado e jogado no lixo, sem substituí-lo por algo melhor. O novo padrão está aí, sendo feito "quando dá" e "do jeito que for"... Muito errado tudo isso.

Sim, eu acabei de dizer que acho errado a disseminação de valores ruins pelos meios de comunicação. Sim, eu acabei de dizer que muitos de vocês são gays modinhas, que nem sabem o que estão fazendo com o treco que têm no meio das pernas. 

Sim, eu estou dizendo que a falta de auto-conhecimento de vocês vai FODER com toda a nossa sociedade. Aliás, já FODEU. Só que vocês são tão taipas, distraídos pelo cosmismo e seus joguinhos e competições estúpidas, que nem notam.
Homens que não assumem o papel masculino. Mulheres que não assumem o papel feminino. Pessoas mais interessadas em saber o que aconteceu no Big Brother do que em estudar o conhecimento necessário para enfrentar o dia de trabalho de amanhã.

Mas insisto que ser adolescente, hoje, está fácil demais. Os pais têm dado muita liberdade, garantido mesadas... Quem aqui não viu aquela reportagem da filha de empregada doméstica que compra uma roupa completa para cada ~rolezinho~? Ou da senhora reclamando do valor do bolsa família, porque "uma calça para uma adolescente de 14 anos é mais de R$300,00"?
Isso em famílias pobres. Agora imagine as patricinhas nascidas em famílias ricas...

Gente acostumada a ter tudo o que quer. Gente que não se esforça para pegar um copo d'água na cozinha. Cambada de mimados, convencidos de que são os atores principais nos filmes de suas vidas...

"...Muito Zorro, nenhum Sargento Garcia..." - Humberto Gessinger.

Muita gente individualista, preocupados apenas com o próprio prazer. Um culto ao hedonismo. O amor, hoje em dia, resume-se a "o que tu podes me proporcionar". Pessoas de comportamento masculino querendo "comer", pessoas de comportamento feminino querendo "dar". O orgasmo (sexual, psicotrópico, intelectual, o escambau...) é o único objetivo das pessoas. 

Tudo tem data de validade. Estragou, troca.

Nesse contexto estragado, amigo, nós, os homens, estamos perdendo feio. Sem referenciais, manipulados pela mídia e pelo romantismo... Nós achamos MESMO que mulheres querem flores, chocolates, ir ao cinema, andar abraçadinho, ter um namorado carinhoso, sensível e fiel.

EXPERIMENTE ser assim. Homens assim são ridicularizados, amigo.

Eu não vou nem tentar discorrer sobre "como conquistar uma mulher". Antes o mundo era previsível. Antes nós sabíamos o que aconteceria quando um casal empenhava a palavra de que iriam ficar juntos para sempre. Antes, a construção da família era um objetivo, algo maior. Antes os adultos tinham crianças e as criavam para o mundo, hoje os adultos fragmentados fodem na esperança de parir amigos para a vida inteira. Antes tudo era sólido.

Hoje não há mais garantia alguma. Hoje a roleta gira e você pode ganhar o prêmio máximo... Ou sair com uma mão na frente a outra atrás...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

RAWR!


Mas QUE AMOR!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Minas Thirith de Areia!

Um BELO castelo de areia. A menina que quiser me levar para praia, é bom querer fazer ESSE TIPO de coisa, comigo!


Câmeras de Segurança Flagrando!


Ainda há bondade no mundo. Ao contrário do que os jornais insistem em publicar.











sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Sentido da Vida.

É assim, amigo. Eu passo muito tempo sem escrever, apareço com temas ambiciosos. Acontece.

Esse tema surgiu porque eu estou chegando em um momento crítico do meu tratamento contra a mitomania: estou revendo as mentiras que estão associadas no meu subconsciente. Estou avaliando os comportamentos que eu tenho, criados em função de premissas que eu sempre julguei verdadeiras, mas que são uma completa mentira.

