terça-feira, 19 de julho de 2016

Aquecimento Global e Bolsa de Valores: Usando um para entender o outro

1 - Introdução.

Esse é um daqueles textos que venho "cozinhando" na cabeça há muito tempo.
É até um texto de conclusão rápida. Sem muitas delongas. Eu poderia simplesmente colar os dois gráficos um do lado do outro e colocar a conclusão logo abaixo.

Mas não.

Eu preciso explicar as bases. Eu prefiro ensinar a pescar. Assim, lá no final, quando eu der o peixe, vocês já estarão com a cesta cheia, também.

Neil deGrasse Tyson falou certa vez que o pensamento científico é liberal por natureza.
Na hora eu não prestei a atenção devida a esse trecho da palestra e não gravei mentalmente aonde ele disse isso.
Mas o básico é isso: liberais e cientistas partem de FATOS para chegarem às suas conclusões. E quando um outro liberal ou um outro cientista escrutina as conclusões do seu predecessor, ele o faz para encontrar PROCESSOS INCOMPLETOS ou ERROS. E, a cada PROCESSO INCOMPLETO ou ERRO achado, nós temos espaço para novas pesquisas. Novos dados. Novos fatos. Novos eventos que nos conduzam a uma nova conclusão. Conclusão, esta, que será testada à exaustão até que novos dados a derrubem.

O processo é contínuo. Um processo aonde pegamos a melhor ideia que temos e a bombardeamos com testes. Teste após teste, ou a ideia se torna mais forte ou a ideia cai nos dando a chance de substituí-la por uma ideia melhor.

Newton inventou Cálculo de Diferenciais e Integradas para explicar o movimento das órbitas dos Planetas. Mas não conseguiu explicar porque eles aconteciam.
Einstein viu esse processo incompleto e o estudou à exaustão. Foram ANOS até que ele aparecesse com a Relatividade.
E, até agora, estamos testando a Relatividade de Einstein. E até agora essa ideia tem passado nos testes. E estamos esperando que ela reprove em algum teste. Para, então, um novo Einstein aparecer com uma nova ideia que nos deixe mais próximo da realidade do Universo.

Com os liberais é a mesma coisa.

Adam Smith, tido como pai do liberalismo, verificou que os processos de trocas livres de influência do Estado levam o povo à uma riqueza maior. Mas Smith não tinha acesso a dados fidedignos, a informação disseminada. E, por isso, muitas de suas conclusões são incompletas ou erradas.
Esses processos incompletos ou erros de Smith deram espaço para que outros liberais revisassem as suas conclusões. Com dados mais precisos, Mises já corrigiu e ampliou as conclusões liberais.
Tantos outros nomes fizeram o mesmo, até Friedman e outros que ainda estão vivos. Pessoas que desfrutam da informação instantânea que a internet proporciona e que, a partir dessa informação, preenchem lacunas, corrigem e ampliam o liberalismo, como um todo.

Por serem áreas em evolução constante, vivem cada dia mais próximos da verdade.


2 - Aquecimento Global.

Aquecimento global é um fato científico.
Desde o princípio do registro de medições de temperaturas feitas pelo homem, as temperaturas vêm subindo no globo, como um todo.

Não vou entrar aqui na discussão da causa. Isso não interessa para esse texto.

Não está convencido que o aquecimento global é um fato?
Veja o gráfico abaixo:


Esse é um gráfico de temperatura média dos oceanos, apresentado pelo órgão norte-americano de estudos oceânicos, entre os anos de 1970 e 2015.

Quero chamar sua atenção para a VARIAÇÃO no gráfico.
Você consegue notar que, através dos meses e anos a temperatura absoluta, aferida, aumenta e diminui?
Em alguns anos, a temperatura vai lá em cima. Sobe um segundo ano. Aí despenca em um terceiro, quarto... Se olharmos um período de dois a quatro anos isoladamente, podemos dizer que o mundo está se tornando um inferno, ou congelando em uma nova era do gelo.

MAS... Ao olharmos um panorama maior, com mais anos, conseguimos notar que entre essas variações existe um padrão. Um padrão que, gráfico após gráfico, aonde quer que você colete dados no mundo, se repete.Uma tendencia geral de aquecimento. O gráfico acima mostra claramente que os oceanos ficaram pouco mais de meio grau mais quentes em 45 anos.

