quinta-feira, 21 de abril de 2011

Café, Lâmpadas e o Desenvolvimento Humano

Aproveitando o feriadão para colocar o blog em dia... Então vamos lá!

Uma das coisas que mais me intrigam é porquê somente agora, depois de mais de 10.000 anos de seres humanos "inteligentes" sobre a Terra, conseguimos alcançar o patamar que estamos.

Sei, ainda falta muito para alcançarmos todos os sonhos utópicos de harmonia, prosperidade, imortalidade, fraternidade e paz... mas, mesmo assim, nossa sociedade se desloca a velocidades supersônicas nessa direção.

Bem, pensando muito sobre o assunto, resumo o avanço humano a dois fatores: Café e Lâmpadas!

Lâmpadas:
Até o surgimento das lâmpadas, quem quisesse fazer algo à noite ou utilizava velas/lamparinas ou deveria ter uma visão no escuro muito boa.
Não preciso nem dizer que ler à luz de velas é um saco. Os olhos doem rapidamente, tão fraca é a luz. claro que isso poderia ser contornado com a utilização de muitas velas, tochas, lamparinas a óleo, etc... Mas cada novo ponto de luz só aumentava o perigo da atividade. Incêndios eram comuns em épocas passadas, e muitas cidades possuíam mais bombeiros do que policiais.

O advento da lâmpada elétrica trouxe uma solução eficiente e relativamente limpa para que a civilização humana pudesse ter um terceiro turno no dia com atividades laborais, educativas, de entretenimento ou simplesmente, descanso.

Importante frisar que certas atividades requerem um tempo extra de esforço. Certos feitos não atingem a qualidade que temos hoje se, em seu processo de produção, for interrompido. Por exemplo o aço: a capacidade de trabalhar a noite faz com que os fornos não sejam desligados. Como é mais barato manter a temperatura do que aquecer o forno, a produtividade aumenta, popularizando o produto.

Assim, essas horas a mais multiplicaram a capacidade do homem de desenvolver os seus ofícios, trazendo evoluções significativas.

Café:
Mas não adianta somente ter horas a mais. Nós somos animais. Instintos e química em carne, osso e sangue.
Complicado exigir que uma espécie - mesmo uma inteligente - consiga se desvencilhar de mais de 10.000 anos de costumes (como o de "ir dormir com as galinhas") para, em menos de 200 anos, passarmos a crises e colapsos de stress devido à correria do dia-a-dia.
Aqui entra o que eu creio que seja o combustível do nosso avanço: o café.

Ele sempre existiu. Porém, foi desde o século 18 que o costume de tomar café cresceu e se espalhou pelo mundo. Puro, com leite, especiarias, etc... o café substituiu chás e leite em milhões de lares.
Abaixo, um link excelente com as propriedades e benefícios do café:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422009000800031&script=sci_arttext

Só por aí já dá pra ver o que o café faz no organismo. O café em nada difere das drogas estimulantes que conhecemos: ele deixa-nos mais alerta, aumenta a atividade cerebral e vicia. O vício extremo chega a causar danos irreversíveis à saúde, principalmente sobre o sistema nervoso e gástrico.
Porém, diferentemente de drogas como a cocaína, o café não faz isso rapidamente e não altera nosso senso de certo e errado.

Quem me conhece sabe que, desde sempre, não tenho muito gosto pelo café. Mas, desde que entrei definitivamente na minha profissão (desenvolvedor), o hábito de tomar um cafézinho no início de cada turno tem se mostrado extremamente benéfico para a minha atenção, capacidade de concentração e raciocínio lógico.
Sinto-me quase como se tivesse uma espécie de "turbo" nos pensamentos, afastando totalmente qualquer sinal de cansaço, sono ou "moleza" no corpo.

Essas constatações que me fizeram estender os conceitos e chegar a crer que, não fosse o café e as lâmpadas, nossa sociedade ainda estaria em eras de trevas.

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