segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Solução Educação

Por diversas vezes eu falei aqui que acredito que a falta de educação seja o problema-raiz do nosso país.

Mas nunca relacionei, em um mesmo texto, todos os problemas que surgem com a falta de educação, todas as soluções que eu acredito que uma educação de qualidade trará para o nosso país e, por fim, os passos necessários para que a educação se transforme dessa ~coisa~ a que submetemos nossas crianças e nossos jovens, para um sistema que realmente forme pessoas que podemos chamar de cidadãos.

Quero iniciar lembrando que brasileiro é bicho. Bicho do mato. Animal selvagem. Daqueles que devem ser mantidos em gaiolas, com plaquinhas de "não alimente" e de "cuidado, animal anti-social". Mas é importante lembrar que isso não é característica única dos brasileiros. O ser humano ainda não é evoluído o suficiente para nascer sabendo se portar com o mínimo de civilidade. Há uma música que diz que "...ainda somos os mesmos, e vivemos como nossos pais...", que está parcialmente correta: ainda somos como o primeiro exemplar de ser humano, aquela mutação medonha que surgiu de uma macaca qualquer...
Nossos pensamentos ainda são primais. Nós evoluímos nossa sociedade, moldamos nosso mundo, desbravamos e povoamos cada pedaço desse planeta e estamos pensando em como passar a povoar outros astros... Mas ainda lutamos até a morte por medo de fome ou sede. Nós pensamos que somos muito refinados e evoluídos, mas isso é mentira. O conjunto da nossa obra é refinado e evoluído. Nós somos apenas pequenos macacos sem pelo, daqueles que cagam na mão para atirar a merda nos outros...

No filme MIB, o agente K diz que "...uma pessoa é inteligente, mas o povo é burro..." e eu concordo com ele. Nossas decisões sociais são sempre as piores possíveis. Ali, em grupo, conseguimos ver toda a falta de discernimento do ser humano. Tomamos partidos por afinidades sociais ainda não mapeadas, oriundas do nosso sombrio aspecto animalesco. Lutamos para sermos os mais "populares". E, se não conseguimos, seguimos os mais "populares", mesmo sem concordarmos com eles... Só para fazermos "parte do grupo".

O segredo da nossa evolução está, justamente, naquelas pessoas que compreendem que nem todo ser humano é inteligente. Aliás, são tão poucos os humanos realmente inteligentes, que podemos afirmar categoricamente que a espécie, estatisticamente, é burra. Esses poucos exemplares inteligentes fazem uma coisa que os demais não compreendem: interessam-se por uma área, leem tudo o que já foi escrito sobre o assunto e passam a pensar a partir do ponto final.

Esse é o segredo de você - que não tem a MENOR IDEIA de como funciona um computador - poder estar lendo esse texto... Alguém se interessou pelos trovões. Alguém estudou as propriedades dos raios. Alguém imaginou as leis de criação, conservação e utilização de energia. Benjamin Franklin, Tesla Edison, entre tantos outros ilustres desconhecidos, que colocaram seus nomes nos rodapés da história, ao estudarem e formarem todo o conhecimento que temos sobre a área elétrica. Daí, foi um pulo para que outras pessoas inventassem modos de controlar a eletricidade, criando a eletrônica. Com mais e mais material a respeito, pessoas passaram a unir componentes eletrônicos e, assim, criaram equipamentos e mais equipamentos. O refinamento da eletrônica criou a informática. Ramo onde foram criados inúmeros componentes que, combinados, formam o computador, notebook, tablet ou celular que você está usando.

Ninguém criou nada "do zero". Não há tempo disponível em uma única vida humana para que alguém contemple, estude, inove, crie o protótipo, teste, ajuste, crie a linha de produção, venda e administre alguma coisa.

Assim sendo, somos, todos, meras peças na evolução do conhecimento humano. E o conhecimento humano descobriu no Capitalismo uma apoio fantástico para ser alavancado. Digamos que o capitalismo está para o conhecimento humano, assim como um turbo está para o motor de um carro. Sem o capitalismo, o conhecimento humano se desenvolveria em seu ritmo normal. Mas, com o capitalismo, o conhecimento humano ganha direcionamento e urgência. As tendências do consumismo e demandas dos negócios exigem que todas as áreas do conhecimento sejam pesquisadas. Desde a produção de alimentos, passando por engenharias, ciências até o refinamento de sistemas de informação específicos: hoje, o mundo capitalista exige a perfeição em cada ação. E essa perfeição só pode ser alcançada através do estudo pleno de cada atividade.

