domingo, 23 de fevereiro de 2014

31 Anos!

Pois é. Estou ficando mais velho. Novamente.

A única coisa que eu lembro é do Joey reclamando com Deus. Dizendo que eles tinham um pacto, aonde Deus não deixaria que os seis amigos passassem dos 30. A cada dia que passa entendo mais e mais o autor de Peter Pan.

Recentemente eu notei uma diferença básica entre o comportamento masculino e o comportamento feminino. Faz algum tempo eu comentei que mulheres são como frutas. Nascem verdes, devemos ter paciência, cuidando que elas amadureçam no pé, até que estejam prontas. Então, em pouco tempo, o ponto ideal passa e elas começam a murchar. Até que, muito rapidamente, tornam-se não consumíveis.

Parece um pensamento porco e machista. Mas é só a verdade. Até uns 17 anos, as meninas estão verdes demais. Elas devem ser cuidadas em casa. Por mais eloquentes que pareçam em comparação com os homens da mesma idade, elas são muito imaturas. Então, entre os 18 e os 23, elas estão "no ponto". E logo após isto, elas passam a murchar... Levando-se em consideração que estamos vivendo até 90 anos (e mulheres se cuidam melhor do que os homens...), é um declínio muito rápido que uma mulher entre na menopausa aos 40 anos...

Por isso, até uns 25 anos, as meninas se valorizam demais. Muito, muito mesmo. Todas elas se acham a última bolachinha recheada do pacote. Depois disso elas passam a notar que não é bem assim que a banda toca... Ainda mais as que vão ficando solteiras. Elas vão notando que os homens não dão mais tanto valor a elas. Não há mais tanto assédio. Então, a gangorra vira e elas passam agir quase de maneira desesperada...

Exatamente o contrário acontece com o homem. Nós, guris, somos uns desesperados até uns 25 anos. Ávidos por sexo, por sentimento, por companhia. Nós queremos sair da nossa casa por não concordarmos com nossos pais... mas queremos continuar tendo uma família...
O tempo passa e depois dos 25 anos o cara passa a notar que ser tão afobado é loucura. Passamos a ter mais segurança de nós. Passamos a nos considerar a última bolacha do pacote...

Eu? Eu estou exatamente nesse ponto. Depois de ter passado pela crise dos 30, de ter perdido seis anos da minha vida, de ter pedido, trabalhado e conquistado uma vida nova, eu estou... tranquilo. Seguro de mim e da minha condição.

Depois de anos lamentando por passar meu aniversário sozinho (Valeu Mariana! De 2009 a 2013 não comemorou NENHUM aniversário meu comigo!), nesse aniversário eu tive nada menos que cinco convites para fazer coisas com pessoas que eu gosto. Cinco porque eu deixei claro para mais algumas pessoas que eu não queria fazer nada. Senão seriam mais convites.
Neste ano estou tão tranquilo e tão bem curtindo a minha situação, a minha liberdade, a minha paz... Que eu estou fazendo questão de passar o meu tempo sozinho.

De sexta para sábado uma pessoa me acordou às 4:50hs da madrugada, mandando uma mensagem pelo facebook. Na mensagem, (eu acho que) essa pessoa queria saber porque eu sou tão egocêntrico. Eu não sou egocêntrico. Estou aprendendo a ser egocêntrico. Algo necessário para a minha personalidade extremamente coletivista. Aliás, essa pessoa passou tempo suficiente perto de mim para tentar me conhecer, mas preferiu manter distância e me julgar sem me conhecer. Quem fala comigo através de chats sabe o quanto eu sou preocupado com tudo e com todos. E como eu coloco facilmente os problemas dos outros à frente dos meus próprios. Tanto que eu tenho me obrigado a cuidar mais de mim.

Aí, quem me olha nas publicações das redes sociais e não sabem dos milhões de conversas em DM, WhatsApp, Viber, Bate-Papo do Facebook, Hangouts do Google...
Se vocês soubessem o TEMPO QUE ME TOMAM com os seus problemas e suas vontades de falar comigo... Vocês me deixariam em paz.
Eu tenho filmes para assistir. Eu tenho livros para ler. Eu tenho um blog para atualizar. E ele demanda que eu leia muitas notícias, muitos textos de outras pessoas, que eu assista vídeos de outros!!!
Aliás, eu queria ter um vlog funcionando HOJE. Mas e como achar tempo pra isso com cerca de 40 pessoas me chamando no meu tempo livre E no meu tempo de trabalho, para conversinhas bobas?

E pior, cada um com seus próprios assuntos. Ninguém interessado realmente nos meus assuntos, com uma solução prática para as minhas situações.
Lembrem-se: minha ex se tornou ex justamente porque ela só via o próprio umbigo. E ela fazia sexo comigo. O que eu deveria fazer com vocês que nem o mínimo de atenção me dão? É, né?

Enfim. Eu tenho gostado de ficar sozinho. Vocês chamam isso de solidão, eu chamo de paz.

Eu adorava e sentia saudades do tempo que eu tinha uma turma com dezenas de amigos. Mas hoje não mais. Hoje eu estou aprendendo a ser egocêntrico. Estou aprendendo a cuidar de mim, já que ninguém mais cuida. E estou dando valor para mim mesmo, que cuido tão bem de mim.

Foda-se o resto do mundo. É meu aniversário. Hoje, eu posso.