quinta-feira, 6 de julho de 2017

Homem Aranha: Homecoming

Então essa semana eu fui lá assistir o novo filme do Homem Aranha.
Duas vezes.

E, para as três pessoas que sempre reclamam que eu só escrevo resenhas falando bem dos filmes, novamente um filme do Homem Aranha me decepcionou profundamente.

Eu sei, eu sei, é complicado para mim. Eu li todas as publicações do amigão da vizinhança lançadas no Brasil entre 1989 e 2002. O aracnídeo foi um amigo durante minha adolescência. E tanto conhecimento do herói faz com que eu note detalhes que destroem qualquer adaptação do cabeça de teia para a telona.

Começando pelo óbvio?
O maior poder do Peter é o sentido de aranha.
É um poder quase mágico. Consiste em uma "previsão instintiva do futuro próximo". O corpo do Peter reage antes que o pensamento consciente tome conhecimento do que aconteceu. É um poder muscular, visceral. Tal qual uma aranha parece "notar" que vai levar um tapa e consegue fugir ilesa, o sentido de aranha permite ao Peter "notar" perigos e evitá-los instintivamente. O Homem Aranha esquiva de balas melhor do que o Neo. O Homem Aranha não é pego de surpresa por um amigo que está no quarto dele.
Esse poder dá ao Peter CONFIANÇA.
Sim, Peter Parker é um fodido. Pobre. Tia doente. Hostilizado no colégio. Tudo de errado que pode acontecer com a vida de alguém, acontece na vida do Peter. 
Mas quando o Peter veste a máscara, o sentido de aranha dá ao Peter a confiança para sair esmurrando criminosos pela cidade. E o Peter usa isso como VÁLVULA DE ESCAPE da sua vida fodida. É uma terapia, quase um vício. Um sonho de qualquer adolescente. Poder descontar todas as frustrações do dia a dia prendendo bandidos.
Quando o Peter está vestindo seu uniforme, ele vira um debochado. Um piadista. Não é só legal ver os golpes acrobáticos que o Homem Aranha executa para prender os bandidos. Ler as piadas que o Homem Aranha faz enquanto luta é sensacional. Toda a parte depressiva da vida do Peter recebe o contraponto do herói fanfarrão.

Seis filmes, amigo.
A Sony fez SEIS FUCKING FILMES.
E, exceto a cena do ladrão de carro do Espetacular Homem Aranha 1, em NENHUM desses filmes nós vimos o Homem Aranha de verdade nas telas. São horas, horas e mais horas de problemas pessoais, problemas com a família, problemas no colégio, no trabalho, em relacionamentos, etc... e NENHUMA cena de um palhaço acrobático dando tapas em bandidos enquanto os ridiculariza.

Isso. É. Muito. Frustrante.

Homem Aranha: Homecoming é uma história de adolescentes.
Quase um seriadinho bobo de colégio.

Temos um jovem Peter Parker sobrecarregado com seu sendo de responsabilidade, tentando desesperadamente provar seu valor para Tony Stark.
Temos o "melhor amigo gordeenho que não pega ninguém".
Temos o "cara que só incomoda o personagem principal".
Temos a "gostosona do colégio".

Um aparte para Lis Allen.
Ela foi o primeiro interesse romântico de Peter nos quadrinhos. Ela era namorada de Flash Thompson e NUNCA deu bola pro Peter. Ridículo o modo como ela se joga pra cima do Peter no filme. Ridículo descaracterizarem a personagem em sua personalidade e até em sua cor. Mais ridículo ainda transformar Lis "Allen" em Lis "Toomes", definindo que o Abutre é o pai da menina. Não era necessário destruir a personagem desta forma. Poderiam ter criado outra personagem. Nós, fãs, não ficaríamos brabos, muito pelo contrário! 

E temos a Zandaya.
E aqui está a prova que não precisavam ter desfigurado e estuprado a personagem Lis Allen: criaram uma personagem totalmente nova para a Zandaya interpretar.
Se alguém aí souber porque a Zandaya tem um personagem no filme, por favor me avise.
Absolutamente TO-DAS as cenas da personagem dessa menina são dispensáveis para o andamento do filme. Algumas cenas da Zandaya são tão desconectadas do roteiro que eu fico me perguntando se há como exigir esses minutos da minha vida de volta para a Sony.

Bem. Eu não vou gastar mais tempo falando dessa menina e de seu personagem inútil.

Se for para passar raiva com esse filme, vamos passar raiva com um aspecto crucial: Homem Aranha: Homecoming é um FILME DE PASSAGEM.

Hulk, Homem de Ferro, Capitão América: O Primeiro Vingador, Thor, Homem Formiga e Dr Estranho são filmes de apresentação de personagens.

Homem de Ferro 2, Homem de Ferro 3, Thor Mundo Sombrio e Capitão América Soldado Invernal são filmes de sequência. Estendem o universo, ampliam os personagens.

Vingadores, Vingadores: Era de Ultron, Guerra Civil e, agora, Homem Aranha: Homecoming são filmes de passagem. Filmes que contam histórias necessárias para ligar pontos entre os demais filmes, criando o "Universo Cinematográfico Marvel".

Introduzir e dar um filme solo para o maior herói da Mavel em filmes de passagem é ultrajante.
A falta de respeito com o personagem Peter Parker é tão grande que temos duas ou três conversas que apenas citam a origem do herói. O Homem Aranha é - literalmente - "jogado" no meio do MCU. "Se vira aí, magrão".

Homem Aranha: Homecoming faz parecer que o Homem Aranha é um personagem menor, periférico no Universo Marvel.

Mas vamos falar das coisas boas do filme.
Sim, eu vi cinco coisas boas no filme:

1- Jennifer Connelly interpretando a Inteligência Artificial do uniforme do Homem Aranha.
Como vimos em Guerra Civil, Peter tem um uniforme horroroso. Tony cria um uniforme melhor para o Homem Aranha. O Uniforme está em "modo bicicleta com rodinha" e Peter hackeia o uniforme para liberar todas as suas funcionalidades. E uma delas é a Inteligencia Artificial interpretada por Jennifer Connelly. Os melhores pontos de comédia do filme estão entre o gordeenho Ned e a IA Karen.

2- Tia May.
De início eu achei complicado. Muito nova.
Mas então eu lembrei da tia May da primeira fase do Homem Aranha, lá na década de 60. E, sim, a tia May era uma senhora jovial. O corpo era castigado pela idade, mas os pensamentos eram jovens. A tia May daquela época jamais entendeu porque Peter se afastou dos amigos depois que o tio Ben morreu. Ela incentivava o Peter a sair com os amigos, fazia questão de fazer festinhas de aniversário para o Peter... inclusive foi a tia May e a tia Watson que por anos tentaram aproximar Peter e Mary Jane.
E é essa tia May que a Marisa Tomei interpretou na telona.
Sim, é estranho ver uma tia May tão nova e atraente. Mas o personagem está muito bom.

3- Interligação com o MCU
Sim, sacanagem dar um filme de passagem para primeiro filme solo do Homem Aranha.
Mas a MARVEL soube criar esse filme de passagem primorosamente. A interligação com o MCU é perfeita.
Apesar de não contarem a origem do Homem Aranha no MCU, as poucas cenas que tocam no assunto dão a entender que ocorreu o mesmo de sempre: Peter sendo picado por uma aranha radioativa, tio Ben morre, senso de responsabilidade, etc...
Mas a origem do Abutre ficou muito boa. Mostrar Adrian Toomes como alguém que está se aproveitando dos restos alienígenas de batalha para desenvolver tecnologias é interessante. Não foge muito da origem real do personagem - que só não envolve alienígenas no processo.

4- Michael Keaton.
Keaton tem uma presença de cena fantástica. Definitivamente é um dos melhores atores da sua geração. Se faltou algo nesse filme, foi o Homem de Ferro enfrentando o Abutre. Seria épico ver Robert Downey Jr e Michael Keaton em cena, juntos.

5- A SEGUNDA cena pós-créditos.
Sim. São duas cenas pós-créditos. Uma antes de rolar o nome da geral em fundo preto, outra DEPOIS.
E essa segunda cena é fantástica. 
Nem Deadpool, nem Guardiões da Galáxia me fizeram rir tanto. 
Fique no cinema até acabar a projeção. Não se arrependerá.


No geral, Homem Aranha: Homecoming não é um filme engraçado, não é um filme dramático e tem problemas sérios de adaptação de personagens. Para fãs de carteirinha, isso é o suficiente para não perder tempo assistindo esse filme em casa.

Mas o filme tem uma sequência muito boa (são quase duas horas e meia de duração e você não sente a hora passar), integração muito boa com o Universo Marvel e um elenco de peso que sustenta as deficiências da adaptação.

Em comparação com os cinco filmes feitos apenas pela Sony, Homem Aranha: Homecoming é disparado o melhor de todos os filmes do aracnídeo.

Entretanto, mesmo vendo apenas os pontos positivos do filme, Homem Aranha: Homecoming está muito atrás de Mulher Maravilha, Guardiões da Galáxia e Logan. Falta apenas assistir Thor e Liga da Justiça para confirmar o temor que eu tinha do Homem Aranha ser o pior filme de heróis do ano. (E esses dois precisam errar MUITO para serem ultrapassados pelo Homem Aranha.)


A partir daqui eu vou contar a história.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Nossos tempos

Sempre que falo sobre depressão eu inicio com esses lembretes IMPORTANTES:

1- Depressão possui muitas causas. O que eu estou falando não é verdade absoluta, é só uma tentativa de explanar uma das facetas.
2- Esse texto não é "receita de bolo". Se você se identificou com alguma coisa, não acredite cegamente no que eu estou falando. Procure ajuda especializada de qualidade.

