sábado, 24 de março de 2012

Não, Não tem graça.

O cenário cultural do Brasil anda complicado.

Consumimos muita cultua importada. Confesso. Também gosto e consumo. O que tem qualidade agrega, né?
Só que um fenômeno tem ocorrido: nós não nos consideramos produtores. Para falar a verdade, vivemos uma vida de meros espectadores do que jogam na nossa cara. Aceitamos de bom grado qualquer porcaria que nos mostram e não nos mexemos para criticar e criar a nossa própria visão do mundo.

E, quando nós não temos nossa própria visão de mundo, outras pessoas que têm, acabam ocupando o espaço vazio das nossas cabeças, com as ideias que favorecem-nas.

Isso, amigo, é a exemplificação do processo de emburrecimento da população e criação da "opinião pública".

Quando não pensamos sozinhos, terceirizamos nossas opiniões para o que a alcateia está bradando. E, ao sermos mais uma voz no coro, ajudamos a criar o mesmo efeito em outras pessoas.

Uma multidão que grita, agonizante, sem saber o que ou porque está ali, berrando.

Não faz muito tempo atrás, Rafinha Bastos foi execrado por uma piada boba. Uma piada tão ridícula que o esquecimento já seria punição suficiente. Mas não. A opinião pública do "politicamente correto" caiu sobre o humorista. Concordo que o humorista não teve bom discernimento. Eu, que não sou humorista, jamais afirmaria que "comeria uma mulher e o bebê que ela carrega". No mínimo estúpido. Mas foi feito em nome e momento de humor. E assim deveria ter sido tratado: humor sem graça.

Eu tenho comigo que humoristas devam ser livres, para poderem expressar o que acharem relevante para nos fazer rir.
Mas é complicado, hoje em dia, pedir isso. Com tanta censura da opinião pública, nenhum humorista pode utilizar estereótipos. Falar de mulheres, negros, políticos, doentes, índios, crianças, velhos, pobres, ricos, etc...

Cedo, vendo a MTV, vi um anúncio de um programa de humor. Em um sofá, alguém fingia que tocava violão, enquanto uma mulher fingia que cantava. A cena era péssima. Estridente. Desafinada. Fora de tom. Tando que a terceira pessoa da propaganda - que estava entre o violeiro e a cantora - chegou a se retirar no meio do anúncio. Péssimo. 

Fui ao twitter e publiquei:


O Pc Siqueira retuítou.
Depois, foram mais de mil RT's. Tive que me explicar e conciliar com quase 10 pessoas, que acham que o humor, hoje, no Brasil, está ótimo.

Mas eu não tenho como concordar com isso. 

Em meados do século passado, a ditadura era ríspida, no Brasil. As pessoas não podiam falar, abertamente, o que pensavam. E a comédia, meus amigos, é justamente fazer graça com o que se pensa.

Ontem, morreu o Chico Anysio. Um mestre em fazer com que a tristeza fosse embora. Tão mestre, mas tão mestre, que preparou o Brasil inteiro para que a sua partida não fosse triste. Sério. Depois de 110 dias de internamento, ele conseguiu fazer com que algumas pessoas ficassem até consoladas, porque o sofrimento dele havia acabado.

Criador de mais de 100 personagens, ele sempre foi ótimo em criar a piada que força você a pensar:
Cliente: "Garçom, essa linguiça é de porco?"
Garçom: "Sim, é linguiça de porco!"
Cliente: "Então eu não vou comer essa linguiça!"
Garçom: "Qual o problema com ela, senhor?"
Cliente: "Eu não sei a procedência dela!"
Garçom: "Ah! O senhor gosta de saber de onde as coisas vieram?"
Cliente: "Sim!"
Garçom: "Então espere um minuto que eu vou lhe trazer dois ovos!"
Cliente: "Tudo bem!"

Eu morro rindo. Mas, nos dias atuais, nossa população incapaz de pensar não vai entender essa piada. Ou, se entenderem, não vão notar tudo o que está por trás dessas frases, simples. Toda a crítica social.
E, como não há estereótipos, ali, a nossa população não tem o que julgar. O texto é limpo e altamente crítico, ao mesmo tempo. Só que precisa de inteligencia para notar e rir.