O Estado que não consegue acompanhar essa demanda por conhecimento, pára no tempo. E isso é ultra-perigoso. Porque o tempo é nosso bem mais valioso. Tão valioso que não há ouro, pedra preciosa ou qualquer outro recurso que possa equivaler o seu preço em tempo. A morte e os prazos (chamados de "fatais" não por acaso) não negociam suas visitas. Eles chegam, pegam o que desejam (sua vida, minha vida, a vida da organização, a oportunidade de uma vida, etc...) e vão embora. 

Tudo o que podemos fazer é tentarmos estar preparados para esse momento.

E aí está o papel da educação, amigo. A educação é a entidade que cuida do foco do conhecimento que demanda mais atenção e garante que as pessoas interessadas recebam todo o recurso disponível na área que desejam, para que cada indivíduo não perca o seu precioso... tempo!

Aliás, nos países sérios, aqueles "de verdade", a educação é tratada exatamente dessa forma. De acordo com as demandas do capitalismo, os colégios já vão disponibilizando os ramos do conhecimento humano para as crianças. E, quando as crianças veem na escola o reflexo do mundo "lá fora", elas se interessam mais. Quando estas crianças chegam à adolescência, elas já têm gosto por estarem em sala de aula, pois notam que, ali, receberão todo o conteúdo necessário para terem uma vida plena.

Isso se chama perspectiva.
Você primeiro descobre a demanda. Depois você corre atrás da ferramenta e de como utilizá-la. Depois, olha para o mundo real, já sabendo que vão precisar da sua habilidade. Que pessoas te pagarão dinheiro por saber usar (bem) àquela ferramenta.

Quem tem perspectiva não deixa a escola. Não cai em drogas. Não vira marginal.
Quem tem perspectiva acaba estudando mais e mais. Acaba gostando do que faz. Acaba ganhando muito por saber fazer algo. Acaba orgulhoso de si próprio, com senso de realização pleno. Acaba escrevendo teses de como usar a ferramenta. Acaba adicionando seu conhecimento ao conhecimento humano. Acaba se tornando imortal, por isso.

E é aí que a escola brasileira peca.

Nossa escola não tem esse pensamento capitalista. Pergunte para qualquer um desses pseudo-educadores o que eles acham do assunto. Pouquíssimos estarão alinhados com este pensamento.
Muito pelo contrário, os pedagogos brasileiros gostam de brincar de "Karatê Kid" nas escolas: Tal qual o Mr Miyagi, não relacionam seus ensinamentos com a prática. Em um primeiro momento, ficam ensinando coisas aparentemente inúteis, tal qual o Mr Miyagi mandava "polir o carro", "lixar o chão" ou "pintar a cerca"... Só que nunca mostram a aplicação destes treinamentos cegos!

E, o pior: às vezes, na vida adulta, nós até precisamos desses conhecimentos. Mas eles são ensinados de uma forma tão abstrata, que nós sequer notamos que é aquele ensinamento da fórmula de Báskara que precisamos utilizar, para completarmos nosso trabalho e ganharmos mais dinheiro!

Estúpido, estúpido, estúpido!

Eu acredito que as duas primeiras séries do ensino fundamental são as únicas corretas, em nosso currículo. Isso porque todos precisamos saber ler, escrever e fazer as contas básicas. Aliás, é tão básico, que eu acho que, se tem que ter alguma mudança, seria a de tirar todo o resto inútil do currículo desses dois anos, e focar em novos métodos de ensinar essas matérias básicas. 
Mas, depois disso...

Amigo, o brasileiro é um povo que sequer sabe andar na rua. Não sabem suas leis. Não sabemos nem a qual polícia devemos chamar, em cada ocasião. É um tal de guarda privado, guarda municipal, polícia civil, polícia militar... Cada um com um "termo circunstanciado" ou "boletim de ocorrência"... 
Nossas leis são tão obscuras, que muitos de nós incorrem em infrações ou delitos sem nem sabermos que o fizemos!
Isso é básico, isso deveria ser ensinado desde cedo. "Gente" de 10 anos já deveria saber se portar nas ruas. Saber que não se joga lixo no chão. Saber atravessar na faixa, dar lugar aos mais velhos, dizer "por favor", "com licença" e coisas do tipo... E, no nosso mundo corrido, com pais que já não tiveram educação, infelizmente não há como cobrar isso de todas as famílias.

Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil, já, novamente nas escolas. Mas, por favor, não seja estúpido ao ler isso: Essas duas matérias precisam ser (constantemente) atualizadas, para que a escola forme uma geração que tenha o mínimo de respeito uns pelos outros e pelo Brasil.

