terça-feira, 26 de março de 2013

Universo-Bexiga


Sério. Vocês têm que ocupar a minha mente com alguma coisa, senão esse é teor de coisas que sai dela:

Depois de ler o trabalho de Einstein (ano passado) e, agora, terminar de ler o trabalho de Newton, fiquei imaginando qual seria o próximo passo para a compreensão do universo.
Tá, eu sei. Não sou físico nem astrônomo, formado. Aliás, talvez não sirva nem para amador. Inclusive, pode ser que apenas esteja repetindo algo que toda a comunidade cientifica já saiba. Talvez seja até algum trabalho famoso, que eu - desinformado - não sei que existe.

Mas, mesmo assim, pensei nisso aqui "sozinho". Vai que, né?

Bem, já sabemos que o Universo nasceu de uma expansão inicial. Uma expansão tão forte, que muitos denominam-a até mesmo de "explosão". Afinal de contas, uma explosão é só algo que ficou muito grande, muito rapidamente. E exatamente isso aconteceu com o Universo: em pouquíssimo tempo, o Universo ficou grande demais.

Sabemos que existem diversas forças naturais. Newton descreveu - com precisão ímpar - todas as consequências da gravidade, mas não a explicou. Einstein, por sua vez, conseguiu determinar que a massa excessiva dos corpos "deforma" o tecido da realidade (o "espaço" onde tudo existe), gerando a gravidade. Quase como uma bola de boliche "deforma" um colchão, onde tenha sido colocada. Aquele "vinco" que o peso da bola de boliche exerce sobre a superfície de duas dimensões do colchão é uma analogia ao "vinco" que os corpos exerce sobre a superfície de três dimensões do "espaço", onde estão depositados.
Esse vinco é o que faz as coisas "caírem" para o centro de objetos muito volumosos.
A Terra, por exemplo: segundo Newton, a Terra se move em linha reta. Outra força "entorta" a trajetória da Terra, forçando-a em uma elipse (uma oval deformada, um círculo bem mal desenhado). Essa força que "entorta" a trajetória da terra é o "vinco" que a massa do Sol faz no "espaço".

Ok.

Mas tem uma coisa que sempre me deixou confuso.
Pelo modelo de Einstein, colisões de matéria geram corpos com cada vez mais massa. Quando imaginamos objetos sólidos, apesar do "efeito bilhar", até conseguimos compreender que um planeta como Júpter atraia asteroides, meteoros e cometas. Conseguimos entender que grandes asteroides atraiam e incorporem pequenos meteoros.
Mas vamos pensar um pouco sobre estrelas. Estrelas não possuem massa sólida. Sua matéria são gases superaquecidos. Geralmente Hidrogênio e Hélio. Aquecidos ao ponto de plasma. Fluído. Fluídos não se atraem e colidem, como corpos sólidos. Fluídos tendem a tentar ocupar todo o espaço onde estão contidos.
Água em garrafas, por exemplo. Coisa elementar, sabe? Até em escolas brasileiras aprendemos as propriedades da água.
Já no espaço, na ausência de gravidade, a tensão superficial dos líquidos tendem a formar esferas. Mas, mesmo assim, o fluído continua querendo ocupar o máximo possível do espaço onde está contido. Assim, por causa da falta de pressão, líquidos evaporam. Literalmente as moléculas perdem a propriedade de líquido e se distanciam, adquirindo a propriedade de gases.
Ausência de Gravidade.
Falta de Pressão.

Porque as estrelas - que são gases - simplesmente não se dispersam pelo cosmo? Assim, de modo calmo, simples... Sem explosões. Simplesmente param de ficar juntas e se evadem, tentando preencher o máximo de espaço possível? Literalmente: porque as camadas superiores de uma estrela "caem" sobre as camadas inferiores, em vez de se lançarem para o nada?

Eu acredito que uma estrela precisa de um "ponto primordial de gravidade", para se formar. Uma espécie de "ralo cósmico", onde a primeira nuvem de gás "caia", formando a camada inferior - densa - de gás da estrela. Algo onde as demais camadas de gás possam "cair", também.

Mas, onde estão esses "pontos primordiais de gravidade"?

Bem, voltarei ao título do meu texto.