"Beleza, Arthur. Então, se esse teu texto não fala tudo e, mesmo se acertar no caso, não deve ser usado ao pé da letra, porque tu estás escrevendo sobre depressão?"
Porque é algo que as pessoas precisam falar. Precisam ler. Nesse momento tem alguém deprimido que precisa de um "empurrão" para sair da depressão. Se eu acertar com uma única pessoa esse "empurrão" terá valido a pena todo o trabalho do texto.
E porque eu quero escrever.
Não quer ler, vá pra outro site.
Deixe de ser cuzão.
Obrigado.

É horrível não ter acesso ao que se precisa.
Talvez seja a pior coisa do mundo necessitar de algo para que sua vida seja possível e não existir a menor possibilidade de conseguir essa coisa.

Mas é igualmente perigoso ter acesso garantido e fácil a tudo que se precisa.
É talvez seja mais perigoso ainda ter qualquer coisa que se queira trazido até sua mão no momento que você quer, em bandeja de ouro.
São dois extremos que se unem em um único problema: a total falta de perspectiva.

O extremo de privação possui problemas óbvios e exaustivamente discutidos. Problemas, estes, que muitas pessoas se empenham dia após dia para sanar.

Mas o outro extremo - que é igualmente problemático - não é sequer citado rotineiramente.

"Arthur! Que pecado! Você está igualando o problema de alguém que não tem comida para se manter vivo com o de uma filha de magnata entediada???"
Acertei seu pensamento.
Vai.
Confesse.
(Acertar os números da Mega - que é bom - eu não acerto, né?)

Não, amigo. Pensando assim você jogou o problema da "acessibilidade ao que se quer" apenas ao aspecto econômico.
Não que o dinheiro não influencie, mas ele não é o principal e tão pouco o único nessa causa de depressão que eu estou tentando mostrar.
Sem falar que pensar assim eleva a barra do "problema do entediamento" apenas aos milionários. 

Nós, humanos, nunca tivemos tanto de tudo na história.
Pela primeira vez na história registrada temos menos de 20% das pessoas abaixo da linha da pobreza.
Isso significa que mais de 80% das pessoas têm acesso pelo menos ao básico para viverem.
Acesso a comida, água, agasalhos, abrigo, sexo, saúde, segurança, transporte, participação na sociedade, opções de lazer, etc...
Pessoas consideradas "pobres", hoje, têm mais acesso a conforto do que reis de alguns séculos atrás.
Através do nosso sistema de trocas - capitalismo - as pessoas são encorajadas a resolverem problemas das outras pessoas.
E isso cria um círculo de oferta de ajudas jamais visto antes.
As pessoas se especializam em um ofício e, assim, conseguem ajudar mais pessoas em menos tempo.

TEMPO.

Até o início do século 20 mulheres passavam a maior parte do seu dia empenhadas nas tarefas do lar.
E uma das tarefas que mais consumia tempo das mulheres era lavar a roupa.
Eram horas buscando água, ensaboando, esfregando, batendo, enxaguando, torcendo, pendurando e recolhendo roupas para famílias de 6, 8, 10 pessoas.
Com o advento de máquinas de lavar, o trabalho de horas diárias se transforma em alguns minutos alimentando a máquina, a máquina faz todo o trabalho pesado, mais alguns minutos para estender a roupa e, depois de secas, mais alguns minutos para recolher. (É algo tão fácil, mas tão fácil, que até homens - como este que vos escreve - operam todo o processo sozinhos. Muitos - como este que vos escreve - até dispensam auxílio de mulheres para o processo.)

E falar da máquina de lavar é só um exemplo.
Parvo.
Simplório.

Pense em quanto TEMPO a internet te poupa, todos os dias.

Lembre do tempo que não tínhamos todas as informações do mundo na palma da nossa mão, há uma googlada de distância.
Todos os dias temos acesso a tantas maravilhas que facilitam o nosso trabalho e, assim, nos poupam TEMPO precioso.
Nunca antes na história desse mundo as pessoas tiveram tanto TEMPO livre.
A escassez de tempo era, definitivamente, uma praga.
Não ter acesso a tempo era uma coisa desastrosa.
Imagine, por um segundo, quantas mentes brilhantes perdemos porque a pessoa estava empenhada em cortar lenha para aquecer a casa no inverno ou colhendo trigo, moendo, usando a farinha para fazer pão, etc... Mas, hoje, o excesso de tempo também se mostra algo prejudicial.

Desde sempre o ser humano anseia por OBJETIVO.
As principais questões filosóficas persistem por milênios:
"O que somos nós?"
"Qual é o nosso propósito?"
"Fazemos parte de um plano maior?"
"Qual o nosso papel no Universo?"

Milhares, milhões, bilhões, cada um dos seres humanos que já pisaram nesse mundo tentaram responder essas perguntas.
Mas muitos não tiveram TEMPO de se importar com elas.
A fome era grande e a necessidade de cuidar da plantação era maior.
A necessidade de não dormir na chuva e no frio eram maiores do que responder as dúvidas primordiais.
Hoje, com acesso a todas essas facilitações, muitos seres humanos têm TEMPO em suas mãos.
Tempo que, se não for devidamente direcionado para algo útil, se torna uma maldição. (Pense que há tanto tempo disponível que as pessoas estão inventando absurdos como "a Terra é plana", "vacinas causam autismo", etc...)

E em um mundo que entrega as soluções para as nossas necessidades muito rápido, o tempo que cada um possui parece eterno.
O homem médio quer tudo na mão.
Quer tudo já.
Quer exatamente aquilo que sonhou.
Quer mais perfeito do que jamais imaginou. 
Comida. Roupas. Carro. Casa. Reconhecimento. Sexo.

Um pequeno capítulo sobre "sexo" nesse contexto: Hoje é EXTREMAMENTE FÁCIL obter sexo.

E quem está falando isso é um homem, chato, baixinho, nerd, acima do peso, cheio de manias chatas, fora dos padrões de retardados medianos.
Agora você imagine o quão fácil é obter sexo para o homem "mauricinho-bombadão-frequentador-de-balada-sem-nada-na-cabeça".
Agora você imagine o quão simples é ter sexo para uma mulher.
Agora você imagine o quão simples é conseguir sexo para uma "mulher-capa-de-playboy".
Agora imagine essa mesma princesa malhada sendo lésbica e indo à uma festa...

Relacionamentos sempre foram uma causa de tristeza e depressão por histórias de amor que não conseguiram se concretizar.
Hoje, imagine você ser um pobre diabo apaixonado...

Estamos na era dos "contatinhos": cada pessoa mantem dúzias de pretendentes no seu telefone.
São conversas e mais conversas no whatsapp.
É um verdadeiro "menu" de sexo.
Algumas pessoas têm tantos "contatinhos" que passam os ANOS sem nenhum compromisso firmado.

A falta de foco afasta a pessoa do trabalho do dia a dia, necessário para alcançar seus objetivos.
Conheço pessoas com 35 anos, ainda solteiras, cujo sonho de adolescente era casar e ter filhos. Simplesmente porque não conseguem escolher um parceiro para trabalharem o sonho que tinham. Querem um "parceiro pronto". Que seja um "príncipe encantado" ou "princesa de fábula" "de fábrica". Não cogitam passar pelos percalços do dia a dia. Não suportam o primeiro sinal de discordância.

E muitas dessas pessoas sequer conseguem manter a tal fidelidade: começam o projeto com um contatinho, mas os demais continhos estão lá no celular, chamando a todo minuto.

A facilidade em obter o que se deseja tira o aspecto do trabalho árduo para obter o sucesso.
E, sem o trabalho árduo, a conquista se torna banal.

Não vale a pena consertar a relação com o "príncipe encantado"; é mais fácil terminar tudo e chamar o próximo da lista para sair.
A cerveja no final do dia já não tem mais o sabor de vitória. Ela é barata e abundante. A cerveja precisa ser especial. Puro malte. Artesanal. Suada. Sangrada.
O churrasco do final de semana não é mais aquela conquista de uma semana exaustiva. É direito adquirido. Estranho é o dia que não tem churrasco. Porque não tem churrasco hoje? Que fim do mundo!!!

Uma sequência de conquistas banais cria uma vida banal.
E como essas facilidades estão espalhadas pela sociedade, a banalidade se repete ao infinito.
Não há sequer como reclamar da falta de desafio da própria vida, pois as demais pessoas possuem o mesmo vazio.
E aí você imagina o efeito manada agindo e algumas pessoas lutando até mesmo para conseguir obter a mesma vida vazia que os amigos possuem, achando que isso é "sucesso".

Eu não sei quanto a vocês, mas esse vazio crônico cria vidas ocupadas e sem objetivos.
As pessoas, tais quais zumbis, levantam, trabalham, estudam, comem, namoram, bebem, viajam, etc... de modo automático.
Parece que a vida passa por essas pessoas, não que essas pessoas passam pela vida.

Milhões de fotos lindas para apresentar em redes sociais e o vazio da espera paciente por likes, olhando para a tela do celular no escuro da noite.

E quando a pessoa se vira para contemplar o império que construiu... Pra quê? Por quê?

A vida SEM ACESSO é dura, mas traz consigo PERSPECTIVA. A pessoa precisa correr atrás do que necessita.
A vida COM MUITO ACESSO, quando mal orientada, remove a PERSPECTIVA da pessoa.

