quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Cosplay: Supergirl!

Fonte -> http://captainirachka.deviantart.com/



terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Mulheres da DC

O excelente trabalho da artista Whitney Jiar -> https://www.behance.net/whitneyjiar




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Deadpool

Então ontem eu fui lá assistir ao filme do Deadpool...

Lembro como se fosse ontem quando lançaram o primeiro teaser do filme. 2016 parecia uma data tããããããããããããooooooooo distante... Bem, completei a missão de sobreviver para assistir a este monumental filme... E aqui vão as minhas impressões sobre ele!

Primeiro que este texto começará sem spoilers. Depois eu contarei a história sim, mas eu avisarei quando começar a contar. MAS... vocês podem ler o texto inteiro, de boa. O que torna o Deadpool especial não há como ser contado em um texto. Não adianta nem eu me esforçar.

Deadpool é o melhor filme de super heróis de todos os tempos... e o pior.
Isso porque o filme do Deadpool é uma metralhadora giratória de piadas com referências. Se você entende a referência, você passará uns 5 minutos de filme (de 1:37:00hs de filme) sem gargalhar histericamente.
Agora, se você não está engajado no mundo de gibis, nos memes de internet e no universo pop em geral... amigo, nem gaste seu tempo. Esse filme não é pra ti. Pode ir assistir O Regresso e torcer para o DiCaprio ganhar o Oscar.

Deradpool tem tantas piadas, mas tantas piadas, que você precisa prestar atenção na piada no fundo de cena, na piada que os personagens estão contando... E precisa se segurar pra não rir demais na primeira piada e perder a sequência dela. Em diversas cenas, em quase todos os diálogos do Deadpool com outros personagens, cada frase foi meticulosamente escrita, interpretada e encenada para te fazer mijar nas calças de tanto rir.

DICA DO TIO ARTHUR: Não exagere no refrigerante. Sério.

Mas Deadpool não é um filme de comédia. Não.
Deadpool não é um filme plano sobre super heróis. Não.
Deadpool, na verdade, é um romance trágico (porque o Deadpool é uma besta), desenrolado em vingança.

Vingança sangrenta. Cheia de palavrões. Com cenas completamente obscenas.
No Brasil a classificação indicativa era 18 anos. As grandes redes de cinemas chegaram pra ANCINE e largaram o clássico "poxa, nunca te pedi nada..." e a classificação indicativa caiu para 16 anos.
Mas olha... vou te contar que o filme não é adequado para menores de idade, MESMO.

É um filme com a quebra da quarta parede. Quem já leu o gibis do anti-herói sabe que o Deadpool fala com os leitores. Não seria diferente no filme, claro.
A quebra de quarta parede é complicada, não é sempre que o filme acerta na dose. Aliás, de todas as quebras de quarta parede que já vi, apenas "Curtindo a vida adoidado" e "House of Cards" tinham justificativa para existir e realmente contribuíam para o andamento da história.
Mas Deadpool está ali para ser o anti-herói, o anti-personagem, o anti-comediante... o anti-tudo. A quebra da quarta barreira transcende tudo o que você já assistiu.

O orçamento do filme é, provavelmente, o mais baixo já angariado para um filme de super heróis (US$58 milhões para a produção, segundo o site Box Office Mojo). Isso deixa a história simples, baseada mais na atuação cômica dos atores e na violência gratuita. E, mesmo assim, eu agradeço à FOX por darem carta branca aos ótimos roteiristas, diretores e atores para trazer o personagem dos gibis para a telona da forma mais fiel possível.

Aliás, o fator "ser fiel aos quadrinhos" me conquistou nesse filme. Principalmente porque o ego do ator jamais esteve a frente do personagem. Passamos metade do filme sem vermos o rosto de Ryan Reynolds. O personagem só tira a máscara quando realmente é possível que isso seja feito. Não é um Capitão América qualquer, que remove a máscara por qualquer coisinha, só para aparecer a cara do Chris Evans... Ou um Star Lord que passa o filme inteiro sem usar a sua máscara. Tipo de detalhe que realmente deixa a trama envolvente. Afinal de contas, estamos ali para ver o Deadpool, não o Ryan.
Pontos positivos até perder de vista!

O filme é diversão garantida para quem tem o mínimo de conhecimento de gibis e da cultura pop em geral. Também é um excelente filme para quem gosta de ação e não tá nem aí para o mimimi do politicamente correto. É uma história de amor escrita na perspectiva do homem... logo, só leve sua namorada se ela estiver no meio geek/nerd.