Gostaria que o Brasil voltasse a produzir material de qualidade, assim.
Mas, com nossos gênios se despedindo, cada dia parece mais impossível.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Curso de PHP









Cabra Macho!

"Meu dinheiro é macho. Se eu deixo ele sozinho, ele não multiplica".

Dizia meu Bisavô. Repete, até hoje, minha avó.

Até concordo com o que eles falam. O Dinheiro é macho. Mas ele tem um par, sim. A natureza não cria um macho, sem uma fêmea. A mulher do Dinheiro é a Ideia.

Quando o Dinheiro está sozinho, ele morre amargurado, em solidão.
Quando a Ideia está sozinha, ela até pode tentar, mas não consegue ser plenamente feliz.

A Ideia morre solteirona sem o Dinheiro. O Dinheiro morre sem sentido na vida sem a Ideia.

O Dinheiro é homem, porque a Ideia é cobiçada por ele. Todo Dinheiro procura uma Ideia para se casar. Já a Ideia - especialmente as ótimas Ideias - sempre tem milhares de Dinheiros, pretendentes a um casamento. Não que as Ideias ou os Dinheiros sejam raros. Muito pelo contrário, existem trilhões deles aí, espalhados pelo mundo. Mas, para cada Ideia, existe o Dinheiro que a completará. Para cada Dinheiro, existe uma Ideia que dará sentido à sua vida.

E quando os dois se encontram... Ah! Que momento lindo e sublime quando o Dinheiro encontra a Ideia amada! A paquera, o cortejo... Reuniões infindáveis para alinhavar cada detalhe da união. Conhecer os pais, conhecer a família! Criar e discutir projetos! Celebrar a união!

O Dinheiro e Ideia sempre se casam cercados de toda a família e amigos! Cerimônia pomposa, festa regada das melhores bebidas! Planos para o futuro, sonhos... Encaram uma lua de mel romântica e fantástica!

Então, um belo dia, o Dinheiro engravida a Ideia. E toda Ideia nasceu para ter filhos. Muitos. Multiplicam-se pequenas Ideiazinhas de cor-de-rosa e milhares de Dinheirinhos, de verde.

E, então, do casamento do Dinheiro com a Ideia, há a multiplicação.

Pronto vó. Pronto bisavô. Agora vocês sabem.

É assim que nascem os "dinheirinhos".

É dessa forma que vocês podem fazer com que suas vidas melhorem.

Hoje, escutei através da Geane Guerra os comentários da seguinte pesquisa:

E me alarmei com a quantidade de jovens que pensa a bobagem de que "dinheiro é para gastar".
Pior: jovens da dita "calsse A". Que deveriam - em tese - ser mais instruídos a respeito de economia.

Dinheiro, amigos, serve para investir. Serve para utilizar para ter uma vida mais confortável.

Hoje, nossa sociedade tornou o dinheiro a exata mensuração da importância do seu esforço. 
Esbanjar os recursos que você conquistou significa deixar-se escravizar pelo consumismo.

  

Social

Eram os idos de 2001 / 2002.

Eu dava aulas pelo programa social do Fernando Henrique Cardoso, o Avança Brasil. Já falei, aqui. O FHC tinha um programa social que ensinava e qualificava as pessoas. Vocês votaram no Lula e ele trocou as aulas do Avança Brasil pelo dinheiro direto, do Fome Zero.

Mas isso é só contextualização. E esse não é um texto político.

Basta saber que eu tinha 18 para 19 anos e ganhava muito mais do que eu imaginava ganhar. Valeu Otávio.

Essas aulas eram itinerantes: Eu ficava um ou dois meses em cada comunidade. Conheci muita gente interessante, nesse tempo.

Uma das mais fascinantes, com certeza, foi a Suzi Mantovani.

