segunda-feira, 27 de junho de 2022

40 dias sem blogar

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Muito passando na minha cabeça, mas zero vontade de escrever qualquer coisa, em qualquer rede social.

Quando o Elon Musk comentou que iria comprar o Twitter, eu fiz uma conta nova, lá. Esperança de que aquela rede social voltaria a ser interessante. Passou o tempo e o Musk desistiu da compra. Nada mudou. O Twitter está pior do que nunca. E dessa vez eu não esperei ser banido: abandonei aquela rede social.

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Eu estou desde 2015 sem férias, e eu estou notando o meu burnout.

Estou irado com tudo. Quando dirijo, quero passar por cima de todo mundo. Quando estou na rua, eu não tenho a menor compreensão com o menor erro de nenhuma pessoa. E quando eu vejo alguém sendo FDP de propósito, a única coisa que eu consigo pensar é "que bom que eu não tenho uma arma de fogo, porque eu iria preso por matar esse FDP agora mesmo". Aliás, se alguém tiver uma arma pra vender, me chama na DM.

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Eu viajei nesse tempo, mas nada mais me dá aquela vontade de sair falando para todos.

Poxa, eu fiz umas coisas bem bacanas nesse tempo. Claro, puto com todo mundo, irritadiço, com a cabeça parecendo uma panela de pressão... mas fiz. E em outros tempos eu correria aqui dar opiniões, contar fatos, criar reviews para manter conteúdo atualizado. Hoje? Hoje eu não tenho mais vontade de escrever e comentar nada.

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Eu vi filmes, séries e shows nesse tempo, várias coisas que eu poderia escrever resenhas, como já fiz várias vezes.

Alguns vieram até bater nas minhas DMs. "Arthur, cadê o teu texto do Cavaleiro da Lua?" Ou, ainda, "Arthur, cadê o texto do Dr Estranho?" Primeiro eu corria escrever assim que saía do cinema. Depois, passei a esperar um tempo. Chegou o momento que eu só escrevia porque as pessoas pediam. Ultimamente, tô sem nenhum tesão nem para responder a DM dizendo que não vou escrever porcaria nenhuma. Dois risiquinhos azuis para o amigo e já eras.

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Aconteceu um milhão de coisas no mundo que em outros tempos eu já teria vindo aqui escrever minhas opiniões para você.

E não se engane: eu tive opinião pra caralho nesses dias. Quem me acompanha sabe que eu pego notícias aparentemente distintas e mostro como as duas estão relacionadas. Crio um entendimento mais amplo. E inicio discussões gigantes sobre assuntos diversos. Mas dessa vez eu simplesmente resolvi ignorar. Falei com a esposa ou simplesmente deixei morrer na minha cabeça. Eu não tenho mais saco para aguentar a estupidez humana.

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. E olha que nesse meio tempo eu mudei duas ou três opiniões minhas.

Você me conhece. Sabe que é difícil eu mudar de opinião porque eu me envolvo demais. Leio, ouço, discuto. O argumento deve ser muito bom para me convencer, porque você não está argumentando com o meu "achismo", você está argumentando contra uma multidão de pessoas que eu absorvi o conteúdo. Quando acontece de alguém me convencer, é porque o novo argumento é tão excelente que jogou os demais argumentos em segundo plano. E eu adicionei mais uma fonte no meu argumento. E agora o próximo argumento precisa vencer um grupo maior e mais refinado de argumentos. E, veja só, eu que já fui radicalmente contra o aborto, agora sou a favor. Poderia escrever um puta texto sobre isso. Só que não fiz, também.

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Nesse tempo eu "venci" o MMORPG que eu jogo desde 2016. 

Consegui criar a aliança mais poderosa do jogo. Minha esposa está com um personagem forte. Meu amigo está quase lá. Inundei o servidor russo com latinos, agora dá para entender a política. Somos fortes, mantenho o castelo mais forte do jogo e sou relevante no jogo. Poderia escrever muito sobre o assunto, mas mal tenho vontade de entrar no jogo.

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Até vídeos de culinária eu fiz para o youtube e instagram.