E eu não sei quanto a vocês.
Mas, pra mim, esse vazio de "não saber o que fazer amanhã" é pior até do que a certeza da forca ao amanhecer.
Suga a alma não ter a mente ocupada com um problema para resolver.
Corrói o espírito não ter utilidade.
Cada hora desperdiçada se torna uma prisão, aonde as barras se arrastam fazendo "tic-tac".
Ver alguns desejos sendo atendidos tão rapidamente quanto o tempo de espera para entregar a pizza e outros tão distantes quanto o sonho de ser um roqueiro famoso alimentam a ansiedade.
A ansiedade força os planos perfeitos por horas das horas vagas acumuladas.
E todo esse pensamento impede que o primeiro passo seja dado.
E por não dar o primeiro passo, os planos lá do futuro não mostram o menor sinal de estarem se aproximando.
Então põe-se os planos em dúvida.
E não sabemos o que fazer amanhã.
E aí você lê novamente esse grupo de frases.
E de novo.
E mais uma vez.

Aí, quando você chega na beira do precipício da loucura, você olha lá pra baixo.
Opa, é só a luz do celular.
O whatsapp tá aberto.
Você tá falando com 8 contatinhos ao mesmo tempo.
"Ok, vem aqui em casa, hoje. Traz pizza. Meia coração, meia o que você quiser."
"Tá, amanhã a gente se vê."
"Tá, sábado no sushi"
"Pô, parabéns pelo namoro."
"Cê tá ficando? Poxa, vamos nos ver mesmo assim!"
"Pode ser um café, sim! Bom falar contigo!"
"Oi sumida! Sonhei contigo ontem..."
"Só semana que vem. Vamos falando!"

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Mulher Maravilha

Pouco mais de um ano atrás Batman Vs Superman estreava. O filme tentou dar prosseguimento na história de Superman, mas mostrou um roteiro confuso e com algumas forçadas de barra difíceis de engolir. Mas daquele filme surgiu um raio de esperança: a Mulher Maravilha.

Absolutamente todas as pessoas com quem conversei após Batman Vs Superman se disseram ansiosos pelo filme solo de Diana. Eu próprio ignorei o Batman de Frank Miller e o arco da Morte do Superman nas telonas. Tudo o que me restou de Batman Vs Superman foi a vontade de ver mais tempo de Mulher Maravilha na telona.

E a espera de 15 meses foi cruel. Cheia de dúvidas e incertezas. “Será que o roteiro será bom?” “Será que a DC fará mais um filme sem cor?” “Será que mexerão muito nos personagens?”
E as notícias e especulações não ajudaram em nada nesse tempo todo. Tudo que rodeava o filme era questionado e visto como um possível desastre.

“Primeira protagonista mulher em filmes de heróis? Tudo pra dar errado.”
“Primeira diretora de filme de heróis? Desastre certo.”
“Zack Snyder se envolveu no filme? Tá uma porcaria e estão tentando consertar.”
Bobagens, bobagens, bobagens...

Falar mal dá clique. Gera visita. Armadilha para fãs incautos passarem dias defendendo seus heróis de veículos de mídia que só querem gerar comentários, likes e compartilhamentos.

Acontece que eu saí agora mesmo da primeira sessão de Mulher Maravilha.

Acontece que Mulher Maravilha é um dos filmes de super heróis mais bonitos que eu já assisti.

Acontece que Gal Gadot encarnou Diana de Temiscira irretocavelmente. Assim como Hipólita moldou sua filha do barro e Zeus soprou-lhe a vida, Gal Gadot É a Mulher Maravilha sem a menor sombra de dúvidas.

Robin Wright transformou Antíope – tia da Mulher Maravilha – de uma personagem secundária dos gibis em um verdadeiro ícone para Diana e para todos nós, fãs da Mulher Maravilha e da DC. E amigos... que presença de tela tem Robin.


Mulher Maravilha repete a receita que deu certo em Deadpool: a história é adaptada respeitando a personagem. Todos nós estamos vendo a Mulher Maravilha dos gibis materializada na telona. Diana é uma guerreira amazona. Diana mata se necessário. Mas ao mesmo tempo Diana busca sempre a verdade e a justiça.

E uma das coisas mais fantásticas do filme: não dá para saber ainda se a Mulher Maravilha voa ou só dá pulos realmente muito altos. Em nenhum momento isso fica claro.
Evidente que o roteiro tem seus clichês, vícios e adaptações. Mas todos os principais elementos da história da Princesa Amazona estão lá. Ela nasce, cresce e treina em Temiscira, Steve Trevor continua caindo de avião na ilha, ele é curado pelas “águas brilhantes”, Diana fica sabendo da primeira guerra mundial e foge com Trevor para “enfrentar Ares”.

O interessante do roteiro é que a história da origem de Diana não é o foco principal. Muito mais do que isso, vemos a evolução da personalidade de Diana desde sua infância (a linda Lilly Aspell rouba as cenas em que participa!!!), passando pela sua juventude (eu queria ter visto a Emily Carey mais tempo na tela!), o momento que decide ir para o “mundo dos homens”, a fase de adaptação, quando ela conhece a guerra e as nuances dos relacionamentos longe da Ilha do Paraíso.
É, sobretudo, uma jornada sobre a perda da inocência através da descoberta de tudo que há de ruim e, principalmente, de bom na humanidade.

É, sim, um filme sobre amor.

Patty Jenkins soube dar ao filme um ritmo delicado e sutil. Outro diretor talvez focasse a história nos poderes da Mulher Maravilha, nos horrores da guerra ou até mesmo na construção de vilões ameaçadores. Mas Jenkins conseguiu desenvolver toda a história focando a evolução da Mulher Maravilha de um modo primoroso.

A trilha sonora não surpreende, mas também não é ruim.

A fotografia alterna paisagens lindas da Ilha do Paraíso, com uma Londres cinza, com as trincheiras de batalha escuras e a luta final durante a noite. Tenho certeza que muitos reclamarão da tendência da DC em manter a escuridão predominante nos seus filmes. Mas o fato é que não havia como enfrentar alemães em trincheiras na primeira guerra mundial esperando um cenário de teletubbies. Os cenários ficaram bem fiéis ao que se espera do ambiente. E no final temos um belo nascer do sol para coroar o filme!

Mulher Maravilha é uma bela obra de arte.

O filme não possui cena pós-créditos. Terminou o filme, subiu o letreiro, pode ir embora.
Não sei vocês, mas o filme terminou e eu quero ver mais Gal Gadot distribuindo JUSTIÇA™ e VERDADE™ nas telonas. Mal posso esperar para assistir a estréia de Liga da Justiça.


A partir de agora eu vou comentar o filme.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Núcleos dos Planetas por Vadim Sadovski

O artista Vadim Sadovski criou essas lindas imagens das camadas dos planetas do sistema solar a partir dos últimos estudos da astronomia!








quinta-feira, 27 de abril de 2017

Guardiões da Galáxia vol.2

Então eu acabei de sair do cinema pela segunda vez.
E pela segunda vez eu estou escrevendo uma resenha para esse magnífico filme.

Pronto. Entreguei. É magnífico, sim.


Ninguém dava nada pelo primeiro Guardiões da Galáxia. 
Ninguém conhecia os personagens, o grupo.
Com o sucesso estrondoso de Guardiões da Galáxia, todo mundo estava receoso com a continuação.
"James Gunn não conseguirá se reinventar para superar sua obra-prima, eles disseram!"

Eis que então James Gunn olhou para todos e falou: SEGUREM A MINHA CERVEJA!
Foi lá e mostrou como é que se faz uma continuação tão boa (ou melhor!!!) que o filme original!


Guardiões da Galáxia vol.2 tem duas horas e dezesseis minutos de comédia, drama, ação e toneladas de efeitos especiais meticulosamente arquitetados para te entregar um dos melhores filmes que a Marvel e a Disney já fizeram.

Sério, no meu top-3 particular, Guardiões da Galáxia vol.2 só perde para Guardiões da Galáxia e para Deadpool.

Não vá ao cinema esperando apenas um roteiro raso e uma sequência arrasadora de piadas ininterruptas. Não. O filme é muito mais do que isso.
Guardiões da Galáxia apresentou apenas superficialmente os personagens. Mesmo dando prioridade para o Star Lord, o primeiro filme não nos explica muito da sua origem, dos seus poderes, etc... Também pudera: são pelo menos 10 personagens E o grupo dos Guardiões da Galáxia que precisaram ser apresentados no primeiro filme.
Guardiões da Galáxia vol.2 aprofunda os personagens, suas histórias e as relações entre os personagens. O filme te explica motivações, mostra os dramas que cada personagem vive, mostra a redenção que os personagens encontram entre si e cria ganchos fantásticos para os próximos filmes.

Guardiões da Galáxia vol.2 é como uma montanha russa emocional: em um momento você está rindo de uma piada de peidos, daqui dois minutos você está emocionado ao descobrir o detalhe do relacionamento entre dois personagens.

E tem o Baby Groot.
Nossa, como tem o Baby Groot.
Tem Baby Groot pra caramba.
E eu queria mais Baby Groot!

"Ain Arthur, mas só fizeram o Baby Groot para vender bonecos!"


QUE BOM! EU QUERO TODOS OS BONECOS DO BABY GROOT!
Cada um deles.
Se você não quer, dá o seu boneco do Baby Groot pra mim!

Eu não preciso falar da trilha sonora, né? É marca registrada do James Gunn mesclar a trilha sonora com o roteiro do filme. Em Guardiões da Galáxia ele já havia feito isso primorosamente. E em Guardiões da Galáxia vol.2 ele não só se repetiu, como se superou mais uma vez. Dessa vez as músicas não tiveram apenas o apelo cômico, como no primeiro filme. As cenas mais emotivas foram embaladas por músicas selecionadas a dedo.

Ouso dizer que a mãe do Peter Quill é a melhor DJ da Galáxia!