Com ela, levei a frente um baita projeto de programa para televisão, que só acabou não se concretizando por míseros R$2.000,00 mensais. Ideia boba de fazer um "reality show de mentirinha". Tipo, pareceria um reality show, teria câmeras, ambiente e sequência de reality show, mas seria um programa gravado, normal. Só que, para dar o ambiente, não poderia haver roteiro: as coisas deveriam fluir no improviso. A ideia seria ter uma equipe fixa de "amigos" que trariam matérias sobre temas diversos, para conversarmos em meu quarto. Assim como todos amigos adolescentes fazem, hoje. A conversa seria ensaiada, mas deveria parecer normal. Falar sobre cultura, esportes, notícias, cotidiano, nerdices, festas, turismo... eventualmente até alguém famoso poderia "me visitar".

Resumindo, o programa seria demais. Tipo, em 2001, um "Pretinho Básico" misturado com "Big Brother", só que com roteiro sensato e conteúdo. Legal, né? Ainda vou fazer esse programa ir ao ar, só que não vou ser eu o principal, por motivos óbvios: eu já não passo por adolescente, né? Hehe.

Mas voltemos à Suzi. Ela estava me ajudando a procurar patrocinadores. Como poderíamos falar de qualquer coisa e teríamos um "cenário real", procurávamos por qualquer tipo de parceiro. Quem quisesse colocar sua marca nos intervalos, cenários, merchan direto, menção e até jabá. Qualquer coisa que quisessem nos pagar já estaria automaticamente incluído no roteiro do programa.

Mas o "modus operandi" da Suzi que era sensacional.

Uma das coisas que está na minha memória que mais me faz sorrir quando lembro é de Suzi prospectando pelo telefone.

Ela pegava a lista telefônica e escolhia o número de uma empresa.

Atendente: "Alô?"
Suzi: "Oi querida! Eu to precisando falar com o diretor... com o..."
A: "Com quem?"
S: "Ai! Poxa, o cartão que ele me deu está aqui em algum lugar, o diretor de vocês, que cuida da publicidade da empresa..."
A: "Quem que a senhora quer falar?"
S: "Ah! com o diretor de vocês, que eu encontrei no evento na semana passada, o... o..."
A: "O Sr Carlos?"
S: "Sim! O Carlos! Por favor querida, me deixa falar com o Sr Carlos?"
A: "Um momento..."

Carlos: "Alô?"
Suzy (que, até então NEM SABIA que o Carlos existia): "Cááááááááááááááááááááárrrrlooooosssss! Olá! Tudo bem?? Como é que você está???"
C: "Com quem estou falando?"
S: "Ah! Não acredito que tu não lembra de mim! Eu sou a Suzy! Nos encontramos no evento, mês passado! Tu pediu pra mim te ligar para falarmos melhor! Como é difícil te encontrar no número que tu me deu!"
C (Todo desconcertado por não lembrar): "Ãnh... Sim... Suzy... O que era mesmo que a gente estava conversando, mesmo?"
S: "Ai Carlos, não acredito que tu se esqueceu de mim! Vamos fazer assim, vamos nos encontrar, tu me paga um café e conversamos com mais calma sobre o programa de TV!"
C: "Programa de TV?"
S: "É! Tu me disse que queria participar do projeto a todo custo! Então! To te ligando pra gente acertar os detalhes! Mas vamos fazer isso pessoalmente, é melhor, não acha?"
C: "Acho..."
S: "Ok, amanhã tá bom pra ti? XX:XXhs XXXXX local?"
C: "Sim, tá bom sim..."
S: "Tá ótimo então, Sr Carlos! Até amanhã! Um bom dia para o senhor!"
C: "Até amanhã!"

E, assim, uma reunião era marcada, absolutamente do nada. Pior: em algumas vezes ela dizia que a reunião era para apresentar "aquele rapaz com um grande talento que te falei" - eu...
E ver ela negociando... Parecia uma dança de flamenco. Intensa. Mas que, na primeira oportunidade de atacar uma fraqueza, se transformava em um dramático Tango.
O executivo ficava enredado. Quando menos notávamos, estávamos sendo convidados para festas, eventos, reuniões, visitas, encontros, fechando negócios... Gostaria de ter a experiência que tenho hoje, com a disposição e possibilidades que tinha, naquela época. Fecharia muitos mais negócios do que fechei e teria, sim, conseguido colocar um programa de TV no meu currículo.