Caramba, ficaram bonitinhos. Eu realmente gostei deles. Mas foi tão custoso pra mim colocar aquilo para acontecer, que eu não tenho mais o menor saco para fazer o próximo vídeo. 

Eu sei lá.

40 dias sem blogar. Até vídeos de culinária eu fiz para o youtube e instagram.

Eu tenho coisas para falar do meu trabalho. Hoje um colega me "deu uma dica" para eu "não falar o termo xiita como sinônimo de radical". E vou te contar, que vontade de mandar o colega tomar bem no meio do olho. Em outros tempo, isso com certeza viraria textão aqui.

Eu tenho coisas para falar de tantos pontos, em tantos lugares...

E a minha vontade de escrever sobre tudo isso é exponencialmente inversamente proporcional a quantidade de assuntos acumulados para conversar.

Salvei a postagem de junho com esse grito de socorro. Eu estou muito estressado, perto de um burnout. Eu já estou no estágio cínico e sem empatia. Nada mais tá me dando prazer.

Eu preciso de uns 60 dias desligado do mundo inteiro, para ver se eu consigo reconectar comigo mesmo.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Marcas em Game of Thrones

Parecia que Game of Thrones já tinha dado tudo o que poderia dar, né?

Final tão ruim que destruiu a série, autor que não se mexe para continuar a história nos livros...

Mas então apareceu o artista Ilya Stallone e pensou: "como seriam os logos das marcas que temos no mundo real, lá em Westeros?"

E o resultado ficou muito legal! -> 




sábado, 23 de abril de 2022

quinta-feira, 3 de março de 2022

Sobre guerra na Ucrânia, viagens da minha cabeça e medo

Toda a tônica da guerra fria se criou sobre a falta de informação.

Desinformação, propaganda de guerra, espionagem e contra-espionagem.
Ninguém sabia ao certo o que "o outro lado" estava fazendo.
Ninguém sabia o real poder da URSS, tão pouco dos EUA.

Os EUA laçaram-se em guerra após guerra, abertamente, desde a segunda guerra mundial.
Coréia, Vietnam, Iraque, Iran, Afeganistão e eu tenho certeza que deixei de citar várias, aqui.
Bem ou mal, vimos demonstrações do poder norte-americano.

Não que a URSS não tenha participado de suas guerras, também.
Porém a URSS sempre atuou mais à distância, na cadeia de suprimentos e em operações pontuais, estratégicas.

De demonstração em demonstração dos dois lados, o fato é que as dúvidas do mundo apenas cresciam: qual é o real poder dos dois blocos?

A URSS se dissolveu, a Rússia "tomou conta" do poderio do bloco.
E apesar da guerra fria ter oficialmente terminado, todos nós ainda tememos aquelas velhas ogivas atômicas.

A Guerra na Ucrânia talvez seja o primeiro confronto aberto que a Rússia está engajando.
E, novamente, não sabemos se a Rússia está pegando leve, ou se é apenas incompetente.



E, nossa, não me entendam mal, eu juro que explico, mas eu tô torcendo para que a Rússia esteja apenas pegando leve.
A evidência que tenho disso? Os vídeos de soldados russos capturados na Ucrânia. Os ucranianos colocam os soldados em contato com suas famílias. E mais de um soldado já disse coisas como "não era só um exercício" para suas mães. Sim, dando a endender que nem os soldados russos estão cientes de que estão em uma guerra. Essa hipótese talvez até explique porque muitos soldados russos simplesmente abandonam seus blindados dentro da Ucrânia, não atiram em transeuntes ucranianos que os afrontam, etc...

Já da hipótese de incompetência, eu tenho como evidência a quantidade enorme de pataquadas russas até o momento. Poxa, entregaram rações de guerra para os soldados russos na Ucrânia com data de validade de 2015. Registrado em vídeo. Nem no mais leve exercício de guerra algo tão absurdo assim aconteceria. Bem, sejamos francos, um país com o poderio de guerra da Rússia jamais deveria deixar tantos dos seus veículos no front sem combustível ou simplesmente com manutenção fora de ordem.
E é aqui que mora o meu medo: o da Rússia mostrar para o mundo inteiro que é incompetente em guerras.

