quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Eu vou morrer sozinho... E tudo bem!

Sério. Eu vou morrer sozinho. 
Não no sentido filosófico da questão, aonde não importa se exista uma pessoa te abraçando no teu leito de morte... o último suspiro sempre será uma experiência pela qual cada indivíduo nesse planeta passará na mais completa solidão.
Eu vou morrer sozinho no sentido literal da expressão. Não haverá ninguém perto de mim, quando eu me for. Perto emocionalmente falando, claro. Talvez existam alguns médicos, enfermeiras e quem sabe até algum parente ou amigo presente no momento. Mas emocionalmente falando, estarei sozinho. Isolado.

E mais sério ainda: eu não tenho nenhum problema com isso. Tá tudo bem. Sério.

Aliás, esse texto é justamente para tentar deixar essa minha percepção clara. E, quem sabe, ajudar a acalmar o coração de outras pessoas que já optaram por isso, mas ainda não entenderam as suas escolhas.

Porque toda a beleza do filme Matrix Reloaded reside na conversa do Neo com a Oráculo. Aquela conversa no parquinho, aonde ela diz que nós já fizemos todas as nossas escolhas. O que nos deixa inquieto é não entender as escolhas que nós fizemos.

Pra começar, eu sou um amante da liberdade.
Mas não confunda liberdade com libertinagem. Não sou nenhum promíscuo, com necessidade de empilhar números, no melhor estilo "Charlie Harper".
Não. Eu amo a liberdade no sentido clássico da palavra. Depois de passar 16 anos da minha vida em relacionamentos, eu descobri que gosto da liberdade que eu tenho vivendo só. 
Gosto de poder fazer compromissos comigo mesmo. Gosto de criar e batalhar pelos meus planos. Os planos que eu tenho comigo mesmo nunca precisam ser dilacerados para agradar outra pessoa. Eu não preciso negociar comigo mesmo para fazer o que eu quero. Não fico devendo nada para ninguém, por essa outra pessoa ter feito algo pra mim. Nos meus planos, eu só faço aquilo que eu gosto. E se, por ventura, eu não quiser fazer algo do meu plano, não há discussões. Se eu não fizer, não há ninguém que eu precise avisar, negociar, reagendar... não há briga alguma, nunca.

Eu sempre sei que as coisas que eu conquisto são resultado direto do meu esforço. Só meu. De mais ninguém. Justamente por isso, todas as vitórias são só minhas. De mais ninguém.

Isso tudo vem me mostrando quem eu realmente sou. O que eu realmente gosto. Isso tudo vem me deixando mais próximo da minha própria verdade, que eu busco há tanto tempo.

E isso é o meu dilema: jamais mentirei para outra pessoa, novamente. Logo, não deixarei de ser a pessoa que eu sou. Não abandonarei os meus posicionamentos a não ser que provem aonde eu estou errado. Serei sempre eu, não importa o que aconteça.
Na outro prato da balança, eu também jamais vou forçar outra pessoa a mudar de seus posicionamentos. Posso argumentar, posso até fazer piadas com posicionamentos absurdos... Mas jamais forçarei outra pessoa a fazer algo que divirja dos seus posicionamentos. ESPECIALMENTE se essa pessoa for se contradizer por minha causa.

Imagine só: eu GOSTO de alguém e, mesmo assim, eu exijo que essa pessoa faça algo que não acredita... e só para que eu me sinta bem?
Que espécie de sádico seria eu?

Nesses mais de dois anos solteiro eu já conheci muitas meninas. (Muitas pelo menos pelos meus padrões de 4 garotas em 16 anos...)
Muitas delas realmente especiais.
Mas sempre que as coisas passavam para o núcleo pessoal, eu começava a sentir o peso de proteger as liberdades individuais.

A maioria das meninas que eu conheci ou estavam desesperadas para terem filhos, formarem família... ou tinham tanta aversão a relacionamentos sérios que sequer conseguiam oferecer fidelidade.

Complicado.

Complicado porque eu espero exatamente o meio termo entre esses dois extremos. Eu quero alguém que goste de mim. Que se sinta bem ao meu lado. Que queira estar só comigo, fazer planos harmônicos, viver uma vida aproveitando mais do que brigando... Mas que também não esteja sob efeito de hormônios, procurando o primeiro "loirinho de olho azul que tenha dinheiro" para engravidar em seis meses e se estabelecer como "mãe de família".

Sério. Algumas meninas pareciam só querer garantir a carona no final da festa... outras pareciam só querer o material genético para garantir a prole.

Qual é o problema com vocês, meninas?

Enfim. Se for para ter um relacionamento, eu quero um Arthur com vagina. E peitos. Peitos são importantes. Essa "Arthura" precisa me amar de verdade. Querer estar perto de mim "porque sim". Precisa gostar de coisas interessantes... não precisa ser só as coisas que eu gosto. Precisa ser tão parceira para curtir coisas novas quanto eu sou. Essa "Arthura" precisa ser uma menina fantástica.
Sim, eu sei que esperar por uma parceira tão perfeita não é algo tão simples. Desse modo, eu já descartei a vida de casado para mim. Não acontecerá.

Eu confesso que estava aflito por causa disso. Eu confesso que tomei a decisão e não entendi o porquê eu fiz isso. Não entendia como eu estava fazendo isso. E não entender a decisão que eu já tinha feito estava me deixando inquieto.

O fato é que eu não vou tirar menina nenhuma do seu plano de vida. 
As que preferem a putaria continuarão na putaria. 
As que desejam ter uma casa com cerquinha branca com o primeiro otário que acharem, não me acharão.

Eu continuarei aqui, trabalhando sério e forte. Fazendo meus textos, cuidando dos meus investimentos, preparando meu futuro sozinho. Vou lutar para estar preparado para ver e aproveitar a oportunidade se e quanto ela se apresentar para mim.

Até lá, eu sigo minha vida tranquilo. Sei que, se depender das minhas escolhas de hoje, eu vou morrer completamente sozinho. E tudo bem com isso. Sério. De boa.

Antes só, do que mal acompanhado.