Hoje, depois de anos longe desse circuito de prospecção, busca por patrocinadores, clientes, investidores, etc... Fui a uma feira, pela minha empresa. Senti, novamente, a emoção dessa época. Tive vontade de ir de estande em estande de possíveis clientes e fazer tudo o que eu fazia, para conseguir meus patrocinadores.
Só não fiz porque esse não é o papel que esperam de mim. E eu lembro, quando montei a equipe para o programa de TV, que eu adoraria que cada um fizesse exatamente aquilo que eu havia indicado que seria fundamental para que tudo desse certo.

E eu sei que estou fazendo isso pela empresa. Sei que o setor que estou é ideia minha. Outros até podem ter pensado ela, antes. Mas, como eu não tive contato com as ideias dos outros, a ideia que eu tive foi original. Sei que esse setor, quando plenamente em funcionamento, irá destruir os processos errados, eliminar o retrabalho constante e aumentar a qualidade da empresa. Se a empresa já é grande, agora, ficará gigantesca com os processos devidamente mapeados e disseminados.

Mas sentir emoções de épocas passadas dá a impressão de voltarmos no tempo. E isso é tão bom!


Gatos, Tudibão!

Gata que o pessoal do prédio, na frente do Bourbon do Novo Hamburgo, cuida.








quinta-feira, 22 de março de 2012

Silvio Koerich

O texto de hoje não é em formato de crônica. É em formato de desabafo.

E, além de desabafo, eu preciso que o leitor possua pelo menos três dígitos em seu Q.I. Quem se considera apto, tenha uma boa leitura. Quem não se enquadra, por favor, volte para o FaceBook. Muito obrigado pela compreensão.

Desabafo porque uma única coisa - boa e ruim ao mesmo tempo - aconteceu.
Eis a notícia:


Eu leio o blog do Silvio Koerich desde seu início. Quando ele ainda estava só no BlogSpot. Quando seus textos eram, apenas, extravasos da situação incômoda que todo o homem de bem passa, traduzidos em conceitos.

Quando só ele postava em seu Blog.

O Silvio sempre escreveu seus textos de uma forma contundente e até agressiva. Mas todos os conceitos e filosofias que ele propunha - por baixo das camadas de palavrões - atingem bem o âmago da podridão que assola nossa sociedade.

Concordo plenamente com o Silvio, quando ele fala que existem "feminazis". Para quem não sabe, o termo "Feminazis" refere-se às feministas que não lutam pela igualdade de direitos e deveres mas, sim, pela total aquisição de direitos e eliminação completa de deveres, para as mulheres.

Sim, essas "Feminazis" querem poder tudo e dever nada. Elas querem colocar os homens aos seus pés. Querem fazer dos machos seus escravos, meros provedores e pagadores de contas e presentes.

Vejam bem: nada foi dito contra o feminismo, aqui. Aliás, cunhou-se um termo para que pudesse se diferenciar o feminismo real (igualdade de direitos e deveres) dessa devassidão que as "feminazis" propõem (mulheres podem tudo e não devem nada).

O ponto é que esse movimento onde "as mulheres podem tudo e não devem nada" está criando um comportamento de pura devassidão na nossa sociedade. Desde cedo, as meninas já se comportam como mulheres adultas. Garotas de 10 anos acessando redes sociais para dizer que "cansei... não corro mais atrás...". Garotas de 12, 14 anos com filhos! Mulheres de 21 anos no terceiro, quarto "casamento"... Deixando os filhos para que a avó cuide, enquanto vão para o funk, forró, balada ou rave... Sendo plenamente financiadas por pensões acumuladas de vários caras diferentes.

E, não se engane: essas "feminazis" não são as vítimas. 