Aqui, Neil deGrasse Tyson mostra didaticamente a diferença entre "tempo" e "clima". Porque as temperaturas variam tanto durante um ano e, mesmo assim, estão subindo com o passar das décadas.


Dá para notar que o tempo do dia-a-dia é caótico.

Muitas coisas influenciam o tempo de cada dia. São grandes forças invisíveis. Mas que, se você estudar bastante, acaba por saber que elas existem e passa a prever as suas ações.
A inclinação do eixo da Terra faz com que uma parte do planeta esteja mais ou menos afastado do sol. A parte mais próxima recebe mais raios de sol por metro quadrado... a parte mais afasta recebe menos raios de sol. Além disso, essa inclinação ainda dita a quantidade de tempo que cada lugar da Terra receberá raios de sol. Menos tempo significa menos raios, mais tempo, mais raios. Isso são nossas estações e elas têm a maior responsabilidade na variação de temperatura durante o ano.

Além das estações do ano, ainda existem outros fenômenos que se repetem com mais tempo de intervalo.
O El Niño, por exemplo, aquece as águas do pacífico ou lá perto da Ásia, ou aqui perto das Américas em intervalos de 2 a 7 anos, sempre intercalado com La Niña.
Esses fenômenos fazem com que calor, umidade, ventos e chuvas sejam intensificados, tendo impacto direto na temperatura do dia-a-dia.

O próprio sol tem um ciclo de atividade 11 anos. Esse ciclo faz com que ele emita mais ou menos radiação. E essa radiação a mais ou a menos influencia a temperatura do dia-a-dia da Terra.

Outras forças invisíveis estão em jogo para controlar a temperatura a curto prazo.
Mas essas forças são pequenas e afetam o dia-a-dia. A variação sazonal.

Existe uma outra causa maior provocando a tendência geral de aumento da temperatura média da Terra.
Novamente, eu não vou aqui dizer que é o homem qual é o motivo. Não é o foco desse texto. Mas existe um motivo que é o homem qualquer que ele seja. E esse motivo maior faz com que exista essa tendência de aumento. Quando descobrirmos que é o homem qual é o motivo, poderemos tomar atitudes para reverter essa tendência de aumento da temperatura.


3 - Bolsa de Valores

A economia - de modo geral - é a união das trocas de todas as pessoas que existem em um sistema.
Antigamente a economia era mais simples, apenas dentro da própria aldeia. Então, alguém teve a ideia genial de pegar o excesso de produção e sair mundo a fora trocando por mercadorias que não tinha.
De troca em troca, moedas foram criadas para facilitar o processo.
Estados foram criados para colocar ordem nas trocas.
E quando o próprio Estado não era suficiente para que todos fizessem as trocas que queriam, cidadãos passaram a efetuar trocas entre Estados.

O ápice da economia que encontramos é a Bolsa de Valores.

A Bolsa de Valores é, basicamente, um grande "clubinho de vaquinhas". Você tem uma ideia? Coloque papéis indicando a parte da ideia que os outros estão comprando... e venda na bolsa! Assim, pessoas que têm dinheiro e não têm ideias podem financiar quem tem ideias e não tem dinheiro. Desse modo, as ideias saem do papel, empresas nascem e crescem, criam mais produtos, empregam mais pessoas, trazem mais prosperidade para todos, dividendos para quem comprou a ação e lucro para quem tinha a ideia.

Dá para notar que o dia-a-dia da bolsa é bem caótico.

Ninguém tem como saber em qual ideia as pessoas confiarão a ponto de colocar dinheiro nelas, comprando suas ações.
A variação do dia-a-dia de qualquer bolsa de valores é mais ou menos como o gráfico abaixo.


O gráfico mostra a variação de fechamento da Bovespa entre 2008 e 2016.
Você consegue ver que o dia-a-dia varia muito, né? Um dia fecha nas alturas... no dia seguinte despenca. Aí despenca novamente, despenca mais uma vez para, então, ter duas ou três subidas consecutivas.

Toda bolsa de valores (e a própria mensuração da economia mundial!) apresenta essa variação.

Mas, mesmo com toda essa variação, se buscarmos dados de um período maior conseguiremos ver um padrão. No gráfico acima podemos ver que, apesar de subidas e descidas da bolsa, desde 2011 a bolsa está em queda.

