segunda-feira, 11 de março de 2013

Resposta


Eu não preciso.

Posso partir do princípio da liberdade de expressão: Eu falo o que quiser, na hora que eu quiser. Obviamente, responsabilizo-me pelas minhas opiniões por causa disso. Cada direito impõe ao menos um dever. Alguém sempre tem que pagar pelo privilégio de outro. "Não há almoço de graça". Vivemos em um regime capitalista, ele funciona muito bem e ele (sim, o sistema capitalista, e somente ele) nos trouxe até aqui.

Como eu disse, eu não preciso.

Se você gosta do que eu falo, leia e divirta-se. Se você não gosta, venha falar comigo, com educação. As ideias brigam, não as pessoas. É o meu esporte favorito. Lança-se um tema. Debate-se em alto nível, sobre ele. Acredito no atomismo. Em reduzir tudo à menor fração possível. Alcançar a regra elemental. Isso porque, se temos um único ponto de partida e o respeitamos em todas as circunstâncias, geramos um estado de constância, entre nós. E a constância gera a justiça.
Já falei, aqui, antes, sobre a importância da justiça constante e igualitária. Ninguém gostava de viver sob a justiça do rei. Onde o senso de um único indivíduo ditava a vida e a morte de todos os demais.
Desculpe, mas eu não quero viver em um lugar onde o humor de uma pessoa decide se eu serei libertado ou condenado à morte.

Como eu já falei, eu não preciso.

Porque, por muito tempo, eu menti. Na época eu não sabia o porquê. Mas, de qualquer forma, eu estava errado, mesmo achando que estava fazendo algo do modo certo. Eu mentia para agradar. Para ser conveniente. Falava inverdades para que os demais gostassem de mim. Eu não sabia, mas tinha medo de que a minha personalidade afastasse as pessoas de perto de mim. Então, me travestia do que cada um dizia que esperava do Arthur, para que as pessoas gostassem de mim. Para ser aceito.
Acho que nem preciso dizer que existe ou devo apontar o problema nisso, né?
Passou o tempo e eu notei que atraia pessoas que não gostavam de mim: as pessoas a minha volta gostavam da imagem que o Arthur vendia de si.
Quando essas pessoas conheciam o Arthur "de verdade" (não importa o quão bem se minta, isso sempre acontece), viravam as costas para mim, na hora. E com razão. A vida não funciona desse jeito. Pessoas se unem por afinidades. E, se uma pessoa mente que tem afinidades com outra, uma hora a farsa é descoberta. E, nesse momento, além de não ter afinidade nenhuma com o falsário, a outra pessoa descobre que foi enganada.
Demorei cerca de dez anos para identificar que eu me sentia só (por natureza) e que eu havia desenvolvido esse mecanismo idiota como compensação.

Como eu insisto em dizer, eu não preciso.

