segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"Hoje vai ter uma fééééééééésta..."

Pois bem, 26 anos de idade e eu acho que mereço marcar essa data...

Divagações que gostaria de compartilhar não serão escritas aqui... Sou dramático demais para o mundo, não?

Coisas deveras excenciais que só eu vejo também não irão à pauta hoje... Sou muito ridículo para que algo seja dito por aqui...

Aliás, acho que, no final das contas, o que anda valendo para mim mesmo é a política do "fica quieto e não reclama!"

As pessoas chegam perto de mim quando possuem algum interesse, não se importam com minhas visões, necessidades, tiram tudo aquilo que querem e, no final, fico eu, esperando, como sempre, a minha recompensa, em vão. Isso, claro, quando há recompensa em vista. Alguns não se dão nem o trabalho de me enrolar por muito tempo. Simplesmente se aproveitam de momentos ruins da minha vida e da minha capacidade de acreditar em fantasias para me inundarem com mentiras obcenas.

Sabe... Certas coisas devem ser ditas. Devem ser públicas. Acho que faz-se necessário que todos saibam que tenho pais omissos, parentes insanos e, mesmo com todos esse desligamento do que é básico à vida, cobram-me como se tivesse tido tudo, até hoje, na vida. Como se eu tivesse 26 anos de amor, carinho, afeto... Um lar estruturado, planos para mim feitos desde sempre... Também é necessário dizer que, a cada dia mais, vejo que não existe amizade de verdade. Todo o afeto que a arte prega é mentira. Só existe mesmo são interesses. Não existem atos altruistas. Não existem pessoas que façam o bem pelo bem. Aliás, tanto dentro quanto fora da minha família vejo que estou cercado de estranhos, onde pareço ser a última alma de bom caráter no mundo.

Afinal, não era somente a verdade o que todos queriam de mim? Pois bem, ai está! Se tenho algum defeito com isso hoje, nos meus 26 anos é que não tenho mais o porque para mentir. Não me importo mais o que qualquer um vai achar deste texto, ou de qualquer ato meu.

Há uma música do Gabriel, o Pensador que me ajudou a superar essa bobagem toda... "Ser sozinho já é ser completo" - acha-se no meio dos versos.

É uma verdadeira pena que tenha parado de mentir. Ao mesmo tempo tem sido cada vez mais útil. Preferia convencer a humanidade a viver minha mentira, onde as pessoas não são movidas por interesses, do que me entregar à essa porcaria de realidade suja e medíocre que vocês criaram. Mas, uma vez mais, não posso mais mentir. E sei que ninguém poderia sair vitorioso deste tipo de embate. É sujeira demais para ser limpa em uma única vida.

Sabe que eu chego e me achar ridículo mesmo. Às poucas pessoas que fazem algo por mim eu não posso reclamar nada. Sequer opinar mesmo... Elas não têm dever algum para comigo. Se ganho qualquer migalha, já é melhor do que não ter nada. (Daria um drama e tanto, não?) E, como parece não adiantar reclamar com as pessoas que possuem deveres para comigo, é ridícula a minha manifestação mesmo.

Sabe que estou concordando que sou dramático demais... Porque sempre foi assim. Quando era criança, achava que as coisas iriam melhorar. Sei lá, que algo estava pronto, preparado para certa etapa da minha vida. Que as coisas simplesmente se encaixariam e começariam a funcionar. Mas não é por ai mesmo. Muito pelo contrário. O que já não era ideal só piorou, degenerou e, hoje, eu lembro com saudades dos péssimos tempos de criança que tive. Tempos que só estão vivos em notas fiscais para comprovar todo o afeto que gastaram comigo (simplesmente ridículo, não?). Como não é possível que eu faça nada a respeito para que algo mude, para que meus "parentes" entendam a situação, realmente tudo isso é dramático demais.

Mas, no final, o que importa é justamente isso... "Hoje vai ter uma festa, bolo e guaraná, muito doce pra você!" Opa, quer dizer... Não vai ter nada disso não gente, desculpa.

- "Agora fica quieto e não reclama" - ouço uma voz guardada em minha memória...

PRA TI VER QUE MERDA!

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