Muitos fatores interferem nessas alterações do dia-a-dia, de médio e de longo prazo.
Inclusive, eu acho importante que vocês vejam o excelente vídeo abaixo de Hans Rosling. Neste vídeo, Rosling mostra como a revolução industrial tirou o mundo de uma situação "Pobre e Doente", aonde as pessoas viviam menos de 40 anos e passavam o ano com menos de 400 dólares e em 200 anos levou para uma situação "Rica e Saudável", aonde as pessoas vivem 70 anos e passam o ano com 40 mil dólares.
Mesmo que você não saiba inglês, basta ver como as bolinhas (países) evoluem de 1800 até 2000:


O longo prazo da economia está mostrando uma tendência geral de ascensão.
Mas mesmo no panorama mais geral, podemos ver variações sazonais.

No dia-a-dia, uma invenção como o iPhone pode fazer as ações de uma empresa dispararem. Muita gente com dinheiro quer comprar ações baratas de uma empresa que mostra um produto revolucionário.
Nesse mesmo dia-a-dia, o ISIS pode se apossar de poços de petróleo e aumentar a produção para financiar sua guerra santa. Essa produção a mais inunda o mercado com o produto. Mais quantidade do produto, menor o valor. O ISIS derrubou o preço do barril do petróleo. Aonde isso estourou? No pré-sal do Brasil, que só é economicamente viável ser explorado se o barril de petróleo estiver maior que 46 dólares.
Sem o pré-sal (e com os escândalos de corrupção, etc...) as ações da Petrobras caíram, ajudando a despencar a BOVESPA.

Por ter a economia baseada no agronegócio, a bolsa brasileira naturalmente sobe a cada safra. São milhares de pessoas que investem seu dinheiro em empresas que financiam a próxima safra. Que transportam, que vendem. Muitos empresários atrás de dinheiro para custear suas operações e muitos investidores com dinheiro querendo uma fatia do lucro desses empresários.
Uma sequência de trocas aonde os dois lados ganham.

Como livro de entrada no mundo da economia e das bolsas de valores, eu sempre indico o excelente livro do Alexandre Versignassi "Crash". Vale a pena ler para que você contextualize corretamente o lugar aonde você está se metendo.

A causa maior da alta a longo prazo apresentada pelo Rosling é a revolução industrial e o capitalismo. São as maiores ferramentas que o ser humano já inventou. Ambas ferramentas fazem com que você produza algo para atender às necessidades de outras pessoas. E geralmente você se foca naquilo que melhor faz. E as outras pessoas produzem coisas para atender às suas necessidades. Geralmente elas focam naquilo que melhor fazem. No final das contas, você entrega o produto que melhor produz e recebe em troca o produto que outra pessoa melhor produz.
Entregamos e recebemos, todos os dias, os melhores produtos possíveis.
Nenhuma troca é "valor zero"; todo mundo sai da troca com algo melhor do que entregou.
Porque eu, Arthur, entrego softwares e textos de qualidade. Mas eu não sei fazer uma boa cadeira. Eu JAMAIS estaria sentado em uma cadeira tão confortável se eu mesmo tivesse feito a cadeira em que estou. Eu troquei meus softwares e textos por dinheiro. E troquei meu dinheiro por esta cadeira confortável, que é o melhor produto que o dono da empresa especialista pôde fazer.

As pessoas que usam meu software ou leem meus textos acham meus produtos mais valiosos que o dinheiro delas. E eu acho a cadeira em que estou sentado mais valiosa que o dinheiro que paguei por ela.

É uma cadeia gigantesca, que leva à prosperidade. Mas ela não é contínua. Eu só preciso comprar uma cadeira por longos períodos de tempo. Existe um número limitado de pessoas que precisam dos meus softwares ou que acham meus textos bons.
Essa variação do dia-a-dia é que precisa ser estudada, até que encontremos os padrões de médio prazo, que mostram as variações da bolsa de valores que dão dinheiro.

Essas variações são causadas por elementos como, por exemplo, a "Nova Matriz Econômica" da Dilma. A "Contabilidade Criativa" dela maquiou números do governo. E desde que o TCU evidenciou a tomada de empréstimos por decretos para financiar gastos públicos, as pessoas ficaram com medo de colocar dinheiro no Brasil.

Pense comigo: Você compraria uma ação de uma empresa de uma pessoa que está pegando empréstimo para pagar a conta de luz da própria casa? Complicado, né?