Porque eu sou assim. Eu descobri porque eu me sinto só.
Jogando as mentiras para bem longe (não é o que vocês todos querem? Que eu não minta mais?), eu me sinto só porque eu sofro de "falta de estática mental".
Explico.
Eu chamo de "falta de estática mental" a condição que não me permite "desligar" os pensamentos. Aliás, por três anos, eu tentei aprender a meditar, sem obter qualquer sucesso. E eu digo que "sofro" porque isso é uma doença. Quase uma maldição. Há vozes na minha cabeça. Como eu já falei aqui, milhões de "Arthures", cada qual defendendo uma ideia com a qual eu já tive contato, vivem dentro da minha cabeça. Todos analisando, interpretando, descrevendo, discutindo, aceitando, refutando, debatendo, criando e concluindo ideias, na minha cabeça. O tempo todo. Cada instante. Sobre tudo o que eu vejo.
Eu fui criado em uma família de classe baixa, e outra de classe média. Aprendi a ler cedo e os livros foram o método disponível para silenciar muito desta "falta estática mental". Pena que a "cura" só piorou o meu estado. Cada dia que eu calava a conversa na minha cabeça com livros, eu dava mais munição para a conversa dentro da minha cabeça. As perguntas surgiam. Eu acordava a noite e não conseguia voltar a dormir até reler dois trechos de livros, específicos. Até entender o que acontecia.
Lá pelos 13 anos, sempre depois de lavar a louça do almoço (minha avó Glaci não criou um "homem Arthur"; ela criou uma "pessoa Arthur"), eu ia para a garagem de casa, pegava um volume de enciclopédia ou algum livro, e lia até saciar a conversa interna. Quem me conhece sabe que, com 12 anos, eu citava Maquiavel, de forma eloquente. Aliás, quem lê os meus textos - e tem mais de dois neurônios - nota que eu cito desde os pensadores clássicos, passando pelos da idade média, renascentistas, italianos, franceses, ingleses  alemães, até os da nossa época. Aliás, quem tem capacidade de ler as minhas entrelinhas nota que eu cito pessoas que até não parecem pensadores, mas eu ressalto o que considero contribuição deles para o pensamento em geral.
E o resultado dessa conversa toda na minha cabeça é que eu discuti muito, chegando ao ponto de poder dizer que eu aprendi a discutir. Tenho as minhas conclusões, baseadas em argumentos que eu julgo serem os mais lógicos. E eu provoco a discussão com os outros. Faço isso justamente para por à prova minhas conclusões:
1 - Se meus argumentos resistirem a boas críticas, significa que eles ficam mais flexíveis e fortes, tal qual os bambus que enfrentam furações e mantém-se de pé. 
2 - Se meus argumentos não resistirem a boas críticas, significa que eu tenho que acatar os novos argumentos, reavaliar o panorama e ajustar a minha conclusão sobre o assunto. Aliás, é bom ressaltar que eu não só sou grato, como alço as pessoas que me trazem bons argumentos ao degrau de ídolos pessoais.
Isso é o método científico, sabe? Em face a um novo elemento a antiga ideia é refutada. Diferente do método religioso, onde os novos elementos são refutados para que a ideia antiga seja mantida.
E o problema nisso tudo é que, sim, esse processo me isola dos demais. Só um cego não nota que eu entrei em um processo de isolamento brutal, quando decidi seguir um método lógico, mesmo vivendo em um meio em que a lógica é desprezada. Mas eu não tenho como fugir dessa situação, visto que esse é o meu "real eu".
"Quando você diz algo sobre a natureza da realidade, automaticamente você cria milhões de inimigos que já disseram que a realidade é outra coisa..."

Estou até cansando de dizer, eu não preciso.

Óbvio que, com o passar do tempo, a situação financeira foi melhorando. Descobri canais de TV, vídeo-games e internet, que se mostraram úteis para me fazer parar de pensar tanto. Mas todas essas soluções também se mostraram serem meros paliativos. Assim como os livros, cada nova mídia agregava alguma coisa ou me fazia pensar algo, a partir de outras referências.
E, conforme o tempo foi passando, essa situação que eu escolhi para mim mesmo foi me isolando mais e mais.
Já disse aqui mesmo que eu aprendi a virar as costas para o que não me agrega nada. Já "eliminei" turmas inteiras da minha vida. Já virei as costas para pessoas que tinham um espaço enorme no meu tempo e dedicação. Tudo porque essas pessoas já não serviam mais (ou nunca serviram para algo).
E isso sou eu:
1 - Uma pessoa que pensa. Pensa demais. E quando eu digo "demais" significa "o tempo todo". Qualquer coisa que eu veja me faz relacionar com ideias, fatos e pessoas.
2 - Uma pessoa que já pensa muito longe. Eu vivo dizendo, aqui mesmo, sobre "as discussões". Sobre como podemos estar "na crista da discussão". Sobre como nós, brasileiros, não participamos de quase nenhuma discussão avançada. Como ficamos percorrendo caminhos que os outros já caminharam, diversas vezes. Andamos em círculos, correndo atrás do próprio rabo, enquanto outras civilizações criam maravilhas com o pensamento de ponta. A cultura inglesa tem uma expressão: "Place to be". Tentando traduzir, há "lugares no mundo" para se estar. Tanto literalmente, referindo-se a lugares onde as coisas acontecem pela primeira vez (como o vale do silício está, hoje, para a tecnologia mundial), como figurativamente, em termos de discussões de ideias, como Harvard, Stanford ou o MIT concentram as conversas mais importantes do nosso mundo atual. E, infelizmente, o Brasil não é um "place to be" em NENHUMA área.
Isso me deixa só, porque eu busco participar do mais avançado ponto de discussão nas áreas que eu tenho interesse. Ainda não estou lá em muitos. Mas continuo lendo, me informando, discutindo... 
Eu não minto mais que "eu sou como você". Não preciso da sua amizade para viver. Gostaria de tê-la. Sou um ser humano, poxa vida. Mas eu não dependo do "tapinha nas costas" de ninguém. Assim, estou livre para dizer: "Eu não pareço com você!". Se a consequência em pensar muito e não mentir mais é ser arrogante ou me faltar a humildade, isso é o ônus da minha personalidade, que eu tenho que aceitar. Já sou grandinho o suficiente para saber que ninguém agradará a todo mundo.