Se a maioria da audiência compreender as piadas, será o filme do Oscar 2017.
Pra mim, já é o melhor filme do ano. Vou assistir a todos os demais só para dizer "eu disse".

A partir de agora eu vou falar sobre a trama.
Nada demais. Pode ler. O legal do filme não estará no que eu vou contar aqui.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Eu vou morrer sozinho... E tudo bem!

Sério. Eu vou morrer sozinho. 
Não no sentido filosófico da questão, aonde não importa se exista uma pessoa te abraçando no teu leito de morte... o último suspiro sempre será uma experiência pela qual cada indivíduo nesse planeta passará na mais completa solidão.
Eu vou morrer sozinho no sentido literal da expressão. Não haverá ninguém perto de mim, quando eu me for. Perto emocionalmente falando, claro. Talvez existam alguns médicos, enfermeiras e quem sabe até algum parente ou amigo presente no momento. Mas emocionalmente falando, estarei sozinho. Isolado.

E mais sério ainda: eu não tenho nenhum problema com isso. Tá tudo bem. Sério.

Aliás, esse texto é justamente para tentar deixar essa minha percepção clara. E, quem sabe, ajudar a acalmar o coração de outras pessoas que já optaram por isso, mas ainda não entenderam as suas escolhas.

Porque toda a beleza do filme Matrix Reloaded reside na conversa do Neo com a Oráculo. Aquela conversa no parquinho, aonde ela diz que nós já fizemos todas as nossas escolhas. O que nos deixa inquieto é não entender as escolhas que nós fizemos.

Pra começar, eu sou um amante da liberdade.
Mas não confunda liberdade com libertinagem. Não sou nenhum promíscuo, com necessidade de empilhar números, no melhor estilo "Charlie Harper".
Não. Eu amo a liberdade no sentido clássico da palavra. Depois de passar 16 anos da minha vida em relacionamentos, eu descobri que gosto da liberdade que eu tenho vivendo só. 
Gosto de poder fazer compromissos comigo mesmo. Gosto de criar e batalhar pelos meus planos. Os planos que eu tenho comigo mesmo nunca precisam ser dilacerados para agradar outra pessoa. Eu não preciso negociar comigo mesmo para fazer o que eu quero. Não fico devendo nada para ninguém, por essa outra pessoa ter feito algo pra mim. Nos meus planos, eu só faço aquilo que eu gosto. E se, por ventura, eu não quiser fazer algo do meu plano, não há discussões. Se eu não fizer, não há ninguém que eu precise avisar, negociar, reagendar... não há briga alguma, nunca.

Eu sempre sei que as coisas que eu conquisto são resultado direto do meu esforço. Só meu. De mais ninguém. Justamente por isso, todas as vitórias são só minhas. De mais ninguém.

Isso tudo vem me mostrando quem eu realmente sou. O que eu realmente gosto. Isso tudo vem me deixando mais próximo da minha própria verdade, que eu busco há tanto tempo.

E isso é o meu dilema: jamais mentirei para outra pessoa, novamente. Logo, não deixarei de ser a pessoa que eu sou. Não abandonarei os meus posicionamentos a não ser que provem aonde eu estou errado. Serei sempre eu, não importa o que aconteça.
Na outro prato da balança, eu também jamais vou forçar outra pessoa a mudar de seus posicionamentos. Posso argumentar, posso até fazer piadas com posicionamentos absurdos... Mas jamais forçarei outra pessoa a fazer algo que divirja dos seus posicionamentos. ESPECIALMENTE se essa pessoa for se contradizer por minha causa.

Imagine só: eu GOSTO de alguém e, mesmo assim, eu exijo que essa pessoa faça algo que não acredita... e só para que eu me sinta bem?
Que espécie de sádico seria eu?

Nesses mais de dois anos solteiro eu já conheci muitas meninas. (Muitas pelo menos pelos meus padrões de 4 garotas em 16 anos...)
Muitas delas realmente especiais.
Mas sempre que as coisas passavam para o núcleo pessoal, eu começava a sentir o peso de proteger as liberdades individuais.

A maioria das meninas que eu conheci ou estavam desesperadas para terem filhos, formarem família... ou tinham tanta aversão a relacionamentos sérios que sequer conseguiam oferecer fidelidade.