Os investidores de médio prazo notaram uma causa de baixa a médio prazo... e tiraram o dinheiro dos investimentos no Brasil. Ao tirar o dinheiro, trocaram Reais por Dólares, deixando a quantidade de Dólares no Brasil menor. Menos quantidade do produto, maior o preço. O Dólar subiu. (E o seu amigo Arthur, aqui, fez a festa!)

Toda essa explicação está refletida no gráfico, mostrando a tendência de queda desde 2010.

Agora, se a Dilma sair mesmo da presidência, é capaz do Temer (a quem eu também não gosto...) tomar medidas de austeridade para "colocar as contas da casa em dia". Aliás, ele já está dando indicações de que fará isso. Só em evidenciar o rombo nas contas públicas deixado pela Dilma, sem maquiagens, o Temer já ganhou um pouco de confiança dos investidores. E por causa dessas indicações, se tudo correr bem, é capaz da BOVESPA reverter essa tendencia de queda e voltar a subir.

Se tudo der certo. Se ninguém fizer merda. Precisamos acompanhar as notícias com atenção.

E onde entra o liberalismo nisso?
Simples.
As medidas da Dilma eram intervencionistas. Não que o Temer tenha entrado e parado de intervir na economia. Muito pelo contrário. Mas a Dilma usava o que chamamos de keynesianismo para gerir o Estado. Assim, muitos impostos eram cobrados do povo e o Estado aplicava o dinheiro em muitas obras. Obras que geravam empregos, fazendo com que a economia girasse, novamente.
O problema de Keynes é que as empresas sobrevivem artificialmente, através dos "aparelhos-Estado". As empresas não mantém lucro porque são as melhores no que fazem, líderes de mercado, com excelência na entrega de produtos. As empresas mantém lucros porque são as preferidas de políticos corruptos e ganham licitações para fazer mais e mais obras. No fim, o consumidor final é obrigado a consumir "o que é oferecido" e não "o que acha melhor consumir".
Basta olhar as casas do "Minha Casa, Minha Vida". Todas absolutamente iguais, divididas por poucas faixas de preço.

O liberalismo, por sua vez, é a compilação da observação das medidas tomadas nos países aonde a prosperidade e a qualidade de vida da maior parte da população aumentou mais.
Em todos os lugares do mundo aonde a população conseguiu eliminar a pobreza um fator sempre foi o principal: a facilidade em criar trabalho.
Todo trabalho nasce de duas necessidades.
Alguém precisa comer? Há necessidade de plantar, criar gado, fazer comida, transportar, etc...
Alguém precisa se vestir? Há necessidade produzir algodão, lã, fazer roupas, transporte, etc...
Alguém precisa de abrigo? Há necessidade de materiais de construção, casas, etc...

E quem planta, cria, produz, constrói, etc... tem necessidade de receber produtos (dinheiro) para a própria subsistência.

Quanto mais fácil for para essas duas pessoas necessitadas trocarem seus produtos, mais trocas acontecerão. E lembre-se: você só troca aquilo que julga valer menos do que o quê você está recebendo. Assim, no processo de troca, ambos estão recebendo mais do que doando. Assim, nesse momento da troca, DINHEIRO está sendo criado em ambos lados. Dinheiro criado significa que com uma troca, duas pessoas ficaram mais ricas. E, assim, essas duas pessoas ajudaram a aumentar a economia.

O liberalismo nota que o Estado é o grande dificultador dessas trocas. Porque o Estado cria mecanismos para exigir que o prestador do serviço ou o vendedor do produto se "regulamente". Assim, o comerciante precisa PERDER TEMPO e PAGAR para poder oferecer seu trabalho a quem tem a necessidade. Impostos, burocracia, necessidade de alvarás, registros, inspeções, adequações à normas... Coisas que tiram o trabalhador do seu foco (atender o cliente) e encarecem o seu produto (porque impostos e burocracia são custos e todo custo é repassado ao cliente).
1 - Com preços de produtos mais caros, menos pessoas que têm a necessidade daquele trabalho têm condições de pagar por ele.
2 - Com menos pagantes para seu trabalho, o trabalhador tem menos demanda para seu trabalho.
3 - Sem demanda para o seu trabalho, o trabalhador contrata menos ajudantes.
4 - Contratando menos ajudantes, há menos pessoas empregadas.
5 - Menos pessoas empregadas são menos pagantes.
6 - Menos pessoas empregadas são menos pessoas com dinheiro.
7 - Menos pessoas com dinheiro faz com que o produto da empresa tenha que ficar mais caro para custear todos os impostos, burocracia e a própria empresa.
8 - Aí você volta para o item 1 e consegue ver o ciclo vicioso.