Mais uma vez, eu não preciso.

Portanto, vamos deixar claro: eu quero provocar. Já me disseram, aqui mesmo, que eu "não comecei nenhuma discussão". Realmente não comecei. Aliás, ultimamente, poucas pessoas realmente começaram algum discussão no mundo. Os poucos são endeusados, como Steve Jobs, por exemplo. E todos - apesar do reconhecimento público - são tidos como loucos, egocêntricos ou arrogantes.
"Toda revolução no pensamento humano primeiramente aparece como heresia, arrogância ou loucura."
Eu provoco para me apresentar para a discussão. Porque eu quero mais. Quero pessoas como o Marcel Dias falando comigo (mesmo que indiretamente), o PC Siqueira fazendo vídeos sobre temas que eu abordei primeiro no meu blog e o Carlos Cardoso me colocando na fogueira e reconhecendo que eu me saí bem.
E eu faço isso para encontrar os melhores. Quero me cercar de pessoas que ME julguem inferior. Que ME ensinem mais e mais. Que forcem os meus argumentos ao nível máximo. Que desafiem a minha lógica. Que ataquem meus motivos até que eu tenha o melhor conjunto de argumentos possível.
Eu acredito que sou as minhas ideias. Eu acredito que as pessoas devem procurar isso. E que a imortalidade passa pelo legado de conceitos deixados por alguém. E eu estou na discussão porque sei que, hoje, eu ainda não tenho uma obra para alcançar isso. Mas eu quero ter.
Recomendaram-me a leitura de Aristóteles. Eu prefiro Platão, sabe? Gosto do "Mito da Caverna". Ele já se comprovou ser uma boa analogia para os "descobrimentos" humanos, antes. Gosto de misturar esse mito com a expressão "sair da casinha". Quando alguém "sai da casinha" é porque parou de pensar como todos e é tido como louco. Mas, muitas vezes, essa mutação no pensamento (feita através de seleção natural na química do cérebro do indivíduo) se mostra mais eficiente do que o modo de pensar antigo. Então, o primeiro indivíduo - louco, arrogante e herege - sai da caverna e encontra o próximo estágio.
Não é a toa que os médico (de verdade, especialistas mesmo) acham que Newton e Eistein tinham algum nível da Síndrome de Asperger  Sim, uma mutação no funcionamento do cérebro destes gênios os alçaram a níveis de pensamento superiores.

Eu não vou cansar de dizer, eu não preciso.