A fotografia do filme seguiu a linha psicodélica que a Marvel parece estar querendo seguir. Começou com as viagens dimensionais de Thor: Mundo Sombrio. Evoluiu no mundo quântico em Homem Formiga. Em Doutor Estranho a psicodelia ditou o ritmo de mais da metade do filme. E em Guardiões da Galáxia vol.2 todas as cenas explodem a sua cabeça com cores e formatos únicos. (Tá, talvez as cenas nas naves espaciais não sejam tão psicodélicas, mas estão longe de ser a maioria no filme.)

Os efeitos especiais são surpreendentes. Aliás: usem mais CGI que tá pouco. Essa maravilhosa tecnologia nos ajuda a colocar todos os elementos necessários para contarmos histórias do melhor modo possível dentro da telona. Novamente usaram a técnica de rejuvenescer digitalmente atores. E a técnica está tão refinada e maravilhosa, que eu não vou me surpreender se daqui uns anos a utilizarem em um filme inteiro, não só em algumas poucas cenas.

Assista em 3D. 
(Eu nem sei se haverão sessões 2D. O filme todo é voltado para cenas 3D e ficou MARAVILHOSO. Mas de qualquer forma fica a dica: assista em 3D.)

E por fim, a história. O roteiro ficou ótimo. Leve, fácil de seguir. Se você parar para dissecar o roteiro, ele é até meio bobo. Mas a edição e a condução do filme é tão suave que as cenas se sucedem sem que você note. É entretenimento puro da mais alta qualidade.

Sim, são 5 cenas pós-créditos. Fique até o último segundo. Não perca nada, por favor. São 3 ganchos para próximas histórias, 1 gancho para desenvolvimento do relacionamento entre os personagens... e 1 piada excelente com o Stan Lee.

E ainda sobre os créditos, a Marvel inovou mais uma vez. Quando as letrinhas estão subindo, muitos nomes das pessoas aparecem substituídos por piadinhas do filme, como "I am Groot". Então, o nome "pisca" e aparece o nome e a função da pessoa real. Isso acontece várias vezes durante os créditos. E como as piadas são sensacionais, pela primeira vez na vida eu me peguei lendo vorazmente os créditos para encontrar essas piadas assim que elas aparecem.

Guardiões da Galáxia vol.2 é excelente. Vá assistir agora.



Bem. Como vocês já sabem, agora chegou a parte do texto que eu conto a história.


domingo, 16 de abril de 2017

Pokemon: Elos perdidos!

Eu não achei o nome do artista... mas nesse tumbl -> http://inprogresspokemon.tumblr.com/ o autor cria os "elos perdidos" entre as evoluções dos pokemons!
É divertido porque em muitos casos a diferença entre as duas evoluções é realmente berrante!





segunda-feira, 13 de março de 2017

Ginastas Treinando

O último sempre ferra com o treino, né?


Poliamor: um passeio no conto de fadas do ideal

Latuff é um artista brasileiro. Desse tipo chato de artista que busca tanto sentido na realidade que acaba se desconectando dela. Sabe quando você vê um fato, procura a causa dele só na sua cabeça, aí procura a causa da causa, a causa da causa da causa, o porquê da causa da causa da causa, a consequência que teria tido se o porquê da causa da causa da causa fosse outro e até que... do que a gente estava falando mesmo?

Esse tipo de gente costuma filosofar demais. Demais mesmo. Nocivamente demais. Até se perder completamente.

Essa aqui é a tirinha do Latuff que me fez escrever esse texto:


A intenção do artista foi falar de "poliamor". "Relações abertas". "Empoderar a mulher" tentando divulgar a ideia que ela pode ter quantos parceiros quiser e que isso é normal.

Ok, lá vai o aviso necessário: Eu, Arthur, sou um LIBERAL. Enquanto o exercício das SUAS liberdades não interferir nas MINHAS liberdades, você que se foda. Sério. Tô pouco me lixando. Quer combinar uma relação de "amor livre" com o seu parceiro? FODAM-SE UNS AOS OUTROS E SEJAM FELIZES.
Sério. São meus votos. O que quer que funcione para que vocês sejam felizes, que dê certo.

O meu problema com essa tirinha não é com a mensagem em si. Tem quem viva desse jeito e esteja super bem resolvido, mesmo. Tudo de bom pra vocês.

O meu problema é com o conceito errado e a com a divulgação desse conceito errado.


1 - Porque eu não concordo com o conceito de "poliamor"?

Simples: porque ele é um investimento de curto prazo, com retorno baixo.

Quem curte essa de "poliamor" não está pensando lá na frente. Não está pensando em construir uma vida com outra pessoa. Não está pensando formar um lar estável para trazer crianças a este mundo de modo adequado. Não pensam nem no ano que vem, quiçá em se preparar para eventuais crises, em se preparar emocionalmente para as fases da vida, em se preparar economicamente para as necessidades que certamente acontecerão conforme a vida passar, etc...

Quem curte essa de "poliamor" pensa apenas com o sexo. A vagina e o pênis gritam mais alto. Bata o pau ficar duro ou a vagina ficar molhada para os dois seres humanos involuírem para dois mamíferos trepando. De qualquer forma, em qualquer lugar. O que importa é o pau estar dentro da boceta. O resto do mundo é problema de amanhã, "vamos viver o hoje", YOLO e todas essas merdas de filosofia que só piá de 14 anos acha profunda.

Sem estrutura alguma - desde a financeira até a emocional - esses animais empilham abortos por aí. Ou pior: filhos. Crianças que vêm ao mundo sem que os pais estejam preparados para enfrentar a barra que é educar um ser humano para o convívio social.

Eu sei, eu sei, a base biológica fala que os relacionamentos humanos duram até a criança conseguir alguma independência. Talvez a pior crise para todo casal seja a dos sete anos justamente por isso. É quando o piá começa a interagir de modo mais aceitável e até consegue comida em um ambiente selvagem. Daí em diante as crianças precisam mais de um tutor do que de pai e mãe. Deixando os pais livres para novos parceiros e outros filhos.

Mas o ponto, aqui, é que a vida é dura. É um projeto de LONGO PRAZO.
Nós não estamos mais na savana, a medicina dobrou nossa expectativa de vida, o capitalismo revolucionou os trabalhos, a população nos centros urbanos explodiu e a vida virou um grande jogo.

Dá pra vencer o jogo da vida sozinho? Claro que dá! Mas eu tô seguindo essa estratégia e, olha amigo, é difícil pra caramba. Sempre falta alguma coisa. Alguém pra cobrir aquele momento que tu não consegue segurar a barra sozinho, aquela pessoa que te dá apoio emocional depois de um dia difícil... que seja uma companhia para ir celebrar uma vitória ou alguém que tu cuide, mesmo.

A vida sendo um projeto de LONGO PRAZO, exige que nós escolhamos nossos aliados com sabedoria. É bom ter aliados com recursos, com inteligência, conhecimento, etc... Mas é muito mais importante termos aliados FIÉIS à causa. Amigos do peito, aqueles que não nos abandonam por qualquer motivo tolo. Que estarão do nosso lado até mesmo no pior momento, aqueles que a gente mais precisa, sabe?

Essa FIDELIDADE é a chave para que as pessoas envolvidas consigam ter CONFIANÇA umas nas outras para TRAÇAREM PLANOS A LONGO PRAZO.
Porque, me diz COMO CARALHOS tu vais conseguir fazer um plano para daqui 10 anos com alguém que hoje tá fazendo juras de amor pra ti, gastando o tempo dele contigo, partilhando a cama e, principalmente, o FOCO DE VIDA DELE... mas AMANHÃ MESMO já tá com a cabeça longe do que vocês combinaram, gastando tempo, dedicação, dinheiro, etc... com outra pessoa!!!

Vocês entendem que NÃO TEM COMO planejar a longo prazo com alguém que não te dá confiança para planejar algo para o mês que vem?

Um filho é um plano para uma vida.
Uma casa, um carro, viagens, ter um negócio de sucesso, carreira, etc... são planos para pelo menos 10 anos de vida.

Esse pessoal do "poliamor" vive relacionamentos artificiais. Eles precisam manter um certo distanciamento afetivo para conseguir se envolver com tantos ao mesmo tempo. E eu nem julgo tanto. Porque é difícil baixar a guarda e deixar outra pessoa acessar o teu emocional, mesmo. Em um mundo com tantas pessoas mimadas, recebendo tudo de graça o tempo inteiro, a menor ideia de precisar SE ESFORÇAR para fazer um relacionamento estável dar certo é... ultrajante e naturalmente egoísta. E por esse medo egoísta de se abrir e se COMPROMETER com outra pessoa, essas pessoas do "poliamor" inventam suas próprias formas de se relacionar para se manterem confortáveis.

E quanto mais OFERTA de sexo fácil existe, mais fácil para a pessoa se manter longe de um projeto a longo prazo e mais próxima de um relacionamento aberto.

Porque, convenhamos, nada melhor que a conquista.
O frio na barriga que dá cada conversa com aquela pessoa nova e maravilhosa.
Quando os dois lados estão tentando desesperadamente levar o outro pra cama sem que nenhum dos dois dê o braço a torcer que está morrendo de vontade de foder. 
Quando tudo o que acontece no relacionamento é ir a jantares legais, cinemas legais, parques legais, festas legais, conversas legais, tudo no conto de fadas do ideal.
Mesmo porque, nos primeiros meses todas as pessoas mentem para seus parceiros. Não por maldade, mas porque a maioria de nós tem uma auto-imagem que não bate com a realidade. Então nos esforçamos ao máximo para vivermos o que dizemos que somos. E sempre somos tudo de bom: educados, honestos, bem humorados, bem sucedidos, cheios de amigos, habilidosos, etc, etc, etc...