Sabe aquela história?
"Se você não falar nada, vão te achar idiota."
"Se eu falar, vão ter certeza."

Então. Enquanto a Rússia estava quieta, com operações pontuais, a falta de informação ainda se mantinha. E o medo do mundo aos dois blocos continuava existindo. Tínhamos certeza que se os EUA saíssem da linha, a Rússia interviria. E se a Rússia saísse da linha, os EUA interviriam.

Bem. A Rússia saiu da linha. E ao que parece, ogivas nucleares postas de lado, se os EUA se juntarem à Ucrânia a Rússia perde a guerra no mesmo dia.

Pode parecer maluco, mas não me agrada um futuro onde temos a certeza que o mundo não tem mais duas potências bélicas se vigiando.
E eu temo mais ainda um futuro onde o mundo passaria a pressionar a Rússia para retirar o poderio atômico, sob pretexto que a Rússia não possui condições de administrar tal arsenal.
E o vácuo de poder causado pela saída da Rússia da posição de superpotência me tira o sono, pois esse vácuo atrai outros players a se armarem para preencher a posição de antagônicos aos EUA.
Mas o que me dá pesadelos é pensar que ninguém entre nesse vácuo. Porque, se é péssimo ter duas superpotências em constante estado de ameaça de guerra nuclear, ter só uma potência nuclear no mundo é o caminho aberto para uma ditadura global.

Bem. Eu falei lá em cima que isso tudo é viagem da minha cabeça.
Um monte de abobrinhas em exercício de futorologia.
Tô eu, aqui, gastando todo o meu poder de adivinhação na geopolítica global, em vez de adivinhar os números da Mega-Sena.

Veja bem o quê o medo faz conosco, né?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Arte com Inteligência Artificial!

A artista Hidreley Diao criou uma IA para criar como seriam as "fotos" realistas de personagens de desenhos animados!

O resultado é sensacional!



domingo, 30 de janeiro de 2022

Sobre Rainha da Inglaterra, Dia de Faxina e Quem manda nessa po$$@ toda


Estava aqui remoendo meus pensamentos, jogando uns conceitos pra cá e pra lá. Sabe como é, tô aproveitando a obrigação de repousar imposta pela COVID e usando esse tempo para catalogar, organizar e arquivar alguns pensamentos. Sim, os últimos 4 anos foram intensos e eu confesso o desleixo em deixar minhas estantes mentais prontas para a inspeção da rainha da inglaterra.

Vejam só vocês, até hoje eu faço zoeira com a mania de limpeza da minha avó, sempre se esforçando em deixar sua casa impecável no melhor estilo vitoriano... e só agora eu percebo que também me incomodo quando um cantinho meu - mesmo que sejam as minhas ideias - não estejam dignos do alto padrão da rainha.

Mas divago.

Voltando ao assunto.

Por bastante tempo eu venho comentando que a Civilização Ociendental é o ápice do que os humanos conseguiram criar. A separação de crendices do Estado, a contenção do Estado na separação dos três poderes, a democratização do poder, o livre acesso à expressão, a criação de ética da ciência, a capacidade de publicação e troca de ideias, a mobilidade social, a capacidade de resolvermos problemas tão bem que hoje OBESIDADE é um problema maior do que a FOME na Civilização Ocidental...
Poxa, realmente bacana o que construímos.

Cada país com o seu governo, buscando modos cada vez melhores de dar acesso e voz para cada vez mais cidadãos.
Cidadãos que se empoderam do processo ao votar em ideias ao defender seus interesses, ao criar consciência sobre fatos que precisam ser priorizados para que toda a humanidade consiga se mover ao futuro.

Futuro, esse, que está sendo construído um sonho e um esforço de cada vez, no ritmo do mais lento de todos nós.

Esses países que compõem a civilização Ocidental se uniram, no pós-guerra, e criaram ONU.

E aí tá um ponto interessante.
Algo que eu não entendo completamente.
Quem vota para as pastas da ONU?
Como faz para se candidatar para essas pastas?
Quem é o líder?
Como ele chega a esse poder?
Como foi feita a divisão desses poderes?
Como é a estrutura que garante que nenhum desses poderes detém poder demais?