Portanto os liberais assumiram as medidas que dão certo. E trabalham para que mais e mais países adotem essas medidas.
1 - Estados menores precisam de menos impostos para funcionarem e apresentam menos burocracia.
2 - Com menos impostos e burocracias, as pessoas têm mais dinheiro e as empresas têm menos custos.
3 - Pessoas com mais dinheiro e empresas com produtos mais baratos geram mais trocas.
4 - Mais trocas significam mais demandas.
5 - Mais demandas significam mais empregos.
6 - Mais empregos significam mais pessoas com dinheiro na mão.
7 - Mais pessoas com dinheiro na mão significa mais que mais gente compra o produto da empresa possa ficar mais barato, pois há mais unidades sendo vendidas para custear os poucos impostos, burocracia e a própria empresa.
8 - Mais produtos e serviços baratos fazem com que as pessoas procurem pelos serviços privados de qualidade (escolas, médicos, segurança, etc...), parando de consumir os serviços do Estado.
9 - Sem demanda o Estado pode eliminar serviços, reduzindo mais ainda o seu tamanho.
10 - Aí você volta para o item 1 e consegue ver o ciclo virtuoso.

Quando as medidas corretas são adotadas, a economia como um todo cresce. E quando a economia como um todo cresce, a linha de tendência geral de uma bolsa acaba sendo ascendente, também.

Evidente que um bom investidor faz dinheiro tanto na alta (Bull) quanto na baixa (Bear) da bolsa.
Se o filé mignon tá caro, as pessoas compram mais salsichas. Basta prever a queda e migrar o investimento do açougue para a indústria de salsichas. Sempre existe mercado futuro, também.
Mas é muito mais fácil investir em uma bolsa em tendência de alta. Aonde a maioria das ações estão rendendo bons dividendos, os títulos são de baixo risco, etc...
Por isso manter uma economia saudável, com as contas em dia (e sem maquiagens!!), é melhor para todo o país e para os investimentos, em si.


4 - Conclusão

Até que enfim, né?

São muitas e caóticas as forças que regem o dia-a-dia tanto do clima quanto da economia.
Os gráficos, inclusive, são iguais. Se eu trocar o título, é capaz das pessoas nem notarem se estão analisando a temperatura histórica de uma região ou os movimentos financeiros de uma bolsa de valores.

Eu não havia notado até alguns dias atrás, mas entender o modo correto de encarar a ciência me fez entender o modo correto de encarar a economia.
Em ambos cenários existe espaço para pessoas que defendem crenças pessoais. Gente que conclui algo e busca fatos para comprovar, em vez de examinar os fatos para, então, formular uma conclusão.
Eu, é claro, prefiro não passar vergonha. Prefiro receber dados fidedignos, testados e comprovados. Com esses dados, eu quero entrar em salas aonde eu sou a pessoa mais burra do recinto. Eu quero dar minhas ideias e eu torço para que outras pessoas refutem o que eu digo com argumentos esclarecedores. Eu quero estar na crista da onda do pensamento, sabendo tudo o que se pode saber.
E mesmo se eu estiver na crista da onda, lá no Ponto Final!, eu quero continuar escrutinando cada ideia. Trazendo para todo mundo cada conclusão. Quero novos dados, quero novos argumentos, quero novas conclusões.

Cada vez que mudamos de uma conclusão ótima é para outra melhor ainda.
E cada vez ficamos mais próximos da verdade.

Tanto no aquecimento global da ciência quanto nas bolsas de valores da economia, as medições do dia-a-dia são caóticas demais para você fazer boas previsões.
Para entender ambos há a necessidade de você se distanciar no panorama. Compreender ciclos. Examinar tudo com cuidado, para que você possa encontrar as tendências gerais.

Grandes ações são decisivas para mudar as tendências gerais.
No caso do aquecimento global é o homem não se sabe.
No caso da bolsa de valores, é necessário ficar atento a como as economias dos países são guiadas.

Encare os fatos.
Analise-os.
Só então conclua.

Essa foi minha dica.
Espero que esse enlace maluco na minha cabeça ajude mais pessoas.