Aí os dias passam e a convivência faz o novo parceiro conhecer um pouquinho mais de nós. A verdade não bate com o discurso. E nesse momento começa o trabalho árduo e infinito das duas partes para fazer o relacionamento funcionar.

Acontece que, aqui, no mundo real, o Whatsapp tá cheio de outros "contatinhos".

Olhar pro lado e ver uma situação com uma pessoa que tu precisas se esforçar para fazer funcionar... ou aceitar um dos milhares de convites que estão nas redes sociais?
Todos esses convites de pessoas que só mostram o que têm de melhor em si, de acordo com a sua própria auto-imagem desconectada da realidade. Príncipes e Princesas encantados. Perfeitos. Todos tentando desesperadamente te levar para a cama sem dar o braço a torcer que estão morrendo de vontade de foder contigo. Infindáveis convites para jantares perfeitos, cinemas perfeitos, parques perfeitos, festas perfeitas, conversas perfeitas...

Todos te convidando para mais um passeio no conto de fadas do ideal.

A diferença entre o "poliamor" e a "vida real" está exatamente aí:
Quem opta pela "vida real" sabe que vai precisar do companheiro daqui 2, 5, 10, 20, 30, 40, 50 anos... e foca em trabalhar para o relacionamento funcionar pelo tempo necessário para o projeto de vida ser realizado.
Quem opta pelo "poliamor" está "pulando de galho em galho" até encontrar um parceiro cujo primeiro mês de relacionamento se estenda até o final da vida. Um relacionamento "fácil", aonde não seja preciso se esforçar para que as coisas aconteçam. De preferência alguém que "já venha pronto", "do jeito que você sempre sonhou" e não traga "problemas para você resolver".

E aí chegamos no segundo ponto desse texto:


2 - Porque divulgar o poliamor é nocivo?

Simples: porque "poliamor" é uma utopia que não vai ajudar ninguém a conquistar nada!

Deixa eu adivinhar: você que curte o tal "poliamor" e fica "pulando de relacionamento em relacionamento" se queixa direto que "nada dá certo pra ti!". Estou errado?

Você está vendo seus amigos se casando, comprando casas, carros, tendo filhos, se formando, sendo promovidos, viajando... Enquanto vocês continuam com os mesmos sonhos de dez anos atrás, cumprindo pouquíssimos ou nenhum deles. Tá. Vocês conseguiram conquistar aquela meia dúzia de sonhos que só dependiam de vocês e mais ninguém. Entendo.

Hoje eu estou com 34 anos. Solteiro à quase 4 anos. Conheci muitas meninas solteiras da minha faixa etária nesses quase 4 anos.
Sabe o que eu vi de igual em todas elas?
Sempre a mesma coisa: todas querem se casar, querem ter filhos, querem "uma casa com cerquinha branca"... Mas não conseguem passar seis meses com um mesmo homem.
Tudo é um dilema. Qualquer frase dita já é uma ofensa. Todas as escolhas são difíceis. Não decidem o que querem fazer. Quando as questões apertam, correm para a opção mais fácil. Sair com amigas, abandonar o relacionamento, correr para a casa da mãe, fazer cena em público a troco de nada, etc...
Basta aparecer a primeira dificuldade, qualquer coisa fora do plano ideal delas, e elas pulam fora.

E eu falei das mulheres porque é o que eu vi.
Porque eu sei de muitos amigos homens que estão exatamente nessa mesma vidinha: basta a menina falar de relacionamento sério que o cara DESAPARECE.

E eu vou insistir no que disse no início: é NORMAL que ALGUMAS pessoas sejam assim, vivam essa vida e sejam perfeitamente FELIZES dessa forma. Nada contra. Muito pelo contrário. Eu gosto de dar liberdade para as pessoas fazerem o que querem. Porque gente que faz o que quer é feliz. E gente feliz não torra o meu saco.

MAS... Ao divulgar esse estilo de vida, você está dando uma DESCULPA para pessoas despreparadas FUGIREM do trabalho que elas PRECISAM passar para ATINGIREM AS PRÓPRIAS METAS.

Porque, veja bem, estou falando de pessoas que QUEREM ATINGIR o sucesso de um projeto de longo prazo. Mas que, por vários motivos, preferem se esconder atrás de qualquer desculpa que encontrem para evitar os necessários ANOS de DEDICAÇÃO E COMPROMETIMENTO com os NECESSÁRIOS PARCEIROS para atingir a própria causa.

Pessoas que estão aceitando o conceito de "poliamor", de "relacionamentos abertos" e "você pode conquistar tudo sozinho", mesmo MORRENDO DE VONTADE de ter um relacionamento estável, criar filhos levando a família inteira na igreja no domingo, ter um parceiro para viagens, alguém com quem montar uma empresa e conquistar o mundo, etc, etc, etc..

Pessoas que se tornam infelizes porque os anos estão passando e seus projetos de vida não estão se concretizando. Se tornando amargas, procurando culpados pelo seu insucesso, deformando quem são para aceitar o destino que o próprio comodismo está traçando e, por fim, se frustrando irremediavelmente.


A conclusão desse texto vai parecer piegas e até mesmo meio contraditória com os argumentos que eu expus.

Mas eu aprendi que o caminho é o objetivo.

Sim, precisamos de um objetivo, uma meta de longo prazo. Essa meta dá um norte para as nossas ações. Um sentido para a nossa vida, para nos afastarmos da nulidade total que é nossa existência.
Mas o objetivo é só isso: um norte. Nós vamos atingi-lo uma hora dessas. A casa estará comprada, o carro estará comprado, a faculdade será terminada, a empresa fará mais sucesso a cada dia, os filhos crescerão e sairão de casa, as viagens terão início, ótimas memórias e retornaremos para casa...

Até o mais difícil objetivo será alcançado uma hora. Basta fazer os planos com a cabeça lá nas estrelas e os pés bem plantados no chão, que tudo será terminado.

O importante disso tudo é A JORNADA. Como avançamos até o objetivo. As metas que nos propomos e vencemos dia após dia. Cada uma delas representando um pequeno passo até conquistarmos nosso Everest.

É possível alcançar seus objetivos sozinho ou vivendo de "poliamores"? Certamente.
Mas muitos desses objetivos requerem o COMPROMETIMENTO INTEGRAL de um parceiro.

Não dá pra montar uma família sozinho em casa... Ou com uma dúzia de parceiros diferentes por mês. Dando um pouco do seu tempo, recursos e dedicação para cada pessoa diferente que cruza a sua vida.
Não dá pra criar filhos corretamente sem a presença e a dedicação dos dois pais (e nisso eu falo com propriedade, visto que sou filho de pais separados e sofri muito para consertar por mim mesmo os erros que ambos cometeram na minha criação).

Por isso, eu insisto que você saiba bem quais são os seus objetivos de vida. E quando escolher um parceiro para conquistarem juntos esses objetivos, deixe-se comprometer com essa pessoa. Construam os planos juntos e não falte para essa pessoa. Aproveite O CAMINHO que vocês dois traçaram juntos, porque isso é a vida. É a parte que interessa. Estejam juntos nos momentos difíceis para dar força um ao outro. E estejam juntos nos momentos de alegria para comemorarem os sucessos!
Não deixe seu parceiro trabalhando sozinho o sonho de vocês dois. Não dê as costas, não desperdice seu tempo com outras pessoas. O sexo é o de menos. O terrível é você trair o comprometimento com a outra pessoa. Deixar de estar atento ao que você se comprometeu para diluir sua atenção, sua dedicação, seu tempo, seus recursos... seu sentimento com outras pessoas.

Se eu pudesse falar algo para o pessoal do "poliamor", diria para:
1- Evitarem "contagiar" pessoas que não estão orientadas para o seu estilo de vida com suas ideias. Você pode estar matando os sonhos de outra pessoa e nem estar notando...
OU
2- Se você quer MUITO viver o tal "poliamor", adeque os SEUS objetivos de vida ao CAMINHO que você escolheu. E, nesse processo, evite se envolver com pessoas que não praticam o tal "poliamor". Você estará só enganando essas pessoas. Desviando elas dos seus objetivos de vida, fazendo elas perderem tempo, magoando, etc...

E, novamente, whatever, pal. O que quer que te faça feliz. Só não esqueça da partezinha aonde você não ferra com a vida das outras pessoas. Essa é importante, porque respeito mútuo é base da civilidade.

domingo, 5 de março de 2017

Liga da Justiça bonecos de sombra!

Lindo o trabalho do artista Wayang Kulit, recriando os personagens da Liga da Justiça como bonecos de sombra, muito apreciados nas culturas desde a Índia até o Japão.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Hans Rosling

Hoje é um dia triste.
Dia 7 de fevereiro de 2017 faleceu Hans Rosling.

Ele era médico, estatístico, professor e palestrante.

O grande feito da vida deste homem foi criar e consolidar a Fundação Gapminder.

Para quem não sabe, esta fundação se propôs a pegar todos os dados de censos do mundo inteiro.
Sem partidarismos, sem ideologias, sem críticas sobre os números apresentados. Quer seja a nação mais livre com os dados mais precisos, quer seja a nação mais fechada e com os dados mais duvidosos de todos: a Gapminder pega esses dados e se resume a compilá-los e analisar os resultados.

A partir desse trabalho, Rosling criou palestras fantásticas. Palestras aonde trazia detalhes fantásticos do mundo à nossa volta.
Detalhes que nos revelam verdades inacreditáveis!

Máquinas de lavar roupas fizeram mais pelas mulheres do que queimar sutiãs:



A AIDS é uma doença de países pobres?