Em um segundo momento, a partir da terceira série eu acredito que as escolas já devam começar a aplicar testes de vocação em nossas crianças. Ali, perto dos dez anos, já temos como descobrir quais as preferências das crianças. E, assim, podemos orientar seus currículos para que se aprofundem nas matérias que têm mais vocação e só tomem conhecimento das demais matérias.
Sempre partindo da prática, para a teoria.
(Dica: notem os desenhos livres das crianças. Ali já tem muita coisa o que se trabalhar. Desenhos de carros, prédios e pontes já podem mostrar futuros engenheiros...)
Dessa forma, uma criança que gosta de matemática não precisa ser torturada com obrigatoriedade de boas notas em história ou geografia, por exemplo. Assim, sobra mais tempo livre para que a criança se foque no que mais gosta, apresentando resultados práticos mais rapidamente.
Imagine, por um instante, quantos excelentes atletas o Brasil já perdeu, porque a criança estava estudando alguma teoria abstrata, ao invés de estar treinando forte - relacionando seus desempenhos e treinos com história, estatística, geografia, etc... A copa e as olimpíadas estão aí, novamente...

E não se engane: são os resultados práticos que motivam as pessoas. Ainda mais para as crianças, que não têm noção de tempo, tal qual os adultos.

Feiras, concursos, batalhas de tecnologias, campeonatos diversos...

A orientação prática seria criar um grande colégio multidisciplinar em locais remotos e, em grandes centros, criar "escolas-por-assunto". Assim, um grande colégio da cidade reuniria professores de português, outro colégio reuniria os de matemática, outro reuniria os de história e assim consecutivamente.
As crianças frequentariam as aulas de acordo com seus currículos orientados. Sairiam naturalmente do terceirão para uma faculdade, de acordo com sua preferência.

Aí sim entraria o conceito de que "fazendo o que você gosta, você trabalha com mais prazer". 
Eu gosto de tocar música. Mas, por muito tempo, fui obrigado a fazer outras atividades e não me dediquei aos instrumentos de minha predileção ou, sequer, em como trabalhar em uma gravadora... E nem sempre tive o incentivo correto para essas atividades.
Eu também gosto de Arquitetura. Matemática, Física, História... E, novamente, nunca tive o apoio correto para chegar a este ramo...
Também sou um bom goleiro de futsal e um meia de futebol de campo razoável. Poderia estar defendendo um clube por aí... Mas, novamente...
Sinceramente, caí na área de TI por acaso. Tomei gosto por essa área mais por poder arquitetar e construir coisas bonitas e que facilitam a vida das pessoas, do que por causa da tecnologia, em si. Na verdade, até hoje estou "brincando de arquiteto" dentro de empresas de TI...

Isso sem falar nas habilidades que sabemos que temos, mas que sua execução não nos satisfazem. Acho que todos temos isso, né? Algo em que somos bons, mas não gostamos de fazer. Eu, por exemplo, tenho boa didática. Ás vezes não sei o conteúdo nem para mim mesmo. Mas, geralmente, consigo explicar os temas para outras pessoas, de modo que elas entendem...
Imaginem escolas trazendo esses talentos do limbo em que os colocamos, para uma evidência que nos dão imenso prazer?

E, é claro, ainda existem aqueles nossos talentos que sequer sabíamos que tínhamos. Talentos que podem ser descobertos, incentivados e que podem trazer mais benefícios para todos até do que os que imaginávamos que seríamos realmente especiais.

Tudo isso passando por um esquema real de monitoramento dos alunos. Onde os melhores alunos em cada matéria fossem desafiados com novos conhecimentos à sua altura, em vez de serem desmotivados a estarem em sala de aula, torturados pela obrigação de esperar o ritmo lento dos colegas que não têm vocação para sua área...

Entenda: o que eu estou propondo não é que os gênios sejam separados dos imbecis. Aliás, sequer estou propondo que hajam imbecis em sala de aula! Já é mais do que comprovada a capacidade de alunos antes tidos como "especiais". Alunos autistas, com síndromes (como a de Down) e até mesmo os que possuem danos sérios comprovados, se mostram muito proficientes em áreas que gostam. Basta lhes darmos os meios necessários para que possam se desenvolver.

