quinta-feira, 22 de maio de 2014

Infidelidade Anula União Estável

Ontem à noite eu fui surpreendido com essa notícia aqui:

Antes de mais nada, acho importante dizer que existem duas coisas que eu não sou:
1 - "Santo": 
Cara, eu já fiz coisas que vocês não viram nem em filmes de sacanagem. Aprendi desde cedo que quem come quieto, come duas vezes. Sempre fui uma criança e um adolescente precoce. Sempre tive amigos mais velhos. E eu sou uma pessoa que diz "sim" para as oportunidades que são colocadas à minha frente. Sempre que eu fico na dúvida se devo ou não fazer alguma coisa, eu experimento. Pelo menos uma vez. E isso já me colocou em experiências um tanto... complicadas. E em diversas áreas da minha vida.
"A vida é o exercício que se faz"... E eu forço os meus limites constantemente.

2 - Religioso:
A religião serve para prover respostas que estão além da capacidade intelectual de cada pessoa. Quando você chega no limite da sua capacidade de compreender as coisas, você invoca o divino e estabelece que, a partir daquele teu primeiro ponto de incompreensão, é Deus quem opera. Então, quando estamos velhos e não sabemos o que vai acontecer depois da nossa morte, nos sentimos reconfortados com explicações religiosas sobre o pós-vida. Quando nossa mente se inquieta com as questões básicas "quando surgiu a vida" ou "porque estamos aqui", e não conseguimos responder com certeza, invocamos Deus para criar o Universo e determinar um propósito para nossa existência.
Por isso eu não sou religioso. Porque eu sei que sou muito imaginativo. Se eu me deixar perder em devaneios e histórias, eu mergulharia de cabeça e jamais sairia desse mundo de fantasias. Aprendi a lidar só com o que é concreto. Especulo para levantar questões, mas só aceito respostas que passaram por testes.

Achei importante falar desses dois pontos antes de comentar a matéria, porque eu vou falar sobre a família. E a sua real importância para a nossa sociedade.

Por um lado eu sou um liberal. Praticamente um anarquista utópico. Eu sei o que eu faço da minha vida. E faço tudo com extrema responsabilidade e com cuidado para não prejudicar a vida de mais ninguém. Eu simplesmente não admito que alguém dirija a palavra para me dizer o que eu devo ou não devo fazer. Pior ainda quando alguém quer me dizer o que eu posso ou não posso fazer...

Eu acho que todas as pessoas do mundo deveriam ser habilitadas para saberem lidar da melhor forma possível e sozinhas com cada situação que for posta à sua frente. Eu acho ridículo que uma pessoa precise que outras pessoas determinem o que é lícito e o que é ilícito fazer. A ciência, a lógica e os bons costumes já são um grupo muito bem consolidado de ferramentas. E quando essas ferramentas são bem usadas, você não precisa de nenhuma constituição, código legal, lei orgânica, regimentos, estatutos, regulações, normas ou diretrizes para conduzir a sua vida.

Quando você sabe dos seus deveres e os cumpre corretamente, você está dando liberdade para todas as pessoas à sua volta. E, quando você oferece toda esse respeito e dedicação aos demais, eles se sentem moralmente obrigados a te devolver esse presente.

Sim, você é obrigado. Mas - é sempre bom lembrar - há uma grande diferença entre ser obrigado a fazer algo pela sua própria consciência, e ser obrigado por leis que terceiros escrevem.

Mas a palavra-chave da última ideia é "habilitada". Cada pessoa deve receber um "treinamento". Uma aula de como ter uma boa consciência. Como formar uma boa moral. Cada pessoa deve tomar contato com os melhores valores que a sociedade já cultivou. As pessoas precisam aprender a ser pessoas. E o quanto antes, em suas vidas. De preferência, desde o primeiro momento de vida.

E é aí que entra a importância da família. Porque é a mãe e o pai quem conhecem a pessoa desde os primeiros momentos de vida. Nossos filhotes são completamente dependentes nos primeiros anos de vida. Naturalmente os bebês precisam dos pais para comerem, beberem, manterem-se limpos, protegidos das intempéries e seguros de ameaças. Mas nossa civilização cresceu demais. E, hoje, os bebês precisam de mais do que o atendimento às necessidades fisiológicas. Nossas crias precisam de conversas. De preparação. De alguém que, com toda a boa vontade do mundo, aponte os caminhos mais curtos. Avise dos perigos. Indique aonde estão as armadilhas da malícia.

Eu mesmo sou um filho de pais separados, egocêntricos, egoístas, emocionalmente infantis e que pouco se importaram com o meu desenvolvimento pleno, enquanto pessoa. Mal me ofereceram o básico exigido por lei, suficiente para não serem acusados de maus tratos contra um incapaz.
E eu mesmo posso te dizer que é difícil a vida de quem não tem uma estrutura familiar para auxiliar. 

Eu vejo muitas pessoas simplesmente ouvindo seus hormônios, na hora de ter um filho. Têm "porque sim" ou "porque está na hora". Tenho 31 anos e já escutei meninas da minha idade dizendo que "têm que se apressar para ter um filho logo"! Como se fossem à uma loja, escolhessem um produto em uma prateleira e o levassem para colocar em alguma estante da casa.