Particularmente, eu vejo o mundo com o que o Paulo Coelho chama de "passo atrás". Sempre que possível, eu "saio" de mim e procuro ver o mundo "de fora". Analiso tudo o que acontece do modo mais imparcial possível. Entenda: eu ME coloco como só mais um fator na situação. Isso me ajuda a tirar as minhas deficiências,  traumas, preferências e opiniões do centro do cenário.
Aliás, eu ando tão bom nessa prática, que eu já dou "um passo atrás" em toda a minha época.
Com quinze anos (enquanto algumas pessoas estava apanhando do namorado) eu terminei de ler o primeiro livro da história da humanidade, com mais de mil páginas... Recomendo fortemente que todos leiam o máximo de livros de história possível, para entendermos e valorizarmos o mundo atual. Diversas vezes aqui, nesse blog, eu tentei passar coisas importantes que aprendi sobre o nosso mundo. Por exemplo, como o saneamento é importante e mudou a nossa civilização.
Bem, o importante é que eu faço uma coisa que, com certeza, menos de cem mil pessoas conseguem fazer no Brasil inteiro: eu descrevo, analiso e interpreto o panorama. Enquanto você se atém às pessoas ("BBB", a sua própria experiência de vida ou de alguém que você conhece) ou aos fatos (notícias do dia-a-dia), eu estou co-relacionando, contextualizando e conjecturando. Procurando padrões, exercitando a lógica para unir coisas que, aparentemente, não tem conexão.
"Cuidado com as suas ações: acender uma vela dissipa as trevas, mas crias milhares de sombras."

Eu não precisava ter dito nada disso. Mas senti que devia.

No último dia da mulher, uma menina veio me atacar. Ataque travestido de "vou te dar um conselho". Sabe como é o inferno, né? Cheio de almas bem intencionadas...

Basicamente, ela veio falar comigo porque eu acho que, olhando o panorama geral, a luta pela igualdade de gênero já acabou. Acredito não haver sentido no "Dia da Mulher".

Aliás, nunca houve "batalha de gênero". Só quem nunca pensou a respeito ou completos acéfalos acham que AS MULHERES lutaram pelos seus direitos. Porque, analisando friamente a história da civilização, as mulheres só passaram a ter os "mesmos direitos" (que, na verdade, é a "mesma posição") dos homens, por causa do Capitalismo. Assim como foi o Capitalismo o responsável pelo final da escravidão, foi ele quem tirou as mulheres do lar e as trouxe para o mercado de trabalho, acabando com o pensamento machista preponderante.
Pense no exemplo das mulheres dirigindo carros. Seria óbvio que, mais dia ou menos dia, as mulheres passassem a ser um tipo de público-alvo para as montadoras. Quando os homens, sozinhos, não conseguiram mais ser todo o público-alvo que as montadoras precisassem para comprar-lhes seus carros, elas duplicaram o público-alvo, apoiando que as mulheres dirigissem, também. Assim como libertaram os escravos para que eles entrassem no mercado, também as mulheres passaram a ter uma importância monstruosa para o Capitalismo, principalmente durante e depois da Segunda Guerra Mundial.
Vai dizer que você já tinha pensado nisso? Hitler, indiretamente, talvez tenha sido o maior motivo das mulheres terem "conquistado" seu lugar na sociedade atual...
Com os homens na guerra, alguém tinha que ir para as indústrias. Quem mais iria, senão as mulheres? Os homens morriam na guerra e a pensão do exército não era suficiente para sustentar às viúvas e seus filhos...  Esses homens que não voltavam para casa deixavam as vagas de trabalho para as mulheres, que já estavam treinadas no ofício... Era óbvio que as mulheres passariam a não só ter controle sobre o dinheiro, como também seu próprio trabalho. E, quando as meninas crescem vendo as mães trabalhando, já imaginam sua própria vida com o trabalho como fator principal. E os meninos já notam, desde cedo que, se não ajudarem com os afazeres da casa, algumas coisas não serão feitas e/ou faltarão. Ou a família se acostuma com a casa desarrumada, ou a família toda arruma a casa. Isso é o reflexo dos nossos dias, ou eu estou louco e mentindo?
As mulheres fazem o que podem e esperam pela ajuda do marido e dos filhos. Quando ninguém mais faz nada, ou se contratam empregadas ou a casa fica desarrumada ou parcialmente desarrumada mesmo. Sem dó nem piedade.

O processo não só começou, como ele se espalha, via cultura. Vemos escravos libertos e mulheres independentes em livros, filmes, músicas, etc... A cultura influência as leis. E as leis são construídas sem distinção de cor ou sexo.
Evidentemente que isso não é um processo homogêneo ou rápido. Assim como ainda existem escravos em alguns lugares (inclusive aqui, no Brasil), existem homens e mulheres machistas, vivendo ainda no processo antigo de "homem manda, mulher obedece". Mas, convenhamos, são bolsões isolados (geralmente nas áreas mais carentes e menos educadas...).
Mas, se formos pensar de modo histórico, a próxima geração já está mais "contaminada" com a ideia. E a geração a seguir estará "mais contaminada" ainda.