Complicado.

Complicado porque eu espero exatamente o meio termo entre esses dois extremos. Eu quero alguém que goste de mim. Que se sinta bem ao meu lado. Que queira estar só comigo, fazer planos harmônicos, viver uma vida aproveitando mais do que brigando... Mas que também não esteja sob efeito de hormônios, procurando o primeiro "loirinho de olho azul que tenha dinheiro" para engravidar em seis meses e se estabelecer como "mãe de família".

Sério. Algumas meninas pareciam só querer garantir a carona no final da festa... outras pareciam só querer o material genético para garantir a prole.

Qual é o problema com vocês, meninas?

Enfim. Se for para ter um relacionamento, eu quero um Arthur com vagina. E peitos. Peitos são importantes. Essa "Arthura" precisa me amar de verdade. Querer estar perto de mim "porque sim". Precisa gostar de coisas interessantes... não precisa ser só as coisas que eu gosto. Precisa ser tão parceira para curtir coisas novas quanto eu sou. Essa "Arthura" precisa ser uma menina fantástica.
Sim, eu sei que esperar por uma parceira tão perfeita não é algo tão simples. Desse modo, eu já descartei a vida de casado para mim. Não acontecerá.

Eu confesso que estava aflito por causa disso. Eu confesso que tomei a decisão e não entendi o porquê eu fiz isso. Não entendia como eu estava fazendo isso. E não entender a decisão que eu já tinha feito estava me deixando inquieto.

O fato é que eu não vou tirar menina nenhuma do seu plano de vida. 
As que preferem a putaria continuarão na putaria. 
As que desejam ter uma casa com cerquinha branca com o primeiro otário que acharem, não me acharão.

Eu continuarei aqui, trabalhando sério e forte. Fazendo meus textos, cuidando dos meus investimentos, preparando meu futuro sozinho. Vou lutar para estar preparado para ver e aproveitar a oportunidade se e quanto ela se apresentar para mim.

Até lá, eu sigo minha vida tranquilo. Sei que, se depender das minhas escolhas de hoje, eu vou morrer completamente sozinho. E tudo bem com isso. Sério. De boa.

Antes só, do que mal acompanhado.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Body Painting: Lady Deadpool

Fonte => http://shelle-chii.deviantart.com/gallery/41947422/Body-Paint




Fantasmas do Passado, Dinheiro não é Tempo e O Meu Lugar no Mundo

Vamos tentar fazer um texto à moda antiga?
Acho que estou devendo isso pro pessoal que lê o Ponto Final!

Todo mundo aqui sabe que eu me mudei, né? São dois anos morando em Florianópolis. Dois anos em que eu aprendi tanta coisa... Talvez os dois anos em que eu mais tenha crescido, enquanto pessoa.

Minhas atividades mudaram. 
Minhas ideias mudaram. 
Meus sentimentos mudaram. 
Minhas atitudes mudaram.

Tanta coisa mudou... mudei também!

Mas mudar não significa apenas "ir para um novo lugar". Significa "abandonar o lugar antigo". 
Para cada nova ideia instalada na minha cabeça, uma ideia antiga teve que ser desinstalada. 
Para cada lugar novo que eu frequento, deixei de frequentar um lugar que eu sempre ia. 
Para achar tempo para cada atividade nova, uma atividade que eu já estava acostumado perdeu tempo.
Para cada pessoa nova que entrou na minha vida, eu precisei deixar que outras pessoas saíssem.

Toda mudança é difícil, ao menos no início.
E sabe o que é mais difícil em uma mudança? Planejá-la corretamente.

Se você não estrutura sua mudança, você acaba "tocando de improviso". Toma as decisões baseado no seu ato-reflexo. Na hora que o problema assalta no susto, tendemos a reagir do modo que estamos condicionados a reagir. Fazendo mais do mesmo, do modo como sempre fez.

E sabes o que dizem sobre fazer as coisas sempre do mesmo jeito e esperar resultados diferentes, né?

Em vez de deixar a vida me levar, eu estruturei a minha mudança para Florianópolis.
Olhei pra dentro de mim e cataloguei tudo o que me fazia sofrer.
Investiguei a fundo e descobri a causa de cada sofrimento. Fui na r

aiz, exatamente naquele ponto onde uma decisão minha derruba o primeiro dominó, que derruba outro e mais um... até que chegue no fim inevitável, que me faz sofrer.
E então eu decidi que não ia mais derrubar esse primeiro dominó.