Estava pensando na formação e no formato do Universo. Já falaram que ele é uma bola, onde todo o interior é o que conhecemos. Já falaram que o Universo é uma rosquinha! Já disseram que o Universo é uma "membrana-cortina". Já falaram muita coisa sobre o Universo, e eu não me convenço com nenhuma dessas visões.

Depois de muito pensar, eu acredito que o Universo é um balão, e que a realidade em que vivemos e chamamos de Universo é a membrana exterior desse balão. Tal qual uma onda em no mar, a membrana exterior desse balão está em movimento, para fora.

Isso satisfaz a Teoria do Big Bang, que sabemos que aconteceu. Em um momento, o balão estava "murcho". Cada unidade de "espaço" estava tão pequena, oferecendo pouco lugar para a matéria (que ainda existe hoje!). Era por isso que o momento inicial tinha a característica de ter muita matéria condensada em "um único ponto": o "Universo-Balão" estava desinflado, agrupando a matéria em toda a sua pequena extensão. E, assim como um balão desinflado, é importante imaginar esse Universo-Balão inicial como sendo extremamente maleável e disforme. Aliás, essa é uma característica interessante: inicialmente o "Universo-Balão" era tão disforme quanto a concentração de matéria em seu "espaço" permitia que ele fosse. Mas, de qualquer forma, mesmo assim esse "Universo-Balão-Desinflado" ainda era mais maleável e disforme do que o "Universo-Balão-Inflado" de hoje.

Então, houve o evento-causador do nosso Universo. Aquele evento que partiu de fora do nosso Universo e que me faz não rir pelo chão de ideias religiosas sobre "seres supremos".

Esse evento-causador "inflou" o Universo-Balão. Entenda: A membrana do Universo-Balão são as retas "x", "y" e "z", que desenhamos nas aulas de matemática, para orientarmos o poliedro (geometria), funções (aritmética), vetores (física) ou gráficos (estatística). Esse espaço não pode ser visto, não pode ser tocado, mas existe e contém tudo.

Esse balão sendo inflado explica outro fenômeno que sempre me incomodou demais: o afastamento entre TODAS as galáxias. Vamos ver se eu consigo explicar. As galáxias estão se afastando umas das outras. A galáxia "A" está se afastando da galáxia "B". E as duas estão se afastando da galáxia "C", assim como a "C" está se afastando das outras duas. As galáxias que se atraem o fazem por causa de interações gravitacionais diversas. Mas, afora isso, TODAS estão se afastando uma das outras. Você consegue notar que isso é impossível em um Universo em expansão tridimensional, nos modelos que já foram descritos? Simplesmente, se fossem as galáxias que estivessem se movendo, uma ou outra deveria estar indo para a mesma direção, se ultrapassando, etc... Mas não. É o espaço entre elas que está aumentando. E o Universo-Balão, que cresce "do meio para fora" faz com que a membrana do balão cresça quase uniformemente. E, enquanto essa membrana cresce dessa forma, todos os pontos dela se afastam uns dos outros, ao se tornarem mais finos.
O "espaço" que era pequeno para conter toda a matéria, passou a ficar cada vez maior. Se "uma unidade de espaço para conter matéria" era de um centímetro cúbico, lá no primórdio, hoje deve ter bilhões de quilômetros. Mas a matéria que existe ainda é a mesma. O que, antes, ocupava um centímetro cúbico, hoje talvez ocupe milhões de quilômetros cúbicos.

E os "ralos gravitacionais"?
Imaginar um balão sendo soprado te faz pensar que toda a membrana se expande uniformemente. Mas, como já comentei anteriormente, a membrana se expande quase uniformemente. A inflação do "Universo-Balão" se dá mais como "imensas hastes superfinas", que se projetam do ponto central de inflação, forçando a membrana com intensidades diferentes em pontos diferentes. Claro que estas "hastes" são somente uma metáfora. Tais estruturas não devem existir. Mas o resultado da energia que proporciona inflação sobre a membrana do "Universo-Balão", hoje, provoca as ondulações quânticas, que teorizamos. Quando um lugar não infla uniformemente com seus espaços vizinhos, provoca o "ralo gravitacional": Uma região do espaço que "gera" gravidade aparentemente "do nada", atraindo fluídos, para a formação de estrelas e buracos negros.
Essa "gravidade gerada aparentemente do nada" é manifestada através da "matéria escura". Há a curvatura do espaço, a lente gravitacional é reconhecida, porém nenhuma matéria é observada como origem causadora.
Os pontos mais inflados "esticam" a trama do "espaço", tornando-o menos maleável conforme passa o tempo e a onda do "Universo-Balão" se propaga.