O mundo não suporta 7 bilhões de pessoas? E se eu disser que o equilíbrio populacional do ambiente artificial que criamos deve estabilizar em 11 bilhões de pessoas?



Todos os problemas do terceiro mundo podem ser resolvidos com dinheiro?



Adivinhe só: o mundo nunca esteve tão saudável, igual e rico quando hoje!



Sério. Assistam essa palestra. Se você aprender inglês para escutar apenas essa palestra, já terá valido totalmente a pena.



Eu descobri o trabalho de Hans Rosling em um momento da minha vida em que eu estava abandonando todos os mitos, todos os achismos, todas as teorias que carecem de evidências e passei a me agarrar em dados palpáveis como base dos meus planos.

Rosling mostrou ao mundo inteiro - e a mim, também - que é possível ter o panorama sem precisar de aproximações, de especulações e de filosofias para preencher as lacunas do conhecimento. Afinal de contas, muita coisa é medida há muito tempo no nosso mundo. Censos não são uma invenção deste século. Tão logo os homens se reuniram em pequenas comunidades os cálculos de produção de comida começaram a ser feitos. A mais antiga placa de argila com escritos cuneiformes já encontrada continha... dados de compra e venda de alimentos.


Como o próprio Rosling disse, mais do que usar o coração ou a carteira, nós, seres humanos, precisamos utilizar nossos cérebros para resolvermos nossos problemas.

Já é chavão a frase de William Edwadrs Deming: "O que não é medido, não é controlado". Nós nos preocupamos em medir demais as coisas, mas nos perdemos na hora de analisar o que é medido para auxiliar a tarefa de controle. Na era da informática, Rosling foi uma pessoa que se propôs a analisar os dados para auxiliar a tomada de decisão.


Mas muito mais do que apenas analisar os dados. Todo esse conhecimento gerado está disponibilizado ao mundo no site da Fundação Gapminder.
Você não precisa supor. Você não precisa estimar. Não há necessidade de chutar números ou de repetir o que todos dizem sobre a situação de determinado lugar. Basta entrar no site e pesquisar.

Rosling deixou uma organização forte e bem aparelhada. Uma equipe bem treinada. Mas a sua inteligência e seu carisma farão muita falta. É muito triste que ele não tenha conseguido entrar no grupo do bloco das pessoas com mais de 90 anos, que alcançariam o final deste século.

Mas seu nome está imortalizado dentre todos nós que valorizamos a verdade dos fatos.

6 verdades chocantes que irão fazer de você uma pessoa melhor

Esse texto não é meu.
O Original desse texto é em inglês (Cracked) e foi traduzido e publicado no Brasil pelo site http://www.libertarianismo.org/. Entretanto o site está fora do ar. Eu só estou publicando aqui para que o texto não se perca.
Este texto é de altíssima importância. Pelo menos para mim. Ler esse texto a cada 3 ou 4 meses me ajuda a manter o foco e continuar no meu caminho que, até agora, pode-se dizer que é de sucesso.
Recomendo fortemente que todos os amigos façam o mesmo.
Bom proveito!
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Fique livre para parar de ler isso se sua carreira está indo muito bem, você está super satisfeito com sua vida e está feliz com seus relacionamentos. Aproveite o resto do seu dia. Esse artigo não é para você. Você está fazendo um ótimo trabalho e todos nós estamos orgulhosos de você. Para você não sentir que desperdiçou um clique, aqui do lado vai uma foto do Lenny Kravitz usando um cachecol gigante.

Para o resto de vocês, eu quero que vocês tentem algo: listem cinco coisas impressionantes sobre vocês mesmos. Escreva-as ou somente as grite para todos. Mas aqui está a pegadinha: não é permitido que você liste qualquer “qualidade” sua (ou seja, eu sou um cara legal, sou honesto), ao invés disso você somente pode listar coisas que você faz (isto é, eu ganhei recentemente um torneio nacional de xadrez, eu faço o melhor chili de Florianópolis). Se você achar isso difícil, bem, este artigo é para você, e você vai odiar ler todas as coisas aqui.
Minha única defesa é que isso é o que eu desejaria que alguém me dissesse quando eu era mais jovem.

#6. O mundo somente se importa com o que pode obter de você

Digamos que a pessoa que você ame acabou de ser baleada. Ele ou ela está agonizando na rua, sangrando e chorando. Um cara aparece do nada e diz, “Afastem-se”. Ele observa o ferimento de bala em sua amada e puxa um canivete: ele vai operá-la ali mesmo na rua.
Ok, quem está ferido aqui?
Você pergunta: “Vocé é médico”?
O cara diz: “Não”.
Você diz: “Mas você sabe o que está fazendo, certo? Você é um médico aposentado, ou…”
Nesta hora o cara parece incomodado. Ele diz a você que é um cara legal, honesto, que nunca se atrasou para nada. Ele diz que é um grande filho e tem uma vida cheia de hobbies saudáveis, e ele se gaba de nunca ter falado palavrão na vida.
Confuso, você diz: “Como diabos qualquer dessas coisas importam quando minha (mulher/esposa/mãe/ melhor amiga) está morrendo aqui, sangrando? Eu preciso de alguém que saiba como operar ferimentos de bala! Você pode fazer isso ou não?!”
Agora o homem fica agitado: por que você está sendo tão superficial e egoísta? Você não se importa com nenhuma das outras qualidades dele! Você não o ouviu dizendo que ele sempre se lembra do aniversário da namorada? Mesmo sabendo de tudo isso sobre ele, realmente a única coisa a qual você se importa é se ele sabe como fazer um cirurgia?
Naquele momento de pânico, você irá sacudi-lo com suas mãos ensanguentadas, berrando: Sim, estou dizendo que nenhuma dessas merdas importam, porque nesta situação específica, eu preciso somente de alguém que possa parar o sangramento, seu maluco desgraçado filho-da-mãe!!!!
“Eu não entendi. Irá ajudar se eu colocar um jaleco? Espere um minuto, deixe eu só pegar um aqui…”
Então aqui está minha terrível verdade sobre o mundo adulto: você está nesta situação singular diariamente. Só que você é o cara confuso com o canivete. A sociedade inteira é a vítima ferida de tiro.
Se você quer saber por que a sociedade parece afastar-se de você, ou por que você não consegue ter o respeito dela, é porque a sociedade está cheia de pessoas que precisam de coisas. Elas precisam que suas casas sejam construídas, de comida para comer, entretenimento, de relações sexuais prazerosas. Você surge nesta cena de emergência, segurando seu canivete, desde o seu nascimento: no momento em que você veio ao mundo, você começou a fazer parte do sistema projetado exclusivamente para atender as necessidades das pessoas.
“Aqui está a porcaria que você pediu. Agora caia fora!”
Ou você irá cumprir a tarefa de encarar essas necessidades aprendendo uma gama única de habilidades, ou o mundo irá rejeitar você, não importa o quanto gentil, generoso ou educado você seja. Você será pobre, sozinho e indesejável.
Isto parece ser mal, grosseiro ou materialista? E o amor e gentileza? Essas coisas não importam? É claro. Desde que elas resultem em você fazendo coisas para as pessoas que elas não consigam em outro lugar. Veja só…

#5. Os hippies estavam errados

Aqui vai uma das maiores cenas da história do cinema (AVISO: LINGUAGEM EXTREMAMENTE DIRETA):
Para aqueles que não conseguem assistir ao vídeo, o vídeo trata-se do famoso discurso que Alec Baldwin dá no clássico do cinema “Sucesso a qualquer preço”. O personagem de Baldwin – que assume-se que seja o vilão – discursa para um sala cheia de caras, de uma maneira bem “filho da mãe”, dizendo-lhes que serão demitidos a não ser que fechem as vendas que lhe foram atribuídas.
“Um cara legal? Estou nem aí. Bom pai? Foda-se! Vá para a casa e brinque com seus filhos. Se você quer trabalhar aqui, venda.
É brutal, rude e beira a sociopatia, mas também é uma manifestação honesta e precisa do que o mundo está esperando de você. A diferença é que, no mundo real, as pessoas consideram errado falar com você dessa forma então elas decidiram que é melhor simplesmente deixar que você continue falhando.
“Calouros, bem-vindos à aula de artes do Sr. Baldwin, todos estão aqui? Bem, vou começar mesmo assim.”
Esta cena mudou minha vida. Eu colocaria esse discurso como meu despertador se eu soubesse como fazer isso. Alec Baldwin foi indicado ao Oscar por esse filme e essa é a única cena em que ele está. Como algumas pessoas inteligentes demonstraram, a capacidade deste discurso é que metade das pessoas que o assistiram acham que o objetivo da cena é “Nossa, como deve ser ter um chefe tão babaca?” e a outra metade diz, “Foda, vamos sair e fazer boas vendas!”.

Ou, como o Blog Last Psychiatrist colocou:

"Se você estivesse naquela sala, muitos de vocês entenderiam aquilo como trabalho, e se alimentariam da energia da mensagem, recebendo a mensagem do treinador "esse cara é fantástico!"; enquanto muitos de vocês levariam para o lado pessoal, achariam esse cara um idiota, achariam que ele não tem direito de falar assim com vocês ou - o padrão do comportamento quando o narcisismo é confrontado com um grande poder - quieto, analisando e fantasiando sobre encontrar algo que mostre o quanto o locutor é um hipócrita. Quanta satisfação!"

"I swear, if he mentions my hair, I'll slap his face so har- Yes, sir, I'm listening. I'm sorry."
Esse trecho é sobre uma crítica sobre "hipsters" e como parece que eles estão encontrando muitos problemas para encontrar trabalho (essa frase não faz justiça ao texto, vá lá e leia ele inteiro), e o ponto entre essas duas atitudes - amargo versus motivado - determina inteiramente se você terá ou não sucesso no mundo. Por exemplo, muitas pessoas respondem esse texto com a citação de Tyler Durden do Clube da Luta: "Você não é o seu trabalho."

