quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Deadpool

Então ontem eu fui lá assistir ao filme do Deadpool...

Lembro como se fosse ontem quando lançaram o primeiro teaser do filme. 2016 parecia uma data tããããããããããããooooooooo distante... Bem, completei a missão de sobreviver para assistir a este monumental filme... E aqui vão as minhas impressões sobre ele!

Primeiro que este texto começará sem spoilers. Depois eu contarei a história sim, mas eu avisarei quando começar a contar. MAS... vocês podem ler o texto inteiro, de boa. O que torna o Deadpool especial não há como ser contado em um texto. Não adianta nem eu me esforçar.

Deadpool é o melhor filme de super heróis de todos os tempos... e o pior.
Isso porque o filme do Deadpool é uma metralhadora giratória de piadas com referências. Se você entende a referência, você passará uns 5 minutos de filme (de 1:37:00hs de filme) sem gargalhar histericamente.
Agora, se você não está engajado no mundo de gibis, nos memes de internet e no universo pop em geral... amigo, nem gaste seu tempo. Esse filme não é pra ti. Pode ir assistir O Regresso e torcer para o DiCaprio ganhar o Oscar.

Deradpool tem tantas piadas, mas tantas piadas, que você precisa prestar atenção na piada no fundo de cena, na piada que os personagens estão contando... E precisa se segurar pra não rir demais na primeira piada e perder a sequência dela. Em diversas cenas, em quase todos os diálogos do Deadpool com outros personagens, cada frase foi meticulosamente escrita, interpretada e encenada para te fazer mijar nas calças de tanto rir.

DICA DO TIO ARTHUR: Não exagere no refrigerante. Sério.

Mas Deadpool não é um filme de comédia. Não.
Deadpool não é um filme plano sobre super heróis. Não.
Deadpool, na verdade, é um romance trágico (porque o Deadpool é uma besta), desenrolado em vingança.

Vingança sangrenta. Cheia de palavrões. Com cenas completamente obscenas.
No Brasil a classificação indicativa era 18 anos. As grandes redes de cinemas chegaram pra ANCINE e largaram o clássico "poxa, nunca te pedi nada..." e a classificação indicativa caiu para 16 anos.
Mas olha... vou te contar que o filme não é adequado para menores de idade, MESMO.

É um filme com a quebra da quarta parede. Quem já leu o gibis do anti-herói sabe que o Deadpool fala com os leitores. Não seria diferente no filme, claro.
A quebra de quarta parede é complicada, não é sempre que o filme acerta na dose. Aliás, de todas as quebras de quarta parede que já vi, apenas "Curtindo a vida adoidado" e "House of Cards" tinham justificativa para existir e realmente contribuíam para o andamento da história.
Mas Deadpool está ali para ser o anti-herói, o anti-personagem, o anti-comediante... o anti-tudo. A quebra da quarta barreira transcende tudo o que você já assistiu.

O orçamento do filme é, provavelmente, o mais baixo já angariado para um filme de super heróis (US$58 milhões para a produção, segundo o site Box Office Mojo). Isso deixa a história simples, baseada mais na atuação cômica dos atores e na violência gratuita. E, mesmo assim, eu agradeço à FOX por darem carta branca aos ótimos roteiristas, diretores e atores para trazer o personagem dos gibis para a telona da forma mais fiel possível.

Aliás, o fator "ser fiel aos quadrinhos" me conquistou nesse filme. Principalmente porque o ego do ator jamais esteve a frente do personagem. Passamos metade do filme sem vermos o rosto de Ryan Reynolds. O personagem só tira a máscara quando realmente é possível que isso seja feito. Não é um Capitão América qualquer, que remove a máscara por qualquer coisinha, só para aparecer a cara do Chris Evans... Ou um Star Lord que passa o filme inteiro sem usar a sua máscara. Tipo de detalhe que realmente deixa a trama envolvente. Afinal de contas, estamos ali para ver o Deadpool, não o Ryan.
Pontos positivos até perder de vista!

O filme é diversão garantida para quem tem o mínimo de conhecimento de gibis e da cultura pop em geral. Também é um excelente filme para quem gosta de ação e não tá nem aí para o mimimi do politicamente correto. É uma história de amor escrita na perspectiva do homem... logo, só leve sua namorada se ela estiver no meio geek/nerd.

