terça-feira, 28 de maio de 2013

Plate Armour + Battle Horse = 2000 Car!

Outro dia eu vi um destes micro-carros (o da Mercedez) andando pelo centro de Novo Hamburgo. A piadinha do "veste e sai andando" veio imediatamente à minha mente.

E, nesse momento, o pensamento divergente fez a teia de ligações entre vários assuntos. Sinapses se formaram entre neurônios que eu jamais imaginei que conseguiriam se inter-relacionar. Obrigado química cerebral diferente de todas as outras pessoas que eu conheço, neste mundo.

Lembrei, eu dos tempos medievais. Das eras mais obscuras da humanidade. Onde as pessoas saíam de casa com espadas em suas cinturas, vestidas com armaduras de malha, couro, aros de metal ou, até mesmo, placas de ferro.
Os mais abastados cobriam totalmente seus cavalos com placas e mais placas de metal. Então se sentiam seguros para sair às ruas.

Reserve essa imagem nefasta.

Hoje em dia, é inegável que temos medo de andar nas ruas das cidades grandes.
Sair a pé - em qualquer hora do dia - já pode se configurar em ser vítima de furtos, sequestros, arrastões ou assaltos à mão armada, mesmo. Correndo grande risco de ser morto por um mísero par de tênis ou menos.
Isso sem falar em toda sorte de "acidente" que pode acontecer. Empilham-se casos de atropelamentos. Tanto fora como dentro de faixas de pedestre, com o sinal aberto ou fechado... até mesmo sobre calçadas...
Aliás, se for ver bem, até mesmo motos e bicicletas - improváveis veículos causadores de atropelamentos - hoje em dia são perigosos. Ciclistas nunca sabem onde devem pedalar. Mesmo quando eles têm ciclovias, insistem em andar sobre calçadas, na estrada em meio aos carros, na contramão, etc... Não basta "olhar para os dois lados", hoje em dia. Deves olhar para TODOS os lados! Inclusive no espaço entre as pistas de rolagem. Lugar onde NINGUÉM deveria trafegar, mas que é usado de modo errado por motoqueiros para "ganhar tempo" no trânsito... 

Andar a pé é arriscado demais. Nossas cidades estão, todas, configuradas única e exclusivamente para nos locomovermos através de veículos.

Então, qual é o desejo de cada brasileiro?

O de comprar um carro. 

Agora, analise o que é o carro, em última instância: um objeto metálico com visores (vidros) em que você entra para se sentir protegido durante sua locomoção...

Cara, aquele micro-carrinho da Mercedez me fez notar que, hoje em dia, utilizamos nossos carros como armaduras, para nos defender da selvageria medieval que é o nosso trânsito.

Eu tenho medo. Muito medo. Porque só estamos refinando os objetos, mas eles são sempre os mesmo, para as mesmas finalidades. Nosso pensamento não evolui: só ganha curvas mais aerodinâmicas, mesmo...