Mas, bem, na verdade você é. Seu “emprego” e meio de vida podem não ser a mesma coisa, mas em ambos os casos você não é nada mais que a soma de todas as suas habilidades úteis. Por exemplo, ser uma boa mãe é um trabalho que requer uma habilidade. É algo que uma pessoa pode fazer que é útil para outros membros da sociedade. Não entenda mal. Seu “trabalho” é a coisa útil que você faz para outras pessoas, é tudo que você é.
Há uma razão de porque os cirurgiões ganhem mais respeito que os escritores de comédia. Há uma razão para que mecânicos ganhem mais respeito que hippies desempregados. Há uma razão para que seu emprego tornar-se seu rótulo se sua morte gera a notícia (O dono da Yoki morre em um assassinato/homicídio.). Tyler disse, “Você não é seu emprego”, mas ele também fundou e dirigiu uma companhia de sabão de sucesso e tornou-se o chefe de um movimento social e político internacional. Ele era, completamente, o trabalho dele.

Essa é a ironia do filme que muitas pessoas não perceberam.
Ou pense dessa forma: Relembre quando a empresa Chick-fil-A mostrou-se ser contra o casamento de gays. E como, apesar dos protestos, a companhia continuou a vender milhões de sanduíches todo dia. Não é porque o país concorda com eles; é porque eles fazem seu trabalho de fazer sanduíches deliciosos muito bem. E isso é tudo que importa.
Você não precisa gostar disso. Eu não gosto quando chove no meu aniversário. As nuvens se formam e a precipitação acontece. As pessoas têm necessidades e então dão valor às pessoas que os satisfazem. Este é o simples funcionamento do universo e eles não respondem aos nossos desejos.

“Isto é bobagem. Eu tenho um ficha criminal limpa, e esse é o prêmio que recebo?”
Se você protesta que você não é um capitalista egoísta materialista e que você discorda que o dinheiro é tudo, eu só posso dizer: Quem disse alguma coisa sobre dinheiro? Você não está entendendo o ponto chave.

#4. O que você produz não tem a ver com ganhar dinheiro, mas tem a ver com beneficiar pessoas

Vamos tentar usar um exemplo sem o uso de dinheiro para que você não fique pensando nisso. Este site (do artigo original, Cracked) escreve para, em média, homens de 20 e poucos anos.
Então na nossa caixa de entrada eu leio várias histórias por ano de caras miseráveis e solitários que insistem que aquela mulher não dá mole para eles apesar deles serem os caras mais legais do mundo. Eu posso explicar porque este raciocínio está errado, mas provavelmente é melhor deixar o Alec Baldwin explicar:
Neste caso, Baldwin está interpretando o papel da mulher atraente em sua vida. Elas não vão ser tão claras quanto ele, a sociedade nos treinou para não sermos honestos uns com os outros, mas a verdade é a mesma: “Cara legal”, quem se importa? Se você quer trabalhar aqui, venda!
Então, o que você tem para mostrar? Então, o que você tem para oferecer? Porque a guria que você tem sonhado, aquela da livraria e que parece com a Zooey Deschanel, passa hidratante em seu lindo rosto por uma hora toda noite e se sente culpada quando ela come qualquer coisa que não seja salada no almoço. Ela será uma cirurgiã em 10 anos. E o que você faz? O que você tem para oferecer?
“Então você está me dizendo que eu não consigo pegar garotas como ela a não ser que tenha um bom emprego e muito dinheiro?”
Não. Seu cérebro vai direto para essa conclusão para que você tenha uma desculpa para tudo que lhe rejeita pensando que eles estão sendo somente egoístas e superficiais. Estou perguntando: o que você tem a oferecer? Você é inteligente? Engraçado? Interessante? Talentoso? Ambicioso? Criativo? Ok, agora o que você faz para demonstrar esses atributos para o mundo? Não diga que você é um cara legal. Esse é o mínimo que você tem que ser. Garotas bonitas tem caras sendo legais com elas 36 vezes ao dia. O paciente está sangrando na rua. Você sabe como operá-lo ou não?
Bem, eu não sou sexista ou racista ou ganancioso ou superficial ou mal-educado! Não sou igual aqueles otários!”
Desculpe-me, eu sei que isso é difícil de ouvir, mas se tudo que você pode fazer é listar um monte de defeitos que você não tem, então se afaste do paciente. Há um cara inteligente e bonito com uma carreira promissora pronto para operar.

"Espere, eu disse que não bateria em você!"
Isso quebra o seu coração? Ok, então e agora? Você vai ficar se lamentando sobre isso, ou irá aprender como fazer a cirurgia? É por sua conta, mas não reclame sobre como as garotas se apaixonam por idiotas; elas se apaixonam por aqueles idiotas porque aqueles idiotas tem outras coisas que podem oferecer. “Mas eu sou um bom ouvinte” Você é? Porque você está disposto a ficar quieto em seu canto em troca da chance de estar perto de uma garota linda (e gastar cada segundo imaginando quão macia sua pele deve ser)? Bem, adivinhe só, há outro cara na vida dela que também sabe fazer isso, e ele também sabe tocar guitarra! Dizer que você é um cara legal é como um restaurante em que a única especialidade é que a comida não o deixe doente. Você é como um filme novo que o título é“Esse Filme é legendado”, e o subtítulo é “Os atores estão bem visíveis”.
Eu acho que é por isso que você pode ser um “cara legal” e ainda assim se sentir mal consigo mesmo. Especificamente…

#3. Você se odeia porque você não faz nada

“Então e agora, você está dizendo que eu deveria ler um livro sobre como pegar garotas?”
Somente se o primeiro passo do livro é “Comece a se tornar o tipo de pessoa que as garotas querem estar perto.”

Porque esse é o passo que é pulado - as pessoas pensam "como conseguir um trabalho?" em vez de "como eu posso me tornar uma pessoa que os empregadores precisam?" Ou então "como eu faço para as garotas gostarem de mim?" em vez de "como eu posso me tornar o tipo de pessoa que as garotas bonitas gostam?" Veja bem, essa segunda opção exige que você desista de muitos hobbies seus, exija que você cuide mais da sua aparência e Deus sabe mais o que você tenha que fazer. É possível que você seja obrigado a mudar de personalidade.

"Mas porque eu não posso encontrar alguém que goste de mim como eu sou?" você perguntaria. E a resposta é porque as pessoas tem necessidades. A vítima está sangrando e tudo o que você pode fazer é reclamar que as feridas de bala não se cicatrizam sozinhas?
(Esse vídeo é de doer, mas tem explicação!)
Todo mundo que viu o vídeo instantaneamente se tornou mais feliz, embora nem sempre pelas mesmas razões. Você pode fazer isso para as pessoas? Por que não? O que está impedindo você de balançar, com um notório fio dental e capa, em pleno palco, seu pênis para as pessoas? Aquele cara sabe a arte secreta de vencer na vida: que fazer… o que quer que você chame aquilo… era melhor do que não fazer aquilo.
“Mas eu não sou bom em nada!” Bem, tenho boas notícias: com algumas horas de repetição você pode ficar um pouco bom em qualquer coisa. Eu era o pior escritor do planeta quando era adolescente. Eu só fiquei um pouco melhor com 25 anos. Mas enquanto estava falhando miseravelmente na minha carreira, eu escrevia no meu tempo livre, por oito anos seguidos, um artigo por semana, antes que eu ganhasse dinheiro de verdade com isso. Levou 13 longos anos para eu me tornar bom o suficiente para entrar na lista de best-sellers do New York Times. Precisei de, provavelmente, 20.000 horas de prática para tirar algo que preste.
Não gosta da perspectiva de gastar todo esse tempo em aprender uma habilidade? Bem, eu tenho uma boa e má notícia. A boa notícia é que o simples ato de praticar irá ajudá-lo a sair de sua casca: eu passei por anos de tedioso trabalho de escritório porque eu sabia que estava aprendendo uma habilidade única apesar de tudo. As pessoas desistem porque leva muito tempo para ver os resultados, porque elas não entendem que o processo é o resultado.
A má notícia é que você não tem escolha. Se você quer trabalhar aqui, venda.
Porque, na minha opinião de não-expert, você não se odeia porque você tem baixa auto-estima, ou porque outras pessoas são más com você. Você se odeia porque não faz nada. Nem você mesmo consegue “amar você por você“. Esse é o motivo de você ser infeliz e me mandar mensagens perguntando o que você deve fazer com a sua vida.
Faça as contas: Quanto de seu tempo é gasto em consumir as coisas que outras pessoas fizeram (TV, música, videogames, sites) contra as feitas por você? Somente um desses dois adiciona valor a você como ser humano.
E se você odeia ouvir isso e está respondendo com algo que você ouviu quando criança que se parece com “É o interior que importa!” então eu só posso dizer…

