segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Solução para o Oriente Médio? "Hamás" teremos!

Amigos, vou tocar em um tema bem polêmico, aqui. Um tema que eu, infelizmente não terei como dar um "Ponto Final". Mesmo porque, eu não sou nenhum especialista no assunto. Aliás, acho que, hoje, ninguém é completamente qualificado para falar sobre, no mundo.

Vocês tem acompanhado as ações militares na faixa de Gaza?
Vocês se informam sobre qual é o problema no Oriente Médio?


Bem, se alguém souber exatamente o início do fio da meada, já vou cortar o teu barato agora mesmo: não é aí. Sim, estou afirmando que você não sabe. Eu não sei. Professores não sabem. Historiadores não sabem. Líderes mundiais não sabem. Ninguém sabe porque essa luta toda começou.


Mesmo porque, se formos realmente buscar o início, temos relatos da diáspora judia, milênios antes de Cristo. Um povo inteiro que simplesmente deixou o Oriente Médio. Espalharam-se pelo mundo. Infiltraram-se em outros povo, culturas e países.
Porque da diáspora? Ah! Algum desígnio divino, encobrindo o real motivo. Afinal, é isso que a religião faz de melhor: prover uma explicação incontestável para os atos humanos.

Depois disso, o Oriente Médio sempre foi um lugar visado. Inclusive, entre o ano 800 e o ano 1000 (aproximadamente), Bagdad foi o centro intelectual e financeiro do mundo, tal qual Nova Iorque é, hoje.
Então, por volta do ano 1000 D.C., a religião muçulmana sofreu uma expansão imensa de fiéis. E, obviamente, os "mouros" passaram a dominar o Oriente Médio, o que incluía Jerusalém.


As Cruzadas ocorreram. Uma agressão motivada oficialmente por fanatismo religioso. Mas são facilmente reconhecidos outros fatores motivacionais para os ataques. Economia feudal em crise, necessidade de expansão de mercados, rotas comerciais e, é claro, toda sorte de teorias conspiratórias ao melhor estilo "Código DaVinci".


Passou o tempo. A Europa não conseguiu expandir para a Ásia através do Oriente Médio. Passaram, então, a contornar toda África por navios. Essa expansão econômica resultou no "descobrimento" das Américas e em alguns séculos de prosperidade econômica. Tudo parecia ir bem. Judeus e Cristãos pareciam não precisar mais entrarem em conflito com Muçulmanos.

Então, houve a crise do colonialismo. Estados Unidos, Brasil e outros países americanos tornaram-se independentes. Crises econômicas gigantescas assolaram a Europa. A Primeira Guerra Mundial foi deflagrada. Alemanha saiu derrotada da guerra, com inúmeras sanções.

Aí, meu amigo, eu vou te perguntar se você leu o livro "O Judeu Internacional".
Primeiro: Por favor, não me venha com "anti-semita" ou, pior, com "nazista". Minha contrariedade com Judeus é a mesma que eu tenho com qualquer outro praticante, de qualquer outra religião. E, apesar de ser nacionalista, sim, eu não acho que outros povos sejam inferiores, enquanto seres humanos, ao meu. E, nos quesitos em que pode-se mensurar colocações para povos, eu acredito que os povos melhores colocados - "superiores" - têm o dever de auxiliar os povos menos bem colocados.

Ok?


Voltemos ao "O Judeu Internacional", então. Este livro é um apanhado de textos de Henry Ford (eu ainda acho que nem todos os textos são dele), sobre a condição judia, antes da Segunda Guerra Mundial. Ford propõe em seus textos, que os Judeus seriam uma espécie de "câncer" nas sociedades onde vivem. Tenta mostrar como os Judeus se beneficiam entre si, comercialmente falando. Em uma explicação rápida, Ford diz que, quando o dinheiro entra no círculo comercial judeu, só sai por força de lei ou indisponibilidade de serviço judeu.

Complicado, né? Eu dou um exemplo:
Digamos que você, não judeu, vai à uma padaria judia e compra alguns pães. Deixou R$5,00 lá. Esse padeiro judeu deverá comprar sapatos para sua família, ok? Então, ele vai SEMPRE à uma sapataria judia. Mesmo que o seu amigo sapateiro judeu tenha preços mais caros que outras sapatarias não-judias, ele é o escolhido para a compra de sapatos. E o sapateiro judeu só compra pães com seu amigo. E o padeiro e o sapateiro só compram roupas do alfaiate judeu. E assim vai, com todos os serviços que são prestados na comunidade, por judeus. Ford afirmava que judeus só permitiam que o dinheiro saísse do seu círculos, em caso de impostos, serviços públicos ou em serviços que nenhum judeu prestasse.