Nesse processo de avaliar as premissas básicas que determinam meu comportamento, notei que eu vivia pensando que jamais iria morrer. Que a morte é um conceito, não uma realidade. Eu não tinha dentro de mim a certeza da minha finitude. Podes atribuir isso à minha crise dos 30, mas eu descobri e introjetei que eu vou morrer. E isso é chato. Chato pra caralho.
Desculpem-me os que dizem que uma vida basta: nem todas as vidas da Terra seriam suficientes para que eu me desse por satisfeito. Há muita imaginação, muita criatividade no meu cérebro. Muito o que ser explorado, descoberto, catalogado, raciocinado e concluído. E essas conclusões todas servirão de descobertas para um novo ciclo.
Meu subconsciente estava mentindo para mim, quando não me informava que eu iria morrer. E eu trabalhar meus dias como se nunca fosse morrer. Que bela bosta de planejamento eu estava fazendo para a minha vida. Fiquei apavorado quando notei que alguns dead ends dos meus projetos se situariam após a data da minha expectativa de vida!

Hora de mexer no project. Tenho que fazer dar tempo de realizar tudo. Preciso.

É claro que o meu "tudo" não coube no meu tempo de vida. Saco. 
Foi então que entendi porque tanta gente precisa de um sentido na vida. O problema não é não ter nada pelo que lutar. O problema é justamente o contrário. Há muito pelo que se esforçar. Muitas coisas que valem a pena. As opções disponíveis correspondem ao resultado de alguma exponenciação de infinitos. Infinito elevado à infinita potenciação. Algo do gênero.

Com tantas opções, qual é o sentido que vale a pena? Porque eu vou escolher o "Caminho A" e não o "Caminho B". Trilhar qual deles me dará mais satisfação? Qual me dará mais felicidade?


No filme "O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei", Minas Tirith está sitiada pelos exércitos de Mordor. Orcs atacam as muralhas brancas em ondas. O Regente Denethor, louco, acha que seu último filho está morto. Em um ato insano, Denethor ordena que tragam óleo e madeira, pois ele cremaria seu filho e a sí próprio, "como os reis da antiguidade".
Pippen, então guarda da cidadela aos serviços de Denethor, tenta impedir.
Denethor toma o pequeno Hobbit pelo braço, o arremessa pela porta e exclama: "Você está dispensado dos seus serviços! Vá e morra como achar melhor!"


"Morra como achar melhor!"

Essa frase calou-me fundo. Foram semanas pensando nisso. Até que eu notei que esse é o sentido da vida.

Desculpem-me os religiosos, supersticiosos, sensitivos e sensíveis demais. Vocês podem ter suas cartilhas de como e porque tudo funciona. Mas elas não são exatas. Nada disso é comprovado. Ninguém falaou com seu Deus, a estatística não confirma suas afirmações e, definitivamente, nenhum dos seus processos conseguiu ser falseado... ou reproduzido com exatidão da qualidade.
Enquanto as suas receitas só funcionarem com vocês, elas não são verdade. Se não é verdade, é mentira. E eu só trabalho com a verdade.

A verdade que nós temos, hoje, é que a Terra é menos do que um grão de poeira na imensidão do espaço. Aliás, para a imensidão do espaço, a Terra representa MENOS do que um elétron representa para o nosso corpo. Somos nada. E, até segunda ordem, estamos aqui por motivo nenhum.

O que impera no universo é o caos. Se você jogar todos os ingredientes para cima, há UMA chance que eles caiam no prato como um bolo pronto. E infinitas outras chances dos ingredientes só fazerem sujeira. E é isso que nós contemplamos no Universo, hoje. Os ingredientes foram jogados para cima. No NOSSO caso, eles caíram de um modo aceitável. EM TODOS OS DEMAIS CASOS OBSERVADOS, os ingredientes só fizeram sujeira.
O Universo tem o pior custo/benefício entre espaço útil e espaço aproveitado.

Então, somos NADA. Estamos aqui por motivo nenhum. E, pior, por pouquíssimo tempo. 

Então, qual é o sentido da nossa vida? Nenhum.

Nossa vida é uma imensa perda de recursos. De tempo. Um sofrimento desnecessário. Algo que poderia muito bem não existir. 

Se eu parasse por aqui, eu teria escrito praticamente o que todo pensador alemão escreveu. Deixaria você concluir sozinho de que nada somos, para nenhum lugar vamos, então é melhor se jogar nos poucos prazeres infantis que a vida pode nos proporcionar. Hedonismo puro. faço só o que é melhor para mim.