É nesse ponto que eu concordo com as religiões que pregam a importância da família. Não do modo estúpido que essas religiões pregam. Mesmo concordando com a ideia, jamais repetirei os argumentos falhos das religiões.
O que acontece é que as famílias são o primeiro ponto de contato de cada ser humano com o mundo social... Ou pelo menos deveria ser. E eu já expus aqui a minha ideia de que "quem fala primeiro algo, disse a verdade... o segundo que se esforce para provar que não está errado". Temos a propensão a acreditar na primeira versão dita sobre qualquer coisa. Mesmo que essa versão seja mentira. Então, quando recebemos uma segunda versão, mesmo que seja a correta ou só mais plausível, temos a inclinação a duvidar do novo ponto de vista. Defendemos intuitivamente a primeira ideia posta nas nossas cabeças. Inquerimos a segunda ideia, fazendo um verdadeiro interrogatório. Buscamos por incongruências da segunda ideia que não testamos na primeira.
E como a família geralmente apresenta a primeira onda de ideias que inundarão a cabeça da pessoa, saber montar uma família é, talvez, a coisa mais importante para a nossa sociedade, como um todo.

Os pais precisam alinhavar as suas conversas. Precisam de paciência e convivência um com o outro, para criarem uma relação de harmonia. Uma relação aonde dois mundos inteiros, de duas outras famílias, se colidam suavemente e consigam se misturar de modo homogêneo. Ideias devem ser comparadas, confrontadas, evoluídas e aceitas pelos dois. Métodos de fazer as coisas devem ser criados em comum acordo. O casal é o primórdio da família e, por isso, devem ter uma vida realmente harmoniosa entre si. Se o casal não está bem, a família não estará bem.

Uma vez o casal estando bem, estes podem decidir por gerarem ou adotarem filhos.

Parêntese necessário: Eu acredito que a maioria esmagadora dos auto-proclamados homossexuais sejam modinhas, hoje em dia. Mas eu já li o suficiente para saber que, sim, existem casos de má formação do feto. Casos em que diferentes áreas do corpo recebem quantidades diferentes de hormônios masculinos e femininos, durante a gestação. Casos, estes, que geram pessoas com um sexo na cabeça e outro no meio das pernas. Homossexuais biológicos, reais. Bem diferentes dos homossexuais sociais/comportamentais, que só estão "curtindo sua indecisão" e "surfando hype" de uma sociedade que está aceitando mais o homossexualismo do que em tempos passados.
Nesses casos, eu condeno veementemente que "gays modinha" queiram constituir famílias. Passa o tesão, passa a fase de beijar pessoas do mesmo sexo, a vida "entra nos eixos", os hormônios reais falam mais alto e a família se desfaz.
Mas eu apoio completamente que "gays reais" queiram adotar crianças. Pessoas com certeza de seus atos, com responsabilidade em suas decisões, em dia com seus deveres e com muito amor e respeito para criar uma nova geração, têm mais é que educar novas pessoas para o mundo, mesmo.

Deste modo, acho que deixei claro o quanto uma família é algo importante. Algo que deve ser muito bem pensado, antes de ser iniciado. E deve ser muito bem pensado antes de iniciar, porque, depois de iniciado, um casamento e uma família não deveriam poder terminar. Tudo deveria ser feito para que o relacionamento fosse mantido.

Eu posso escutar os argumentos das pessoas que eram contra o divórcio, lá na metade do século passado. Pessoas que diziam que o mundo terminaria em um gigantes bacanal, quando as pessoas pudessem casar, descasar, sair hoje com uma pessoa, amanhã com outra... Criar uma família aqui, outra família ali... Sem o núcleo familiar, as crianças não receberiam educação, não teriam parâmetros a seguir. E, degeneradas, essas crianças seriam rebeldes em seu mundo. E crianças sem instrução teriam seus próprios filhos... E nenhum valor para lhes passar.
Parece bem o mundo de hoje, não é? Umas poucas famílias resistindo bravamente. Educando seus filhos a todo custo... Contra uma multidão de acéfalos que não param de colocar gente no mundo de modo irresponsável.

Nesse panorama todo, nem preciso falar o quanto a monogamia é importante. Quando amamos, queremos toda a atenção e tempo da outra pessoa para nós. Queremos aproveitar ao máximo cada momento com o outro. Não cogitamos dividir a atenção... Imagine o afeto de quem gostamos!
Os piores crimes são cometidos na presença do ciúmes...

Eu adorei a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Colocou um pouco de ordem nessa bagunça que são os relacionamentos amorosos, hoje em dia. Essa história de qualquer beijinho que tu der já se configurar em união estável já era difícil de engolir. Agora uma amante requerer reconhecimento de união estável?

Desculpe, amigo, mas eu concordo com os juízes: traição anula, sim, a união estável. Se entrou a putaria na jogada, é porque não é uma família. É um jogo de solteiros sem responsabilidades uns para com os outros.

Vocês quiseram a liberdade de farrear com quem quisessem. Agora tenham a decência de cumprirem os deveres necessários e arcarem com as consequências.