Estendo o que disse o PC Siqueira em seu vídeo sobre homossexuais:
Está próximo o tempo em que a humanidade olhará para o seu passado e pensará: "como que nós tratávamos homens de mulheres de modo diferente???", assim como nós olhamos para o Império Romano e pensamos "como eles se divertiam com lutas até a morte em arenas???".

Nesse panorama, minhas conclusões sobre o dia da mulher são:
1 - Ingenuidade de quem acha que as mulheres conquistaram algo. Era um processo natural que o Capitalismo iria infringir à sociedade.
2 - É um processo gradativo e de evolução desigual, que se estende através das gerações e, por já ter sido disparado, não pode mais ser revertido.
3 - Em percentual de abrangência, a igualdade de tratamento entre homens e mulheres é quase completo. E, se as mulheres forem espertas, podem se aproveitar de brechas para terem tratamento até privilegiado.

Explico o ponto três.

Para a dona Maria, idosa, sem o primário, que criou 15 filhos do seu José, que viveu sempre em um ambiente machista, é necessário que haja uma lei que permita os vizinhos denunciarem o seu José, quando ele espanca sua esposa depois de voltar bêbado do bar.
Mas para a piriguete Josicleusa, que é apaixonada pelo traficante Edenevilson, essa mesma lei pode ser usada para ela chantageá-lo: "Ou tu me dá o que eu quero, ou eu dou parte na polícia!"

E vamos combinar: todos nós possuímos em nosso DNA o famoso "jeitinho brasileiro". Uma falta de caráter ímpar em fazer tudo de modo improvisado, em procurarmos um modo de "nos darmos bem em tudo" e que acarreta nessa bagunça generalizada em que vivemos. Uma brecha dessas na lei será (sim, estou taxando aqui: SERÁ) utilizada do modo errado por muitas mulheres, no futuro.
E isso prova a falha no sistema todo. Primeiramente, falta educação. Saímos das escolas sem saber as leis básicas do nosso país. E só um completo energúmeno desacredita as leis. Elas ditam o nosso modo de vida. Meninos e Meninas TÊM que chegar aos 18 anos completamente conscientes de leis como a que diz que uma pessoa não pode bater em outra pessoa. Lesão corporal é crime. O agressor deve pagar multas, serviço comunitário, receber medida cautelar de distanciamento mínimo e até pode ser preso. Dependendo da agressão, a lesão corporal pode se transformar em tentativa de assassinato. O que aumenta a pena. Digo que 100% dos casos de violência doméstica cairiam nestas leis. Mas as pessoas chegam aos 18 anos sem saber como se dá parte de algo na polícia! Nós nem sabemos como, quando e porquê podemos chamar qual polícia!
Aí, as mulheres dizem ter vergonha de fazer exame de corpo delito. Amigo, nós homens temos vergonha disso, também. Mas todos devemos passar pelo exame, para que sejam atestados os danos. O teu roxo no olho provavelmente vai curar até a audiência com o juiz. E essa audiência demora para todo mundo.
Bem, nesse caso, as mulheres ganharam a Lei Maria da Penha. Basicamente, esse conjunto de leis deixa mais fácil o acesso das mulheres à polícia, elimina necessidade de burocracias na acusação, exames e na abertura de processos. Pior: as punições de casos de agressão de homens contra as mulheres ficam mais severos do que na lei anterior.
Ótimo para a dona Maria, citada antes, que não tem a menor ideia que seu marido não pode bater nela.
Péssimo para o resto inteiro da sociedade.

O Feminismo nasceu na "luta pela igualdade". (Tá certo, eu digo que os poderosos do Capitalismo "deixaram o feminismo nascer".) Só que eu pergunto: que merda de igualdade é essa onde, se uma mulher bate em um homem, a burocracia, o acesso, abertura de processo são mais lentos e as penas são menores, do que se um homem bate em uma mulher?
Hoje, por causa da Dona Maria (que precisa), a Josicleusa goza de vantagem jurídica, sobre os homens. Não estou falando que a Josicleusa VÁ utilizar essa vantagem. Mas ela PODE. E isso é desigualdade.