O ponto é que, já que estamos aqui, podemos fazer alguma coisa pelo bem maior. Podemos pensar em manter nosso nome na história. Descobrir coisas que ajudarão pessoas no futuro.

Mas eu vou insistir na frase de Denethor: "Morra como achar melhor!"

No fim, isso é a única coisa certa. Nosso tempo é curto. Lutamos para que ele se prolongue por 1 segundo a mais, que seja. Mas é certo que ele acabará. O sentido da vida é escolher as coisas que cada um de nós acredita que é melhor fazer até esse fim certo.

Porque, a despeito de toda pregação de vida eterna da alma e de reencarnação, só temos uma vida. Só temos esse momento. Estamos presos na corrente do tempo, avançando um momento de cada vez, sem ter controle de sua velocidade ou sentido de deslocamento. O momento é esse, a hora é agora. Para que? Exatamente para o que você quiser fazer.

Aí, é claro, as pessoas se dividem. E não podemos julgar nenhuma delas pelas suas escolhas, apenas podemos constatar que elas se dividem.
Há todo tipo de pessoa, com todo tipo de capacidade de entendimento da vida. Com todo tipo de atitude a ser tomada, frente às adversidades da vida. Com todo tipo de escolha para encarar o que acontece.
Você se encaixa em um desses grupos, eu em outro e cada um dos demais se encaixa em algum dos grupos. Somos seres sociais e vivemos próximos por afinidade de pensamento e comportamento. Já avançamos muito e descobrimos meios de tolerarmos vertentes de pensamentos que divergem dos nossos. Mas ainda temos muito o que aprender nessa área.

Acredito que o principal seja isso. O certo e o errado são conceitos absolutos e todos nós sabemos e reconhecemos os dois. E, nesse caso de sentido para vida, o certo é que não existe um certo ou um errado.

Vamos imaginar, por exemplo, que os grupos de pensamentos humanos tenham o nome de letras. O Grupo M tem uma visão, diferente da visão de todos os demais grupos. É claro que, para todos os outros grupos, o Grupo M está "errado". 
Alguns grupos têm capacidade intelectual inferior ao Grupo M. São incapazes de ver tão longe quanto o Grupo M. Então, hostilizam o Grupo M, atacando-o. Dizem que o Grupo M acredita em coisas que não existem (pois esses grupos vêem menos, lembra?).
Outros grupos tem mais capacidade intelectual do que o Grupo M. Esses grupos conseguem ver o que o Grupo M vê, mas vêem um pouco mais. Sabem o que o Grupo M não sabe, que complementaria o entendimento da vida de todos os indivíduos do Grupo M. Esses grupos mais consciêntes têm pena e tentam ajudar o Grupo M. Mas como ajudar alguém que não consegue perceber que há mais coisas além da sua capacidade de visão?

É complicado.

E o pior que até o senso de "qual grupo tem mais visão" é subvertido. Cada grupo tem certeza de que enxerga mais do que os outros. Poucos são os grupos que notam que há outros grupos que enxergam mais...

Nisso, novamente, misturam-se infinitos sentidos para dar para a vida. Sobreviver, criar uma família, efetuar um trabalho bem feito, ajudar a sociedade, contribuir para a ciência, erradicar uma moléstia, deixar o nome na história... 
Todos estão errados. E todos estão certos.

No fim, qual é o sentido da vida, senão notar que você está sozinho para escolher o melhor modo de gastar seu tempo até morrer? Talvez o futuro da humanidade esteja mesmo em "Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum"...

Programação Orientada a Gambiarras!

Um tratado seríssimo sobre essa arte!


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Vegetarianos: tão inteligentes quanto a Carol Castro?

"A ciência ajusta sua conclusões, de acordo com o que observa. O fundamentalismo ajusta o que deve ser visto, de acordo com as suas conclusões" - Tim Mintchin, Storm.

Eu sou um MALUCO por ciência. E sabe porque eu gosto tanto de ciência? Porque ela é REAL.

ACHO que faz sentido para um mitomaníaco como eu, basear toda a minha experiência de vida em algo que eu possa comprovar. Ajuda a manter meus pés no chão e minha personalidade unificada.