O Silvio já havia comentado que, hoje em dia, existem três tipos de homem: Os feministas, os homens de bem e os cafajestes:
Feministas são todos aqueles que estão tão imersos na "Matrix" que defendem com unhas e dentes os "direitos das mulheres". É o ápice da manipulação "feminazi". Se portam como verdadeiras mulheres, ficando ofendidos quando alguém ousa ter opinião e contradizer o feminismo.
Os homens de bem somos nós. Eu, você. Que trabalhamos, estudamos, pagamos nossas contas, nos esforçamos para termos uma vida digna, uma família decente, criarmos nossos filhos de modo correto e encostamos a cabeça no travesseiro, a noite, para dormir o sono dos justos.
Os cafajestes, por sua vez, são os otários que cagam na cabeça das mulheres. Os idiotas que são só aparência. Que devem o cu da bunda para o mundo inteiro, só para ter um carrão, roupinhas da moda e ir para balada encher a cara de drogas e álcool.

Adivinha qual desses as "vítimas feminazis" escolhem para se relacionar?
Claro... o cafajeste!
É ele que "dá emoção" para elas. Sim. Elas ficam caidinhas pelo comportamento de macho alpha (mesmo que seja só aparência). Gostam quando ele fala alto. Quando ele aparece com mais bebida. Quando ele convida para dar uma volta no carrão. Quando ele a leva para o Motel, sem nem perguntar.

E, como esse babaca faz isso com algumas gostosas, as outras "feminazis" logo ficam curiosas. O cara já parece fantástico. E, ainda por cima, um monte de gurias lindas fica com ele! "Algo ele deve ter de muito bom!" - logo pensa a "feminazi".

E ele deixa algo de bom na vida delas, mesmo: Filhos. Dívidas. Desilusão.

O principal, aqui, é saber:
Porque as "feminazis" não escolhem os Feministas, que elas ajudaram a doutrinar?
Ou porque não escolhem o Homem de Bem, que vai dar uma vida digna a elas?

Simples, amigos: as "feminazis" podem tudo e não devem nada. Lembra? O único dos três que não cobra nada dessas "feminazis" são os cafajestes. Elas se sentem responsáveis pelo Feminista-educadinho-sensível-quase-veadinho que criaram. E elas sabem que, com um Homem de bem, terão que ser Mulheres de Bem e aceitaram todos os deveres inerentes.

E, claro, hoje em dia mulheres não têm deveres.
Tu dizer que um homem tem que trabalhar para sustentar a casa, é normal.
Tu dizer que a esposa desse homem tem que manter a casa limpa, é crime. Escravidão.

Eu sou contra o feminismo e o machismo. Sou a favor do "Pessoismo". Eu, antes de ser homem de bem, sou uma pessoa. E, como tal, acho que homens e mulheres - independente de sua opção sexual - devem saber se bastar. Uma pessoa deve saber cuidar de si, de sua casa, da sua relação com os demais, deve saber ganhar seu dinheiro, saber como gastar e investir o seu dinheiro, deve pensar sozinha.

Todas as demais ideias que o Silvio postou decorrem absolutamente deste princípio.
Ele escreveu textos e mais textos sobre como deixar de ser um feminista e um cafajeste para se tornar um homem de bem. Como o homem de bem pode evitar, combater e vencer as "feminazis". Como um homem de bem pode procurar, reconhecer, encontrar e cuidar de uma mulher de bem. Como um homem de bem pode criar seus filhos para que se tornem homens e mulheres de bem.

Com estes textos do Silvio, eu concordo. O problema é que ele não soube seguir algumas dicas que ele próprio deu. Acabou se deixando levar pelo sucesso que teve com as boas ideias. Acabou querendo comentar sobre os casos do dia-a-dia. Acabou aceitando que terceiros publicassem bobagens em seu blog. Uma pena. Esses terceiros escreveram o que quiseram e estão sendo punidos com os rigores da lei.

Mas, no final, acho que a sociedade e a justiça brasileira estão corretas: isso que descrevi quase não acontece, mesmo. O Silvio está errado e tudo o que ele escreveu é bobagem. É fruto da imaginação desse maluco psicótico...

Que bom que os dois foram condenados por incitarem violência. Que ruim que não souberam incitar a revolução de conceitos que a nossa sociedade tanto precisa.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Terceira Leva...