Na verdade, se há algum "imbecil" nas escolas, é o pensamento comunista de que a turma inteira deve seguir o mesmo currículo. Esse método nivela o aprendizado por baixo, sempre. Isso porque a turma sempre espera pela assimilação de conteúdo do aluno mais lento. E isso é relativo, pois, em uma mesma sala, um aluno que goste de português e detesta matemática pode ser colega de outro aluno que adora matemática e odeia português. Esse caso - comum - faz com que a aprendizagem do aluno que gosta de português se dê no ritmo do aluno que odeia português. E o mesmo aconteça na aula de matemática!
Então, ao invés de termos um aluno de destaque em cada uma das duas matérias, temos dois alunos que não aprendem tanto quanto queriam em suas áreas e, ao mesmo tempo, impedem o outro de aprender mais do que gosta! O desestímulo é dobrado: Além de não aprender mais do que gosta, cada aluno é forçado a aprender o que não utilizará em sua vida profissional!

Imagine, por um instante, um nerd com real vocação para computadores e engenharias, tendo que repetir a quinta ou sexta série porque não passou em geografia, artes, religião (WTF!!!) ou Educação Física!

Eu acredito que as primeiras séries devem servir para orientar o estudante. Depois, conforme o aluno vai avançando nas séries, as matérias que não fazem parte de sua orientação vão perdendo o peso e tempo em seu currículo. Elas continuarão ali. Mas o aluno terá menos aulas daquela matéria, aprendendo apenas mais o geral delas. Com o tempo, essas matérias passarão de obrigatórias (média sete para passar) para demonstrativas (passar com média cinco, por exemplo), até desaparecerem do currículo do aluno, nas séries finais.

Assim, cada aluno terá mais tempo de contato com a matéria que mais gosta, mas ainda terá algum contato com outras áreas. Caso queira mudar de orientação, ainda poderá fazer aulas de reforço e readaptar seu currículo. Nem que esse aluno tenha que ter mais um ou dois anos de estudos, para conseguir reordenar seu currículo pessoal.

"Mas Arthur!!! É muito bonita a tua ideia, mas isso vai custar um dinheirão! Como é que vamos controlar o currículo de cada aluno???"

Eu faço TI. Tá ligado? Não sabem como fazer, coloquem um pedagogo bem intencionado, alinhado com essa ideia, do meu lado e eu mesmo faço esse programa. Com meia dúzia de estagiários à disposição, acredito que fica pronto em menos de um ano... Sistema JAVA Web, onde as avaliações de vocação dos alunos podem gerar os currículos automaticamente. E esse currículo pode ser alterado manualmente, de acordo com a necessidade.

E, sim, custará muita grana implementar todo o sistema na prática. Porque deverão existir aulas de eletrônica, elétrica, mecânica, culinária, informática, psicologia, poesia, música, educação física, etc, etc, etc... Espalhados por todo Brasil. Disponíveis para nossos jovens. Equipamentos sempre atualizados. De preferência, equipamentos sempre novos a cada semestre. 
E digo mais: quanto melhor for o jovem, este deve ser transferido para as melhores e mais bem equipadas escolas. Assim sendo, alojamentos por todo Brasil deverão ser construídos para abrigarem os jovens em trânsito, para estudo.
Professores especializados serão demandados. E, é claro, quanto maior a especialização do indivíduo, maior o salário para o professor. Isso é capitalismo básico: porque alguém iria doar seu tempo e conhecimento a outros se, ao utilizá-lo diretamente no mercado, ganha mais? Simples: não iria! É o que acontece hoje, no Brasil. Os salários de professores são tão baixos que só quem AMA MUITO a profissão ou mortos-de-fome assumem os cargos...

Sim. Disse mesmo. Não concorda? Veja o nível das aulas e dos alunos que saem dos colégios, primeiro. Depois venha me dizer que a maioria dos professores não são mortos-de-fome, verdadeiros paraquedistas que caíram nessa profissão porque acham bom receber um salário de R$800,00 por uma jornada dupla!

Com professores tão medíocres, currículo nacional tão defasado e infra-estrutura precária, não é nenhuma surpresa que os alunos evadam a escola. Conteúdo abstrato e atrasado demais, passado por pessoas desmotivadas em ambientes decrépitos?
Você gostaria de estar em um lugar desses?

Você não preferiria estar em um lugar que ensinasse o que você precisa para encarar o mundo aí fora, por pessoas que incitam a curiosidade, utilizando materiais que realmente matam essa curiosidade aplicada e em estabelecimentos realmente dignos?
Nesse lugar dá vontade de estar, né?

Eu acredito que o erro nesse modelo seria mínimo. Poderíamos garantir um "currículo padrão" para os alunos que demorarem (ou demorarmos) para definir sua vocação. Um modelo com apresentação maior de oportunidades e carreiras. Mas sempre invertendo o modelo "comunista-Mr-Miyagi": Primeiro mostra-se a necessidade de aprender algo, depois mostra-se o conteúdo.