Boas perguntas, né?

Eu tenho uma melhor: QUEM FINANCIA ESSA PORRA TODA?

Seguidamente vemos a ONU entrando nas nossas casas. Notícias de jornais, folhetos, livros... sempre com alguma diretiva, plano ou chancela da ONU.

E não me entenda mal.
Não tô querendo dar uma de maluco da conspiração.
Eu tô só dizendo que há uma história de pelo menos 70 anos por aí. Uma história que talvez seja muito clara. Uma história que talvez seja justíssima. Uma história que tenha bases criadas em fatos e dados bem justificados, que seja plenamente coerente.

MAS, NO FINAL DO DIA, eu não sei como eu, Arthur Luiz Tavares, participei da escolha da pasta da educação, ou da saúde, ou da ciência, ou de qualquer outra, da ONU.

E o que me preocupa não é o fato de eu não saber.
Provavelmente uma googlada vai me esclarecer e eu até vou concordar com o processo adotado.
O que me preocupa é que se eu não tenho isso na ponta da língua, eu fico imaginando qual é o percentual dos brasileiros (e do mundo em geral) que realmente sabe desse processo.

Porque, veja bem, agora é moda citar a ONU, OMS e o escambau a torto e a direito.
Quase como se a ONU fosse o governo do mundo.
O adulto que a gente chama para resolver nossas brigas infantis.

E eu fico me questionando:
Quem deu esse poder todo para a ONU?
Quando foi que eu votei nas pessoas que estão dirigindo a ONU?

E o principal:
Porque caralhas eu não sei a resposta para essas perguntas?

Assunto arrumado.
Pasta organizadinha.
Colei até uns adesivos.
Bóra arquivar na prateleira de "perigo".

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Sobre 2021, não ter o que falar e 2022!

Sabe, eu acho que finalmente aconteceu.

Estou feliz.

Claro, poderia estar mais feliz. Estava em uma situação confortável em um trabalho com o cooperado, podendo assumir trabalhos paralelos como CLT. O que trazia resultados interessantíssimos no trabalho do dia a dia. Eu podia "sentar o pé" nos trabalhos CLT, cutucar feridas e não estava nem aí sobre as consequências. Impacto direto, mudanças revolucionárias. Agora não estou mais no trabalho cooperado. Pena.

Mas não tenho o que reclamar, de modo algum. Pela primeira vez em anos eu estou com a qualidade de vida que eu acredito que mereço. Estou fazendo as coisas que quero fazer. E tudo está se encaixando aos poucos.

Muito do segredo dessa felicidade é estar com a pessoa certa. Quando alguém com os mesmos valores que os teus decide ficar perto de ti, as coisas fluem. E pouco a pouco os planos vão se realizando. E planos realizados trazem felicidade.

Estou tão focado nos nossos planos e na felicidade que estou tendo que eu tô pouco me importando com o mundo à minha volta.

2022 terá eleições. Vocês deveriam focar em eleger deputados e senadores do NOVO. Se possível, governadores e até o presidente do NOVO seriam ótimos para colocar esse país nos eixos.

Mas vocês vão votar nas porcarias do Bolsonaro e do Lula. Vão colocar os mesmos caciques de sempre no congresso e no senado. Continuarão deixando nosso país escravo desses parasitas. Veja bem: o COLLOR está eleito. Não é que vocês não aprendem, é que vocês são burros, mesmo.

Eu? Eu encontrei uma solução que resolve problemas sérios de empresas que faturam milhões por ano. Eu faço essas empresas faturarem muito mais. E essas empresas me pagam bem por isso. Tá difícil ficar no Brasil, inclusive. Quem sabe 2022 não me leva para outro país, né?

Sei lá, eu gostaria de trabalhar lá com o pessoal do Marista. Eles estão me cozinhando há dois anos. Nesses dois anos já toquei 4 projetos. Estou no quinto. Serão 5 empresas organizadas e treinadas para melhoria contínua. E o Marista lá, patinando no projeto deles. A cada ano que passa, eu cobro mais caro.