Tenho feitos muitos textos indicando que a humanidade passa por profundas modificações.
Definitivamente, não somos mais animais naturais. Nossa evolução desequilibrou totalmente o equilíbrio natural. Saímos de uma condição de animais oportunistas para o ápice absoluto e isolado da cadeia alimentar.
Já saímos da condição de animais naturais com alguma bagagem de socialização. Passamos mais de cem mil anos aprimorando essa habilidade. Hoje, já temos algumas sociedades realmente evoluídas. Coisa que nunca antes havia sido registrada em nosso planeta.
Claro que nem todas as sociedades estão no mesmo nível. Brincando com o tempo, enquanto quarta dimensão, gosto de dizer que existem, hoje, pessoas que vivem, ainda, no neolítico. Sim. Principalmente tribos (indígenas, africanas, insulares...) vivem como se estivessem, ainda, na idade da pedra. Tanto materialmente quando culturalmente. Ainda existem pessoas que vivem em eras A.C. E, sim, muitas vezes dentro de cidades. Ainda existem pessoas que vivem com conceitos e culturas da idade média. Com hábitos e pensamentos da era dos descobrimentos, metalismo ou início da revolução industrial. Sinto pena e real vontade de "resgatar" todos eles, tirando-os dessas vidas atrasadas.

Mas não que a nossas sociedades do século 21 sejam perfeitas. Ainda falta muito para atingir os níveis utópicos da perfeição.

Podemos ver nas nossas sociedades evoluídas, ainda, muitos resquícios de comportamentos notoriamente equivocados, herdados dos nossos antepassados.

Uma curiosa onda de assaltos exemplifica muito bem esse cenário todo.
Nos Estados Unidos existe uma marca de detergente que está sendo altamente visado para furtos, em grandes lojas.
O detergente Tide custa aproximadamente US$20,00 e é roubado por pessoas que o revende por metade do preço, no mercado negro.

Primeiramente, essa notícia me deixou altamente confuso. Como um detergente pode custar US$20,00? Fazendo uma conversão redonda, burra e rápida para Reais, isso significa pagar R$40,00 por um frasco de detergente!
Claro que conheço por "detergente" o produto que usamos para lavar louças... O que me deixou até irado: comprei um frasco - que me dura cerca de um mês, em casa - por R$1,30. Se eu precisasse pagar R$40,00 por um frasco de detergente para lavar louças, esperaria que o produto fosse tão bom e concentrado que me durasse pelo menos três anos!

Como, nesse momento, o meu pensamento racional interviu e me alertou que algo estava errado, - muito obrigado, querido cérebro - fui pesquisar o que era o tal do Tide, que estavam roubando.

Uma pesquisa rápida no Google e me deparei com a resposta: O Tide é um sabão líquido para lavar roupas. Confesso: "detergente" é um termo muito melhor para o produto do que "sabão líquido para lavar roupas". Mas o Tide não é um detergente qualquer: segundo relatos que li na internet, ele é O DETERGENTE. Tira todos os tipos de manchas como nenhum outro, não estraga as roupas, já vem com amaciante, deixa um cheiro ótimo nas roupas, é super econômico, concentrado, dispensa molhos, não precisa usar água quente ou morna e, ainda por cima, passou a ser vendido em galões de cinco litros.

Resumindo, é a pedra filosofal dos detergentes.

Sério, deu vontade de casar com um desses galões de detergente.

Aí, pensei comigo: porque essa marca não vem para o Brasil? Será que é só por causa do preço?
Mais uma pesquisada no pai Google de oxalá e a revelação foi concedida: o Tide já está no Brasil. Chegou aqui com o nome de "Ace".

Sim, esse detergente comum que tem até preço mais barato que os outros, nas prateleiras dos supermercados é, na verdade, o poderoso Tide!
Bem, ao menos deveria ser...
Lendo relatos, fiquei sabendo que, para poder manter o preço competitivo no mercado brasileiro, a Protected and Gamble decidiu trazer para o Brasil uma fórmula antiga do Tide. Sim, amigos. Se você comprar o Ace, em 2012, no Brasil, estará lavando roupas como se estivesse nos Estados Unidos em meados do século passado.

Lembro que faz pouco tempo - menos de 5 anos - que o Brasil passou a fazer parte do roteiro de lançamentos em primeira onda, de tecnologias. Faz menos de 10 anos, também, que participamos de lançamentos simultâneos de grandes produções do cinema...