Essa suposta prática judia remove o dinheiro de circulação de toda uma região. E, pior, faz com que somente os participantes desse "lobby religioso" fiquem com dinheiro nos bolsos.

Nada justifica a violência e o horror nazista. Mas eu consigo imaginar a raiva dos alemães no entre-guerras. Humilhados, multados e sancionados depois da  Primeira Guerra Mundial, trabalhando feito cães para tentar reerguer seu país, mergulhados na crise econômica mundial de 30, enfrentando inflações de 9000% AO DIA... E vendo muitos membros da comunidade judaica... PROSPERANDO!!!

Complicado isso, amigo. Imagine um irmão patriota seu, dizendo-se primeiramente Judeu e, depois, brasileiro... É quase como você encontrar algum gaúcho que realmente fale sério com aquela história boba de "O Sul é o meu País!".


Bem, aconteceram os horrores do holocausto nazista. Injustificáveis. Completamente condenáveis. Eu concordo que existia um problema na Alemanha. Mas o holocausto e toda a guerra não eram - de longe - a melhor solução - se é que pode ser chamado de "solução".


Bem, se teve uma coisa que "O Judeu Internacional" me ensinou foi, justamente, ver o lado do agressor. Todo agressor está errado por ter escolhido a solução da violência. Mas eles sempre têm um motivo. Alguma coisa aconteceu para que alguém recorra à agressão. Nenhuma "vítima" é completamente inocente. (Excetuo doentes mentais e passionalidade, claro...)

E o que isso tudo tem a ver com o Oriente Médio?

Bem, já antes das guerras mundiais, muitos Judeus já utilizavam seu dinheiro para comprar fazendas na região da Palestina. Os famosos Kibutz. Com o tempo, estes Kibutz foram aumentando, aumentando... Compravam mais e mais fazendas e terrenos, um do lado do outro.

Bem, no final da Segunda Guerra Mundial, o mundo estava comovido com os Judeus. E, através de tratados, discussões e MUITO dinheiro, os Judeus oficializaram o que já existia: um Estado judeu na Palestina.

Evidentemente que os palestinos não reconheceram o novo Estado.


Aí, entra outro grande problema nessa disputa. O Estado Palestino é muçulmano. E Estados muçulmanos ainda unem religião com a política. Assim, não acreditar em Alá em um estado muçulmano é crime! Mais ou menos o que os evangélicos estão tentando fazer no nosso país, com a bancada evangélica e todas as afrontas que esses fanáticos fundamentalistas malucos fazem todos os dias (como os estudantes lá no Norte, semana passada).


Mas enfim... No final de semana muita gente deu sua opinião a respeito das lutas que estão ocorrendo lá na Faixa de Gaza. Alguns acham que o Hamas é o culpado. Outros acham que é Israel quem tem culpa.

Bem, eu já acho que são os dois. E, basicamente, por causa desse fundamentalismo religioso estúpido.

Israel e o mundo ocidental impõem sanções absurdas e ridículas contra a Palestina (chegando até mesmo no fornecimento de água, na região!!!). O Hamas não deixa por menos e literalmente explode homens e até crianças-bombas em território israelense. Claro que Israel retalia com mísseis e poderio bélico desproporcional.

Nesse meio tempo, as reais vítimas são os civis. Pessoas normais, como eu e você, que estão longe das negociatas econômicas, de terras e de poder.


Se me permitirem mandar a hipocrisia para os quintos dos infernos, eu acho que o Estado de Israel poderia ser mais compreensivo. Os cidadãos israelenses "custam mais caro". Eles têm mais educação, instrução e expectativa de vida maior. São pessoas que poderiam desenvolver e propor modos de vida cooperativos entre os dois povos.

E, é claro, o Hamas poderia largar um pouco o extremismo religioso. Parar de defender seus paióis de guerra com civis. De explodir seu próprio povo como se fossem armas de guerra, em troca de promessas falsas, baseadas em seus amigos imaginários.

Mas, novamente, é uma situação complicada. Cada olhada sobre a situação daquela região do mundo reafirma a impressão de que Israel é um "projeto ocidental" de ter um Estado próximo à uma região estratégica do planeta. Bases para exércitos que controlariam a maior reserva de petróleo do mundo, rotas comerciais milenarmente importantes além, é claro, de uma das regiões mais "sagradas" do mundo...

Acho que, no fim, a solução que dei para esse lugar aos meus oito anos de idade talvez seja a melhor, ainda: Dizimação total das pessoas que não quiserem viver em paz, nessa região. Antes que as pessoas que querem viver em paz sejam dizimadas, primeiro...