Logo, o Feminismo clássico já morreu.

E, particularmente, eu acho que o Feminismo clássico é uma burrice. Vou citar mais um pensador, através de uma letra de música. Que significa mais um livro que li e mais uma música que escutei: "Igualdade aos desiguais?"

Como assim, amigo? Como, em sã consciência, alguém quer tratar mulheres e homens de modo igual, sendo que as diferenças físicas, mentais, emocionais, etc... são evidentes? Vocês estão mentindo uns para os outros por prazer ou ingenuidade? Não me contaram a piada da situação e eu estou por fora?

Só eu que justificaria a falta de uma mulher no trabalho por "sintomas agudos de TPM"? Porque isso acontece. Já tive namoradas que literalmente agonizavam em casa, na TPM. E dá-lhe bolsa de água quente no ventre e dezenas de comprimidos para a dor. Claro que, analisando friamente a produtividade dessa minha ex-namorada, ela produzia menos no trabalho do que um colega homem, que fizesse o mesmo serviço. Menos produtividade, menos salário. Caso óbvio dos frios números da administração.
Aliás, eu A-DO-RA-RIA ver a produtividade comparada entre duas mulheres, no mesmo ofício, quando uma toma aquelas injeções para não menstruar por meses, e a outra não. Aposto que a mulher que não apresenta os mesmos sintomas fortes de TPM (dores, alteração de humor, etc...) fica com a produtividade dentro do desvio padrão da empresa, enquanto a outra fica abaixo.

E no parágrafo anterior eu tive a coragem de abordar um aspecto ÓBVIO de diferença entre homens e mulheres. Existem outros mais sutis como, por exemplo, o instinto materno. Mulheres se preocupam (EM MÉDIA, Ô ANANÁ) mais com os filhos do que com os homens. Deixei claro que é EM MÉDIA, porque na mesa ao lado da minha trabalha um homem que se preocupa mais com os filhos do que muita mãe exemplar, por aí. Sem falar nos casos clássicos de mães desnaturadas que aparecem por aí. Bem, acho que quem tem mais que dois neurônios sabem que os prováveis e possíveis outlines (ó um livro de estatística, aí) acontecem, e que as leis devem ser construídas sobre a média, moda e mediana... Enfim, EM MÉDIA, mulheres tendem a dispersarem a concentração do trabalho para os seus filhos, com mais facilidade, o que deve, também, aparecer na produtividade. Nesse caso, não é nenhuma loucura uma DIFERENCIAÇÃO na LEI trabalhista, obrigando empresas a darem auxílio-creche às mães. Como "não há almoço de graça" no Capitalismo, é claro que isso será abatido do salário de alguém...

Assim, eu acredito que a igualdade entre os gêneros já existe, é um processo que tende a ser espalhando para o todo e que as exceções (Dona Maria) devem ser atendida de de acordo com o que são: exceções. "Muita mulher por aí ainda apanha". Sim. Mas são uma parcela mínima, perto de todas as mulheres que já conquistaram seu espaço e estão melhores do que muito homem por aí.

Mesmo porque o Capitalismo sobrevive da vaidade. Vaidade em querer ter e ser mais. Mais do que os outros. E nós, homens, só temos vaidade sobre o que nos importa: o sexo. Nosso pênis tem que ser maior, nossa mulher tem que ser mais gostosa e nós temos que ser mais poderosos para atrairmos mais mulheres. Homens são simples, lembram do meu texto? Todo o resto nos é irrelevante e, depois de adquirido o status, é comum que o homem "deixe de se cuidar". As mulheres, por outro lado, são movidas por vaidades diversas. Elas ficam bonitas para o sexo, sim; mas para competir entre si e para si próprias, também. Complexo de princesa puro, sabe? Elas QUEREM ser o máximo bonitas, perfeitas, angelicais. Elas introjetam e mantém o Capitalismo melhor do que os homens. Culturalmente falando, mais duas gerações e nós, homens, seremos meros reprodutores.
Isso, é claro, se elas não gastarem trilhões para descobrirem como gerar um filho a partir de dois óvulos (acho até que já tem estudos sobre isso...). Aí, amigo... Bem, é bom que tu, homem, seja uma PESSOA de verdade. Porque ser HOMEM não terá a menor importância no mundo...