Nosso país, amigos, é atrasado em tudo. Inclusive no acesso e abastecimento da vanguarda da cultura, ciência e tecnologia mundial. Importamos os vícios em comportamentos errados e atrasados, nos esquecendo de que o diferencial é conseguirmos criar a nova ordem, cobiçada por todos os demais.

Não sei quanto a vocês. Mas eu sonho com um Brasil líder mundial. Criador de tendências. E isso só depende você, de mim, de cada um de todos nós.







terça-feira, 20 de março de 2012

Concorrência Desleal

Você está a fim da garota mais linda da sala. - Quem nunca?

Ela é perfeita, maravilhosa e tem a tua idade. Tudo nela é perfeito, os cabelos, o cheiro, a conversa, o toque! Tudo te faz querer estar com ela o tempo inteiro!

Bate o sinal e você se apressa para sair do colégio com ela. No portão, vê o idiota, anos mais velho, em um carro vermelho, conversível. Vestindo jeans rasgado, camisa branca suja e uma jaqueta de couro preta. Quando menos nota, a sua musa está correndo para o lado dele.

Ela sorri, você morre por dentro.

Esse babaca tem tudo o que a sua paquera quer. Ele nem quer tanto ela. Mas... Ele a conquistou.
Não podemos saber o que ele fez para conseguir ser tudo o que ela quer. Talvez ele tenha matado, roubado, tenha se prostituído, se matado de tanto trabalhar ou, somente, ganho dos pais.

E não há o que tu possa fazer para tomar a frente. Ele é tão mais competitivo que você acaba desistindo do seu sonho.
O fato é que ele sabe que é mais do que qualquer outro e usa cada recurso que tem, para conquistar o que nem precisa.


Amigo, isso é concorrência desleal.


A China não é um país amigável. A China escraviza sua gigantesca população. Impede que conceitos, estudos e ideias de fora "contaminem" seus cidadãos. Sim, um chinês não sabe como vivem as pessoas, fora de seu país. O Governo da China bloqueia internet, censura mídia e catequiza os cidadãos em suas escolas.

Não o bastante, o povo chinês não pode enviar para o mundo o que acontece, no dia-a-dia. Tudo o que vemos da China são notícias que o Governo Chinês permite propagar. E o que imaginamos que acontece lá dentro.

Para que isso? Para que a população ache normal e até bom viver lá.
A China tem tantas pessoas que a mão de obra é desvalorizada ao máximo. Tem gente que trabalha por centavos ao dia. Tem gente que estuda em níveis de PHD's, para ganhar o mesmo que empacotadores, no Brasil. E esses chineses agradecem ao seu Deus, por conseguir ter um emprego. Por causa dessa formação, os produtos até detém alguma qualidade. Porém, o custo de produção na China é tão pequeno, que seus produtos acabam se tornando verdadeiras pechinchas.

Esses produtos bons e baratos não encontram problemas para entrar em outros mercados. E, mesmo com sobretaxas abusivas de proteção, os produtos chineses ainda são mais baratos.

Em pouco tempo, o produto nacional acaba não vendendo. Demite um, demite outro... O dinheiro do país acaba sendo gasto com alguma empresa que está na China. O custo operacional da venda fica no país. Mas o lucro vai para a China. Assim, o dinheiro acaba sumindo do país que importou o produto Chinês. As empresas que vendem o mesmo produto que o chinês acabam fechando, porque não conseguem mais vender. Multidões de pessoas desempregadas.

A China não manda no outro país. Mas sua política de exploração de sua população acaba se propagando.
Os cidadãos dos outros países acabam aceitando trabalhar por cada vez menos dinheiro. Afinal, todos temos que viver, não é?

E, quando finalmente o dinheiro já está na China e todas as empresas nacionais fecharam, o país torna-se refém dos produtos da China.

A China pode vender seus produtos por quanto quiser, pois só ela fabrica. Monopólio, entende?

Amigo, isso é concorrência desleal.

O que faz o nosso querido Brasil, nesse cenário?