E de onde virá todo esse dinheiro???

Da seriedade. Da urgência. E, principalmente, da capacidade de mobilização em prol da honestidade.

Nosso Estado tem o dever de prover educação. Eu acho isso uma bobagem. Acho que poderíamos deixar de pagar compulsoriamente por esse serviço (que não usamos a vida inteira...) e entregá-lo completamente à iniciativa privada. Nesse caso, as empresas de educação teriam vínculo cliente-comerciante, estando sujeitas ao estatuto do consumidor. Diferentemente dos nossos serviços públicos, aos quais pagamos os olhos da cara MAIS o cu da bunda, não recebemos serviços em troca (sim, não recebemos, porque o que nos "dão" em troca é menos do que ridículo) e ainda não temos NENHUM mecanismo que nos proteja legalmente desse abuso.

Portanto, se formos manter essa estrutura de Estado-mãe-que-dá-comida-na-boca-e-põe-pra-dormir-com-beijinho-na-testa, é necessária a seriedade por parte dos governantes. Que olhem para a educação com a importância que ela merece.
E isso para ontem. Porque já perdemos umas três ou quatro gerações de brasileiros nessa "brincadeira". Cara, são pelo menos oitenta milhões de pessoas, cujos destinos, conhecimentos e habilidades foram jogados no lixo! Ou pior. Essa mudança já era para ontem. Já estamos atrasados.
Como não podemos contar com a honestidade das pessoas que estão no poder, temos que exigi-la. A força, se preciso. Porra, são SEUS filhos que serão torturados. Assim como VOCÊ, seus FILHOS E NETOS terão suas vidas e sonhos tolhidos. A humanidade já ficou sem a SUA contribuição para o nosso conhecimento. Provavelmente, ficaremos sem a contribuição DO SEU FILHO e do seu NETO, também...

E, se conseguirmos instituir uma educação capitalista, livre desse pensamento "comunista-Mr-Miyagi", já começaremos com uma geração que saberá se comportar nas ruas.
E isso já é algo memorável. Chega de animais no trânsito. Tanto dos animais ao volante quanto dos motoqueiros e ciclistas retardados, que acham que podem andar entre os carros como se nada estivesse acontecendo... Passando por motoristas de caminhões e ônibus até os pedestres-suicidas, que atravessam em qualquer lugar, em qualquer momento...
Sabermos nossos direitos desde criancinha já faria com que mais mulheres agredidas passassem a denunciar seus maridos agressores... Talvez começando até mesmo pela educação dos meninos, que saberiam que seriam presos por isso...
Menos lojistas fariam negócios que prejudicassem os consumidores. Mais consumidores saberiam seus direitos e os exigiriam...
Nossos políticos seriam melhores (afinal de contas, eles saem do nosso povo, né?) e votaríamos melhor.
Respeitaríamos áreas públicas, de convívio em comunidade e saberíamos nos comportar em condomínios.

Pessoas aprendendo com prazer o que gostam, vendo o aspecto prático do conhecimento, teriam perspectivas senão de "emprego", de criar seu próprio negócio. E, assim, teriam acesso à uma vida digna, longe de drogas e marginalidade.

Nosso nível cultural aumentaria, nos livrando de "músicas" como esses funks cariocas ou pagodes, ambos depravados demais para passarem antes da meia-noite em rádio ou televisão...

Nosso nível econômico aumentaria, conforme mais e mais pessoas fossem descobrindo tecnologias e as utilizando em seus negócios. Um processo lento, eu sei. Coisa para começar a investir pesado hoje e só perceber o retorno dentro de uns 20 ou 30 anos.

E a roda se realimentaria: a cada nova descoberta nossa, mais dinheiro entraria, para podermos contratar mais e mais bons profissionais. Pedagogos constantemente se perguntando "qual nova área do conhecimento merece ser disponibilizada aos nossos adolescentes?" Constantemente em contato com profissionais especializados, prontos para olhar o futuro ali, daqui a cinco anos, e o trazerem para o dia de hoje.

Não estou dizendo que é fácil. Sequer estou dizendo que esta é a solução correta ou que seja a definitiva. Mesmo porque, se você olhar, só apresentei e defendi os pontos gerais da minha "solução para a educação". 
Mas, de qualquer forma, nossa educação é o ponto fraco do nosso país. É algo que temos - muito - que melhorar, para que possamos evoluir enquanto nação, se quisermos realmente alçarmos à posição de potência algum dia...