Não por acaso que eu parei de acreditar em religiões e deuses. Não por acaso que eu tenho abandonado todos os conceitos milagrosos de vida. Abandonei as receitas fáceis e os caminhos mais curtos para o sucesso pelo mesmo motivo.

Entenda: eu tinha (e ainda tenho) ideias fantásticas e maravilhosas na minha cabeça. Só que, antes, eu achava que eu conseguiria implementar cada uma delas. Formava planos malucos, aonde bastaria apresentar a minha ideia e qualquer um patrocinaria meu sonho.

Criança. Sabe como é, né?

Passou o tempo. Aprendi que cada dia é um novo dia para lutar pelos meus pés no chão. Um desafio constante para manter-me na realidade.

Não é surpresa que eu tenha deixado os contos de lado. Hoje, leio só o que é real. O que é tangível. As especulações eu guardo para os últimos comentários. Antes destes, vem muito debate de argumentos concretos. Sabe como é que é, né? Bom mesmo é ler saco de cimento, pois só podemos acreditar no que é concreto.

Por isso, uma das poucas revistas que continuo acompanhando é a SuperInteressante. Ali há espaço para o devaneio da ciência... Mas é ciência. É o pé-no-chão com fatos. O feijão-com-arroz das teses, testes e teorias. A humildade em ter TODOS os cálculos corretos no quadro e, mesmo assim, dizer que se trata de uma teoria. Que QUEREMOS que outras pessoas revisem e TENTEM derrubar a afirmação.

É a busca constante pela verdade, não importa qual seja ela.

Por isso, eu curti o perfil da SuperInteressante no facebook. Gosto de abrir aquela página e ver algo que preste, ao invés das frases batidas de auto-ajuda rasa que vocês vivem publicando.

MAS... Maldito "mas", né? Ele sempre dá pano para manga aqui no Ponto Final...

Na SuperInteressante on-line tem uma "postadora de conteúdo" intitulada "Carol Castro". Essa "escrevente" foge completamente o padrão de textos da revista. Eu não sei COMO o Alexandre Versiguinassi ainda mantém essa menina na linha de pessoas com permissão de escrever textos e clicar no "submit" para publicação em nome da revista.

Vamos colocar assim: eu não tenho NADA contra essa menina. Por mim, todo conteúdo é bem-vindo. Temos que disponibilizar ideias, estilos e pontos de vista. MAS... É importante que sejam mantidos os padrões. E a revista não tem por padrão incluir opiniões pessoais nos textos. Quer dizer... não TINHA, até a Carol Castro poder escrever algo para a SuperInteressante.

O mais engraçado é que muitas vezes ela cria um título que chama a atenção. Nós clicamos no link. Encontramos duas linhas falando sobre o assunto. Um parágrafo dela tentando ser engraçadinha e forçando que nós concluamos o que ela quer, sobre o assunto.

Simplesmente ridículo.

Tem uma matéria, deixarei ela linkada, aqui, aonde a Carol fala sobre coisas que supostamente deixariam as pessoas mais inteligentes. No título ela diz que vegetarianismo é uma delas.

Porém, no próprio texto, é dito que NÃO HÁ RELAÇÃO ENTRE A DIETA E A INTELIGÊNCIA! Que é uma coincidência estatística, apenas. As pessoas NÃO FICAM MAIS INTELIGENTES POR NÃO COMEREM CARNE! Somente são encontrados QI's maiores entre os vegetarianos...

Levando-se em consideração que a amostragem de vegetarianos é menor, é quase certo que a média do QI deles seja levemente maior. Ainda mais se contarmos que muitos "carnívoros" - que compõem a média de quem não é vegetariano - sequer possuem QI suficiente para discernirem sua dieta!

Absurdo.

Mas mais ridículo é ver os vegetarianos - ditos mais inteligentes pela matéria - compartilhando, repercutindo e reblogando essa baboseira toda.

No final das contas, acho que a Carol Castro é só uma grande troll da internet. Cada vez que eu vejo um vegetariano se fazendo de superior com esse texto dela, leio um atestado assinado de "eu sou burro e não consigo pensar além do elogio falso que me fizeram".

Tá difícil, amigo. É bom ter muita informação. Mas é foda discernir o que é bom e o que não é. E não será com restrição de proteínas que alguém conseguirá cumprir essa tarefa quase impossível...