Isso, é claro, mudou drasticamente quem eu sou. Ainda estou avaliando a minha mudança. Não sei se mudei pra melhor ou para pior. Só sei que mudei.

Algumas pessoas que deixei no meu passado têm voltado. Talvez saudades bobas, talvez tenham se interessado pelo novo Arthur, talvez só curiosidade, talvez elas próprias tenham mudado também... sei lá. 
Algumas das pessoas que tentaram voltar eram muito importantes para mim. Antes.
Inclusive nesse meio tempo em que estive mudando eu desejei que algumas dessas pessoas voltassem para a minha vida.
Mas qual não foi minha surpresa quando eu notei que mudei tanto... mas tanto... que essas pessoas não são mais tão importantes para mim, hoje.

Algumas eu até faço questão de manter longe.

São tantas visões que mudaram...

Um exemplo? Até bem pouco tempo atrás eu tinha essa visão:

Dinheiro = tempo.

Eu via o dinheiro como meio para fazer as coisas que eu queria. 
Como eu não tinha uma empresa própria para ganhar o meu dinheiro, eu vendia meu tempo e meu conhecimento para alguém que tivesse uma empresa.
Quando eu não tinha dinheiro para fazer algo que eu queria, precisava usar mais tempo da minha vida economizando dinheiro para fazer o que eu queria.
Esse pensamento me deixava inquieto e infeliz. E eu não sabia o porquê.
Eu via meu trabalho como "uma prisão até conseguir o que eu quero".
Eu via minha poupança e investimentos como vilões que me roubavam horas de vida, todos os meses.

Então eu mudei.
Descobri o problema. Investiguei a causa. Pesquisei qual

atitude eu deveria mudar para evitar esse sofrimento. E o principal: COMO eu deveria proceder para mudar.

Dinheiro deixou de ser tempo. Dinheiro se tornou um instrumento de medição de "quão bem" e de "quantas pessoas" eu posso satisfazer as necessidades.
Da noite pro dia, minha visão virou:

Dinheiro = régua.

Dinheiro deixou de ser um fim. Deixando de ser um fim, deixou de ser um problema em si. Tirei o foco da variável que eu não conseguia controlar e passei o foco para as variáveis que eu poderia controlar.

Ajustei meu conhecimento para atender o máximo de necessidades possíveis. Qualquer um pode aprender a poupar e investir dinheiro. Todo mundo tem um talento secundário de onde pode tirar mais um trocado nos momentos de folga.
E eu arrumei meus desejos de acordo com as minhas possibilidades.

Organizando as variáveis que temos domínio, o dinheiro se torna apenas a medição de quantas pessoas você está resolvendo os problemas... e quantos problemas seus os outros estão resolvendo.
Faça essa balança pender para o seu lado (gaste certo para gastar menos do que recebe) e você tem a austeridade necessária para que o dinheiro seja solução e não problema.

Arquitetando as mudanças na minha vida, eu tenho encontrado com facilidade o meu lugar no mundo.

Outro dia um amigo me ofereceu um emprego de desenvolvedor Phyton. Empresa multinacional. Salário pra lá de tentador. 
Só havia um problema: sou desenvolvedor JAVA.

Aderência zero à vaga.

Essa vaga claramente não é o meu lugar no mundo.

E foi o que eu mencionei ao amigo. Agradeci a lembrança. Reconheci que fiquei tentado. Mas que, infelizmente, eu não resolveria muitos problemas complexos de muitas pessoas. Logo, eu não renderia o necessário para fazer jus ao pagamento ofertado.
Inclusive EU seria um problema para a empresa, até alcançar o nível esperado.

Como resposta, meu amigo reconheceu a minha honestidade. 

Mas isso não se trata de eu ser honesto com ele. Esse meu posicionamento é, antes de mais nada, honestidade comigo mesmo. Ao entender, definir e aceitar o meu lugar no mundo, eu estou fazendo com que o Arthur do futuro seja mais feliz... E, agora, o Arthur do presente, também.

Ao ser honesto comigo mesmo de que amizades que vinha trazendo desde a adolescência não me servem mais, eu posso simplesmente me afastar de quem não me faz bem.

Ao ser honesto comigo mesmo de que sentimentos que eu achava especiais demais não me servem mais, eu posso simplesmente relegar relacionamentos ao passado, sem nenhum sofrimento.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016