Aumenta e mantém a maior carga tributária sobre agricultura, extração, indústrias, comércio e transportes. Não bastasse ser a mais cara, como o imposto é pago por atividade, não por produto, um mesmo item acumula impostos, desde sua matéria-prima até o consumo final.

Em média, o preço final de cada produto no Brasil é composto por 36% de impostos!
Se você compra alguma coisa de R$100,00, R$36,00 vão para o governo!

Como alguma empresa brasileira pode querer competir com uma empresa chinesa?

Bem, já que o Governo brasileiro nada faz para mudar esse cenário, resta, a nós, brasileiros que pagamos a conta e sofremos na carne, fazermos mais alguma coisa.

Sim. Você que já sofre com a política de juros mais altos que de agiotas russos ou italianos, praticada pelos nossos bancos. Você que paga toda a conta desse país sem serviço algum para a população. Você que não é rico porque tem que sustentar seus sócios do governo, que acham que o dinheiro que você paga não é de ninguém.

Você, que já faz tudo isso, deve fazer mais uma coisa: NÃO COMPRE PRODUTOS CHINESES!

Ajude-se. Gaste um pouco mais agora, para comprar um produto nacional. Mas, por favor, pare de comprar produtos chineses. Daqui a pouco, é o produto da sua empresa que vai sofrer concorrência com algum produto chinês. E o seu produto vai perder. Sua empresa vai passar dificuldades. Você será demitido não porque não sabe efetuar bem o seu trabalho mas porque tem algum chinês que aceitou fazer o mesmo, ganhando cinquenta centavos por dia! E, o pior, provavelmente você comprou algum produto que esse mesmo chinês explorado produziu.

O capitalismo só sobrevive se todas as pessoas (físicas, jurídicas e públicas) possuírem as mesmas regras e partirem do mesmo princípio. Do modo que está, daqui a alguns anos você receberá uma arma, com a missão de matar pelo menos 8 chineses, antes de morrer.



Gatos, Tudibão!

Por favor, por favor, por favor, por favooorrr!!!!


Cala a boca e pega o meu dinheiro!

Eu só estou secando, poxa!

Teu computador vai ficar novo em 15 minutinhos!

Por favor, por favor, por favor, por favooorrr!!!! 

Riariariaria Eu sou um MousePad e OH WAIT!

Não conta pra ninguém! Eu sou uma batata-frita!

Véi! Vem vê!

Mais pra trás... Mais pra trás...





Sabor de Infância!

Estudei o primeiro grau inteiro em colégio público.

Uma das coisas que me lembro dessa época era que os jovens eram mais fortes, do que os de hoje.

Explico.
Vi amigos com dores terríveis. De gemerem em sala de aula. Quase desmaiarem. Estômago, fígado, barriga...
Meninas com dores de cólicas e outros problemas de meninas... quase tendo um ataque ao meu lado.

Mas todos nós aguentávamos. Firmes. Impávidos. Nenhuma reclamação para os professores.

Porquê?

Porque, caso chegássemos a dizer que estávamos com dor - QUALQUER DOR - a professora nos mandava para a cozinha.

E o único remédio que existia, para qualquer coisa, era o Chá de Boldo.

Sinceramente, eu senti dor uma única vez, na escola. Queria ir pra casa. Mas aguentei. Era só lembrar que me dariam Chá de Boldo, que a dor nem parecia tão forte, assim. Era suportável, até. Na verdade, lembrando do gosto do Chá de Boldo, a dor nem era nada... Dor? Que dor? Era só manha! Hehehe! Nem tô sentindo nada!


Isso acontecia com todos.

O Chá de Boldo curava, só com a nossa lembrança do gosto daquele líquido entre o translúcido e o verde fraco.

Ontem, das 11:20 até as 16:30, eu senti tonturas, dores e até vertigens, no trabalho. Pena que só lembrei do Chá de Boldo quase no final do dia!

Sei lá o que deu em mim. Só sei que estava mal. Pensei no Chá de Boldo e, em pouco tempo, melhorei!

Agora, estou decidido: Vou comprar duas mudinhas e mantê-las. Uma em casa, outra no trabalho. Garantia de que qualquer dor que eu venha a ter seja curada, só com o poder da lembrança do gosto horrível do chá de Boldo!