Consequências de um Universo em estrutura de Balão:

1 - Vivemos na membrana externa.
Essa membrana cresce tridimensionalmente, tanto para os lados, quanto para fora.
Porém, em algum momento, assim como uma onda, o interior "deixa de existir". Literalmente o "espaço" "passa" pelo ponto e, depois que o "espaço" "passou" pelo ponto, não existe mais "espaço" ali. A "onda-espaço" carrega a matéria consigo, porque a matéria que existe no espaço está "surfando" a "onda-momentum-Universo".

2 - O Universo é Oco.
Assim como o lugar para onde a onda-Universo está expandindo existe e aguarda a chegada do "espaço", o lugar-interior do "Universo-Balão", por onde a membrana já passou, já não faz mais parte do nosso Universo-Balão. Mesmo que ainda enxerguemos a luz deste tempo viajando pela imensidão, ela não está mais lá. O "espaço" que contém a matéria e a própria matéria já estão em outro lugar. Entretanto, existe algo no centro desse "Universo-Balão", uma estrutura que é responsável pela expansão, causadora da chamada "energia escura".

3 - O Universo era Bi-dimensional.
Em seu primórdio, o espaço era tão comprimido que a tridimensionalidade era confundida com bi-dimensionalidade. Só a inflação desigual pode gerar "alturas" diferentes de espaço, gerando o aspecto tridimensional que conhecemos.

4 - Ponto de referência Universal.
O centro-gerador-de-inflação-Universal é o ponto de referência basal do nosso Universo. E a aceleração que a membrana apresenta, em relação a este ponto central, cria e determina a passagem da dimensão "tempo" no nosso Universo.

5 - Terceira e quarta dimensões relativizadas:
Para um momentum zero, altura padronizada em zero.

6 - Prisão na quarta dimensão.
Não há como voltar no tempo, porque jamais conseguiremos atingir, novamente, o mesmo local, no mesmo ponto, em que a matéria estava presente em determinado momentum. E, quanto mais antigo este momentum, maior a chance de sequer existir espaço no local em que houveram acontecimentos com a matéria.
Da mesma forma, não é possível mover-se para o futuro, pois talvez o local para onde esteja-se indo ainda não possua espaço para conter matéria.
O Alfa e o Ômega são variáveis e se deslocam de acordo com o avanço da "onda" do "Universo-Balão".

7 - Final do Universo-Balão
a) Explosão: Talvez a trama do "espaço" do Universo-Balão seja tão forçada a se esticar que, em determinado momentum, simplesmente se desfaça. Neste caso, a "energia escura" que infla a membrana do "Universo-Balão" "vazaria", fazendo com que a trama do "espaço" parasse de se expandir e passasse a se contrair. A liberação da energia pelo rasgo na trama, unida à energia de contração faria com que o rasgo inicial aumentasse e mais rasgos se formassem, destruindo o Universo, até que fragmentos de momentuns iniciais de Universos-Balões se formassem.
b) Equilíbrio: Talvez a trama suporte as forças da "energia escura" e, em determinado momentum, a aceleração imposta pelo centro do "Universo-Balão" seja contida. A energia que empurra do centro para a membrana se iguale à "energia elástica" da trama, cessando a aceleração do "espaço". Caso a energia se mantenha constante, o Universo cessaria e ficaria estável até que uma das forças cedesse.
c) Sístole-Diástole: Ainda no caso da trama do "espaço" ser mais resistente do que a força de aceleração da "energia escura", caso a causa da estabilidade seja a desaceleração da "energia escura", a "energia elástica" da trama do "espaço" passaria a contrair o espaço, fazendo a onda-momentum retroceder até o ponto de total desinflação. Entretanto, esse retrocesso seria somente a mudança de direção do vetor de movimento de expansão do "Universo-Balão", não se configurando em uma "viagem para o passado". Porém, a tendencia seria a de desmoronamento do tempo e, por consequência, da terceira dimensão, nesse processo.

Fim... por enquanto.

E acredite... Isso é só o resultado de uns dois dias pensando.
Aguardo ansiosamente as críticas, conversas, contribuições e o que mais oferecerem de bom, para essa ideia!