Mas, como eu disse, eu tô feliz. As coisas que andam me incomodando: pessoas andando do lado esquerdo da rua, ciclistas andando em calçadas, motoristas que não seguem o fluxo do trânsito corretamente, atendentes e vendedores de lojas que não sabem atender os clientes.

Só white people problems.

Pra 2022 eu já tenho show do Green Day pra ir. Tudo pronto, basta chegar o dia.

Vou precisar de muito trabalho para fazer 2022 tão bom quanto 2021. Tenho uma esposa linda para manter feliz, um trabalho desafiador para fazer e muitos projetos pessoais para tocar.

Mas, no geral, o mundo está se encaixando. Tanto, que passou dezembro inteiro e eu não tive nada para postar aqui no Ponto Final!. Veja você, que coisa, não? O cara que já teve 6 textos por dia, hoje passa um mês sem nenhuma postagem.

O que eu posso dizer, né?

Tudo muda e talvez essa fase também passe um dia.

Mas enquanto essa fase maravilhosa está por aqui, vamos aproveitá-la!

Vejo todos vocês em 2022.

Sejam pessoas melhores, para que eu não precise vir aqui mostrar as falhas que vocês cometem!

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Sobre práticas nazistas, pombos enxadristas e responsabilidade dos tolerantes

Práticas nazistas que você utiliza no dia a dia e nem sabe:

"Os incomodados que se mudem!"

Sim. Exatamente.
Primeiro que esse tipo de pensamento é contra a lei instituída no nosso país. Ninguém tem o direito de chegar em algum lugar "bagunçando o coreto" e "botando pra quebrar". Tão pouco, essa pessoa tem o direito de expulsar os demais da área. Muito pelo contrário, todas as cidades têm leis CONTRA o disturbio da paz, os estados têm polícias prontas para fazer a lei ser cumprida e o aparato judicial federal tem todas as leis e precedentes necessários para condenar quem atenta contra o bom convívio.

"Mas porque é uma prática Nazista, Arthur?"

Tudo começa com as práticas liberais de tolerância. Foi a Revolução Francesa que instituiu Liberdade, Igualdade e Fraternidade como pilares para o bom convívio. E esses três valores sustentam que nós tenhamos um comportamento de aceitação ao divergente. A Revolução Francesa separou Estado e Igreja justamente pelo entendimento que cada pessoa pode ter sua opinião sobre qual religião seguir. E o mesmo se dá com seu time de futebol, vertente filosófica, etc, etc, etc... e no expectro político.
Assim, a Civilização Ocidental cresceu a partir da ótica que todos têm direito de se expressar como quiserem.

INCLUSIVE OS AUTORITÁRIOS.

E autoritários são, por definição, intolerantes. Eles querem o poder para eles ditarem como todos devem pensar, agir e se comportar. Seja vindos da esquerda, seja vindos da direita, autoritários querem uma legião de súditos para os servirem. E querem que esses súditos estejam institucionalizados o suficiente para servirem calados.

Aí entra Goebbels. O marketeiro nazista.
Esse cara foi terrivelmente genial.
Ele pensou "porque apenas querer servos calados se eu posso ter servos felizes em me servir e dizendo aos quatro ventos o quanto é bom ser meu servo?"
E o Goebbels criou toda uma máquina de propaganda que ainda deixa os melhores publicitários atuais parecendo amadores.
Veja bem: Goebbels conseguiu convencer não apenas os alemães, mas vários povos vizinhos que o nazismo era algo justificado!
Goebbels era um filho da puta. Mas um filho da puta muito inteligente.

E uma das estratégias dele era justamente a de se aproveitar da atmosfera de tolerância.

Funciona assim:
Você e um amigo pegam suas opiniões bosta e vão para um lugar público. Então, vocês dois passam a conversar sua opinião bosta o mais alto possível. De um modo que qualquer um no local consiga escutar perfeitamente bem as suas opiniões bosta. De preferência, sempre ridicularizando e fazendo pouco das opiniões divergentes e de quem as defende. Nunca, JAMAIS, direcione a palavra para alguma pessoa específica ou cite algum nome. Não. Mantenha a sua conversa sobre ideias bosta totalmente no plano das ideias (bostas).