#2. O seu interior só importa por causa do que faz você fazer

Estando no ramo que estou, conheço dúzias de aspirantes a escritores. Eles acham que são escritores, ele se apresentam como escritores nas festas, eles sabem que, no fundo, eles têm o coração de escritor. A única coisa que eles estão esquecendo é daquele pequeno passo final, onde elas realmenteescrevem coisas, caralho.
Mas isso realmente importa? Escrever coisas? É mesmo tão importante quando se decide quem é ou não é realmente um “escritor” ?
Pelo amor de deus, sim.
Eu conheci “escritores” que escreveram menos que uma mulher fazendo a lista do supermercado.
Veja, há uma defesa comum contra tudo que eu disse até agora, e contra qualquer voz crítica em sua vida. É aquilo que seu ego está dizendo a você com o objetivo de evitar que você tenha o trabalho duro de mudar: “Eu sei que sou uma boa pessoa por dentro”. Também pode ser visto como “Eu sei quem eu sou” ou “Eu só tenho que ser eu“.
Não me leve a mal; quem você é por dentro é tudo – o cara que construiu uma casa para sua família do nada fez isso por causa do que ele era por dentro. Toda coisa ruim que você já tenha feito começou com um impulso ruim, algum pensamento ricocheteando dentro de seu crânio até que você teve que agir. E toda coisa boa que você tenha feito passou pelo mesmo processo – “o que você é por dentro” é o solo metafórico a partir do qual seu fruto cresce.
Mas eis aqui o que muitos precisam saber, mas muitos de vocês não aceitam:
“Você” não é nada além do fruto.
Ninguém se importa com seu solo. “Quem você é por dentro” não tem importância além do que é produzido para outras pessoas.
Por dentro você tem uma grande compaixão por pessoas pobres. Legal! Isso resulta com você fazendo algo a respeito? Você ouviu sobre alguma tragédia terrível em sua comunidade e disse, “Oh, pobres crianças carentes. Deixe-as saberem que estão nos meus pensamentos”. Por que razão tais crianças dariam qualquer importância à esse ato? Descubra o que elas precisam e as ajude a conseguir! Pensamento sem ação é uma ideia que não nasceu para o mundo! Cem milhões de pessoas assistiram o vídeo do Kony e quase todas elas mantiveram as pobres crianças africanas “em seus pensamentos”. O que o poder coletivo daqueles bons pensamentos resultou? Porra nenhuma! Crianças morrem todos os dias por causa de milhões de nós que dizem a si mesmos que se preocupar é tão bom quanto fazer. É um mecanismo interno controlado pela parte preguiçosa de nosso cérebro que mantém você longe de realmente fazer algo.
Quantos de vocês estão andando por aí agora dizendo, “Ela/ele me amaria se ela/ele conhecesse a pessoa interessante que sou!“. Você está falando sério? Como todos os seus interessantes pensamentos e ideias se manifestam no mundo? O que eles fizeram você fazer? Se a garota dos seus sonhos tem uma câmera escondida que o seguisse por um mês, ela ficaria impressionada com o que visse? Lembre-se, ela não pode ler sua mente: somente pode observar! Ela gostaria de se tornar parte de sua vida?
Porque o que estou pedindo que você faça é aplicar o mesmo procedimento que você próprio aplica a todos os outros. Você não tem aquele amigo cristão chato que a única ajuda que oferece aos outros é “rezar por eles”? Isto não o deixa louco? Nem estou discutindo se a reza funciona ou não; não muda o fato que eles escolheram um tipo de ajuda que não requer que tirem a bunda do sofá. Eles se abstém de qualquer vício, eles pensam em coisas boas, seu solo interno é tão puro quanto pode ser, mas quais os frutos que crescem disso? E eles devem saber disso mais do que ninguém : eu roubei a metáfora do fruto da bíblia. Jesus disse algo como “uma árvore é julgada pelo seu fruto”várias e várias vezes. Cansou de dizer! Jesus nunca disse, “se você quer trabalhar aqui, venda“. Não, ele disse, toda árvore que não gera bons frutos é cortada e jogada na fogueira!


“E então um búfalo irá olhar estupidamente para sua alma enquanto come grama e peida suavemente”
As pessoas não reagiram bem ao dizer isso, assim como os vendedores não reagiram bem ao Alec Baldwin os dizendo que eles precisam ter colhões ou se limitar a engraxar seu sapato. O que nos leva ao ponto final…

#1. Tudo dentro de você lutará contra a mudança

A mente humana é um milagre, e você nunca a verá entrando tão belamente em ação como quando ela luta contra evidências de que é preciso mudar. Sua psique é equipada com camadas e mais camadas de mecanismos de defesa projetados para acabar com qualquer coisa que possa tirar as coisas exatamante de onde estão, pergunte a qualquer viciado como é.
Então mesmo agora, alguns de vocês ao lerem isso estão sentindo seus cérebros bombardeando-os com razões instintivas para rejeitar tudo isso. Por experiência própria, posso dizer que isso virá na forma de…
*Interpretando intencionalmente qualquer crítica como um insulto:
“Quem é ele para me chamar de preguiçoso e imprestável! Uma boa pessoa nunca falaria comigo desse jeito! Ele escreveu tudo isso somente para se sentir superior a mim e fazer eu me sentir mal sobre minha vida! Eu mesmo irei pensar em um bom insulto para chegar no mesmo nível dele!”
*Focando-se no mensageiro para evitar ouvir a mensagem:
”Quem é ESSE CARA para ME dizer como devo viver? Oh, como se ele fosse tão bom e foda! É somente um escritor idiota na internet! Eu vou desenterrar algo sobre ele para ter certeza que ele é um estúpido, e que tudo que ele está dizendo é estúpido! Esse cara é tão pretensioso, me faz vomitar! Eu assisti um antigo vídeo do youtube de um RAP dele e achei completamente sem ritmo!”
“Quando você chegar onde eu estou na vida, sinta-se livre para me dar conselhos! Até lá, você não é nada além de carne e palpites”
*Focando-se no tom para evitar ouvir o conteúdo:
”Eu vou procurar por aqui até que ache uma piada que é ofensiva quando tirada do contexto, e então só falar e pensar sobre isso! Eu ouvi que uma única palavra ofensiva pode render um livro inteiro à nada!”
*Revisando sua própria história:
“As coisas não são tão ruins! Eu sei que tentei me suicidar mês passado, mas estou me sentindo melhor agora! É totalmente possível que se eu continuar fazendo exatamente o que estou fazendo, eventualmente as coisas irão dar certo! Eu terei minha grande chance, e se continuar fazendo favores para aquela garota linda, eventualmente ela dará mole pra mim!”.
*Fingindo que qualquer mudança seria de alguma forma vender o seu verdadeiro eu:
”Oh, então eu acho que supostamente devo me livrar de todos os meus mangás e ir para a academia por seis horas por dia e ter um bronzeado artificial igual aqueles babacas do Jersey Shore? Porque ESSA É A ÚNICA OUTRA OPÇÃO?.”
E por aí vai. Lembre-se: a infelicidade é confortável. Por isso muitas pessoas preferem isso. A felicidade requer esforço.
E também requer coragem. É incrivelmente reconfortante saber que enquanto você não cria nada em sua vida, então ninguém pode criticar a sua criação.
É muito mais fácil só ficar sentado no sofá e criticar as criações de outras pessoas. Esse filme é estúpido. Essas crianças são umas pirralhas. O relacionamento daquele casal é uma zona. Aquele cara rico é ganancioso. Esse restaurante não presta. Esse escritor na internet é um babaca. É melhor deixar um comentário maldoso pedindo que o site o demita. Veja, eu criei algo.
Oh, espera aí, eu esqueci de mencionar essa parte? Sim, qualquer coisa que você tente construir ou criar – seja um poema, ou uma nova habilidade, ou um novo relacionamento – você imediatamente irá se deparar por não-criadores que destroem tudo. Talvez não seja na sua frente, mas irão fazer isso. Seus amigos bêbados não querem que você fique sóbrio. Seus amigos gordos não querem que você comece uma dieta. Seu amigo desempregado não quer que você comece uma carreira.
Mas lembre-se, eles estão somente expressando seu próprio medo, desde que destruir o trabalho de alguém é outra desculpa para não fazer nada. “Por que eu devo criar algo quando o que os outros criam é lixo?” “Eu teria escrito um romance inteiro agora, mas eu irei esperar para ser algo bom, não quero escrever o próximo Crepúsculo.” Desde que eles não produzam nada, será sempre perfeito e irrepreensível. Ou se eles produzirem algo, terão certeza de fazer algo com uma imparcial ironia. Farão algo intencionalmente ruim para deixar claro para todos que não foi com seu verdadeiro esforço. Seu esforço verdadeiro teria resultado em algo espetacular. Não como a merda que você fez.
Leia os comentários dos nossos artigos – quando eles são desagradáveis, é sempre do mesmo tipo:“Quem é você para dizer isso? Por que não para de fazer esses posts? Isso é hipocrisia! Pare de generalizar, isso é diferente do que eu teria feito, e a atenção que você está recebendo está fazendo eu me sentir mal comigo mesmo?!” entre outros.
Não seja essa pessoa. Se você é essa pessoa, não seja essa pessoa nunca mais. Isso é o que faz as pessoas odiarem você. Isso é o que faz você odiar você mesmo.
“Cacete, aprendendo espanhol, eu ganhei a habilidade de falar com 400 milhões de pessoas que antes eu não podia.”
“Eu não tenho dinheiro para fazer uma aula de culinária”. Você tem acesso à Internet, não tem? Então digite no google“como cozinhar”. Eles até filtram o pornô – sim, agora eles filtram – e estará lá várias lições para você aprender, está mais fácil do que nunca. Porra, você tem que parar com essas desculpas. Ou elas irão acabar com você.
Se você quer anotar seu projeto no fórum ou nos comentários e verificar depois de um ano, seja livre. Estarei curioso para ver se ao menos uma pessoa fará isso, mas se rolar iremos ver, não somente se conseguimos ou não cumprir a tarefa, mas o porquê. Você não tem nada a perder e o mundo precisa de você. Aqui está um vídeo de um corgy rolando na escada.

Tradução de Robson da Silva. Revisão de Juliano Torres e Hugo Lemos

Texto de David Wong.