E porque eu me sinto um solitário?
Porque parece que, aqui no Brasil, só eu vejo esse tipo de coisa. E porque eu faço questão de me isolar de pessoas que não compreendem (ou não querem compreender) os panoramas que eu compreendo.
Sim, eu sou arrogante por causa disso. Esse é o Arthur, e ele não precisa de gente que não o entenda e não goste dele como ele é, por perto.
O Arthur quer e precisa de gente que REALMENTE o entende, quer conversar com ele ou gosta de sua companhia. Qualquer uma das três, isoladas ou combinadas.

Alguém que me entenda e:
1 - Saiba que sabe menos e queira que eu passe o que eu já sei. Sou um cara legal e didático. Ajudo bagarai mesmo, com tudo o que eu puder, na boa.
2 - Saiba que sabe o mesmo e queira discutir. Nós não vamos andar muito, mas será legal. Coloco as ideias para brigar assim como o Ash coloca os pokemóns.
3 - Saiba que sabe mais do que eu e queira me ensinar o que sabe! Por favor! Chega mais! Sou um Ó-TI-MO aluno. Você fala, eu relaciono, pergunto, converso e aprendo! 
4 - Não saiba nada disso, mas queira conversar direito.

Só não aceito falta de educação. Dona Glaci, Dona Catarina, Dona Valéria e o Cel Ary não criaram um mal-educado. Aprendi que tenho que ser firme, muitas vezes. Aprendi que tenho que ser verdadeiro doa a quem doer, mas eu "endureço sem perder a ternura, jamais". Aparecer no meu chat, blog, e-mail ou qualquer outro meio, e vir me dar pedradas porque não concorda com o que eu escrevi, só demonstra que andou faltando leitura ou entendimento dos escritores franceses, como Voltaire ou Varleine.

Uma pena, pois eu adoraria ver argumentos de verdade, que colocassem à prova mais uma vez os meus. Em lugar disso, o que mais aparece são agressões pessoais, proferidas por pessoas com claros envolvimentos emocionais (geralmente traumáticos) nos casos polêmicos que eu abordo. Pobres diabos que mergulham na própria circunstância, cegam a visão para os demais aspectos do caso e, por fim, puxam toda a brasa para a sua própria sardinha, como se fossem os únicos donos da verdade.

Mesmo porque, no caso do Feminismo, quem olha o meu comportamento geral até acha que EU sou um feminista! Moro sozinho, não preciso de ajuda para fazer todas as tarefas de casa, trato bem às pessoas que merecem (independente de sexo, opção sexual, cor, credo, etc...), etc...

PS1 - Estou afastado da internet desde Janeiro. Sequer tenho acesso em casa. Cortei a NET sem dó e não voltarei a ter internet em casa. Esse é um ano do físico (já perdi 6kg em dois meses!) e da leitura (4 livros: Crash, Biografia do Steve Jobs, Histórias Inacabadas e Princípia Mathemática).
PS2 - Final do ano passado eu tive um problema afetivo, sim. Deprimi, como naturalmente qualquer pessoa ficaria deprimida. Mas, em menos de três meses, coloquei a minha cabeça e o meu coração no lugar e o lado afetivo já está resolvido, novamente. "Solitário" é uma palavra de contexto relativo, na minha vida.
PS3 - Minha Humildade tem o "H Maiúsculo e Dourado!". Dane-se se você não concorda, eu sou uma pessoa "média 9", lutando para chegar no "média 10". Reconheço que há mentes mais brilhantes que a minha mas, no que eu me proponho a pensar, eu sei que sou mais aguçado que muita gente por aí. E isso é só a verdade. Verdade que você, que não me conhece, não tem elementos para refutar. Mas pode vir conhecê-los, em vez de me atacar.