Aqui, pode acontecer duas coisas.
  1. Os tolerantes não reagem. Todos à sua volta ficam quietos. Ponto para sua ideia bosta. Dezenas de pessoas escutaram suas ideias. Como ninguém reagiu à ideia bosta, o efeito de manada entra em cena e algumas pessoas passam a entender que a ideia bosta não é tão bosta assim. O pessoal mais fraco das ideias passa até a apoiar as ideias bosta.
  2. Os tolerantes reagem. Entram na discussão. E discutir com um autoritário é jogar xadrez com um pombo. O autoritário sabe que a ideia dele é bosta. O autoritário sabe que não vai vencer o tolerante com argumentação racional. Então começam as piadinhas, os ataques diretos, a ridicularização, comparações esdrúxulas, rimas infantis... Sabe como é: o pombo chuta as peças, caga no tabuleiro e ainda sai berrando que ganhou a partida. Tudo o que o autoritário quer é tirar o tolerante do sério. Por que o autoritário vence a tolerância quando o tolerante perde a cabeça. Quando o tolerante aumenta o tom de voz, o autoritário pode dizer que tolerância não existe. Que é uma mentira. Que é perigosa. Mas tem mais: o autoritário continua irritando o tolerante. Tudo o que o autoritário mais quer é que o tolerante vá para as "vias de fato". Quando o tolerante acerta um murro no autoritário, é a chance do autoritário utilizar todo o aparato criado pelo Estado para garantir a tolerância... CONTRA A TOLERÂNCIA!
Aí temos o autoritário onde ele queria estar: sendo vítima do sistema tolerante.
Autoritários AMAM criar um Mártir. Tá aí Mariele, Lula, Bolsonaro, etc, etc, etc...


E isso propaga através do efeito de manada entre os idiotas úteis.

Ontem e hoje tive esse exemplo na academia.
Dois idosos falando alto sobre "as novidades no grupo do whatsapp".
Aos berros, esses idosos veiculavam toda sorte de ideia bosta vinda de autoritários conservadores para a academia inteira ouvir.
No meio das frases bostas, provocações contra liberais e progressistas. Frases anti-ciência. Frases pró-religião e pró-monarquia. ambos torcendo para alguém ir lá e discutir com eles.
Exercício? Esteira ligada e os pés na lateral, descansando. Meia hora, só falando besteira.

"Mas Arthur! Como se vence esse pessoal?"

JAMAIS entre em embate direto com um autoritário.
SE você for envolvido, aja como se não reconhecesse a grosseria dos autoritários. Muito pelo contrário, deixe claro que você "desculpa o péssimo comportamento das pessoas não civilizadas", tendo SEMPRE uma postura superior, deixando clara a reprovação, e ao mesmo tempo com tolerância e compreensão. Sendo bem direto: aja como se o autoritário fosse uma criança que está jogando um jogo simples, que você já conhece e você não tem interesse em participar.

Saiba quando é necessário chamar a polícia.
Faça um termo circunstancial sobre a perturbação da paz.
Faça o boletim de ocorrência.
Pegue testemunhas, represente judicialmente contra a pessoa.

Use nosso aparato tolerante CONTRA o autoritário.
JAMAIS transforme o autoritário em uma vítima, um mártir.

Os incomodados não devem se mudar.
Os incomodados devem fazer prevalecer a lei instituída e garantir a ordem.
Os incomodados utilizam dos meios legais para garantir que a paz seja mantida.
Os incomodados devem lutar para que todos tenham seus direitos de ir e vir e de usufruir da paz em ambientes públicos garantidos.

No nosso país, tivemos autoritários de direita e esquerda no poder.
E eles fizeram questão de destruir a educação brasileira, não deixando esse tipo de conhecimento chegar em você.
E eles aparelharam nossa instituição que deveria ser tolerante.
Criaram regras e leis absurdas que privilegia autoritários e oprime os tolerantes.
É NOSSA responsabilidade tomar o país de volta deles.

É sempre bom lembrar que o primeiro país que os Nazistas tomaram foi a própria Alemanha.
Não deixe que os autoritários tomem o Brasil para eles.