Se a maioria da audiência compreender as piadas, será o filme do Oscar 2017.
Pra mim, já é o melhor filme do ano. Vou assistir a todos os demais só para dizer "eu disse".

A partir de agora eu vou falar sobre a trama.
Nada demais. Pode ler. O legal do filme não estará no que eu vou contar aqui.




Mesmo porque o "esqueleto" do filme é muito simples: Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um mercenário, encontra Vanessa (obrigado Morena Baccarin), se apaixona, pretende se casar... Mas descobre estar com câncer terminal. Desesperado, se submete a um "tratamento" que pode salvá-lo. O tratamento na verdade é um processo do vilão Francis para liberar as mutações latentes nas pessoas... e depois vendê-los como armas-vivas, escravos para quem pagar mais. No processo, Wade recebe seu fator de cura, super força, super resistência e reflexos ampliados... e fica desfigurado. 
Por estar desfigurado, Wade nem volta para perto de Vanessa. Em vez disso, Wade se torna Deadpool e começa a caçar Francis.
O filme conta com muitos flashbacks... inclusive um flashback quebrando a quarta parede em que o Deadpool quebra a quarta parede dentro do flashback, novamente. Se isso não é inception, eu não sei o que é... É como se o anti-herói estivesse sentado ao nosso lado no cinema, contando o detalhe do detalhe da história. Sensacional.
Mas, na verdade, o filme inteiro se passa em um final de semana.
O Deadpool descobre que Francis passará por uma auto-estrada e faz um ataque EXTRA-VIOLENTO à comitiva do vilão.

O incidente passa na TV. No instituto Xavier, Colossus vê a notícia. Chama Negasonic Teenage Warhead (uma adolescente mutante do instituto...) e eles vão até a auto-estrada para impedir que o Deadpool faça uma chacina.
Bem, quando Colossus e Negasonic chegam a chacina já está pronta e o máximo que conseguem fazer é atrapalhar os planos do Deadpool de matar Francis.
Colossus algema Wade. Mas Wade CORTA SUA PRÓPRIA MÃO para fugir do X-Man. (Mas fique tranquilo... o fator de cura do Deadpool faz a sua mão crescer novamente em um dia...)

Francis, então, descobre quem é o Deadpool, descobre Vanessa e a sequestra. 
A participação do Stan Lee é, talvez, a mais hilária de todas. Ele é realmente um personagem (pequeno, eu sei) nesse filme, não um extra que passa pelo vídeo ou fala algo sem propósito maior.

Deadpool pede ajuda a Colossus e Negasonic Teenage Warhead para irem até um estaleiro abandonado (eu sei...) enfrentarem Francis e sua gangue.

Mais uma sequência extra-violenta que culmina no anti-herói matando Francis.

Agora coloque muitos efeitos especiais de primeira qualidade, o maior índice de referências por minuto em um filme... e TONELADAS de piadas.
Sim, TONELADAS de piadas.
A frase inicial é uma piada.
A resposta é uma piada.
A tréplica é uma piada...
E cada continuação da conversa ou reação dos personagens te fará rir mais uma vez.

E as referências... oh!
Referência sobre Wolverine? Tem.
Sobre o primeiro Deadpool? Até bonequinho.
Lanterna Verde? Três referências.
Sobre a trilogia "Busca implacável"? Uma das melhores piadas do filme.
Sobre a FOX não querer apostar no filme e não dar dinheiro para a produção? Com certeza.
Shield e Nick Fury? HAHAHAHA!!!

É séria a DICA DO TIO ARTHUR: Não exagere na bebida.

Existe cena pós-créditos, sim. Inclusive ela já vazou.
Lembram do final de "Curtindo a vida adoidado"? Então, é a mesma cena, só que com o Deadpool.

Origem do anti-herói contada, agora é esperar a sequência. Segundo essa cena pós-créditos, Cable estará em Deadpool 2. Esperamos que sim.

E TOMARA que a Sony, Marvel e a Fox tenham o bom senso se partilharem o Homem Aranha. Não só para a Guerra Civil e Os Vingadores da Marvel, mas para trazer o dueto com o Deadpool para as telas. O Homem Aranha zoeiro tentando trazer um pouco de responsabilidade para os atos do maior anti-herói de todos!

#FartAndLeft!