terça-feira, 25 de setembro de 2012

Absurdos Religiosos: Revoltas Árabes!

Houve um tempo em que a humanidade era estúpida.

Sim, é difícil de acreditar, eu sei, mas já fomos piores do que somos, hoje em dia.

Houve um tempo em que não existia o método científico para provarmos uns para os outros nossas descobertas. Sim, um tempo onde a influência de uma pessoa bastava para que ela estivesse certa perante os demais.

Nessa época, quando alguém dizia que existia "um ser invisível nos céus" e que esse ser "pode ver tudo o que você está fazendo", as outras pessoas ficavam com medo. Sim, medo. Desde pequenos somos catequizados pelo método do terror puro. O medo de ser julgado pelos nossos atos e viver eternamente em um inferno. Longe das pessoas (boas) que amamos. Em agonia e sofrimento. Somos apavorados com histórias de espíritos. Uma ameaça invisível, contra a qual só teremos proteção vinda desse zeloso ser invisível nos céus, caso sejamos bons.

Notam que é o terror absoluto que é utilizado para manter as pessoas "na linha"? Lá no início da história humana, quando não tínhamos educação, leis e estrutura legal para mantermos a paz e a harmonia entre as pessoas, a religião tratava de "colocar o mundo no eixo". Se você fosse bom, estaria salvo do inferno.

Logo, outras convenções apareceram. Por exemplo: Pessoas notaram que o Porco, antigamente, era vetor de doenças. A tênia, ainda hoje, não só mata como, às vezes, se instala no cérebro, provocando desde a demência pura, até a morte. É claro que fazia sentido dizer que "Deus não quer que você coma a carne de porco!" Com isso, os influentes salvaram gerações e gerações de Judeus desse tipo horrível de morte. Simplesmente fazia sentido, mas não existia a ciência para comprovar para todos...

Embora eu ache que não é necessário, infelizmente tenho que continuar a história lembrando que o método científico prevaleceu. E foram várias vezes que isso aconteceu, inclusive. Na Grécia antiga. No Oriente Médio no tempo das cruzadas. Na Europa renascentista. E, é claro, em praticamente todo o mundo, desde a revolução industrial.

Hoje, graças a Deus, a maioria de nós não é mais tão supersticiosa, assim. Muitos de nós acreditamos em Deus "da boca pra fora". Utilizamos algumas expressões da igreja mais como gírias do que, propriamente, por acreditarmos no que estamos falando, graças a Deus!
Passamos, é claro, pelas milhões de beatas (e beatos) que sabem a bíblia - e a vida de todos os seus vizinhos - "de cabo à rabo". Pessoas que citam mais seus livros sagrados do que a si próprios enquanto falam e, mesmo assim, têm uma vida muito distante do que prega os escritos de sua religião.

Mas falemos um pouco a respeito das interpretações dos textos sagrados: para cada grande religião do mundo, existem milhões de interpretações de cada frase. E um numero maior ainda de interpretadores avulsos, propagando a sua própria versão de cada texto sagrado.

Aliás, o "sagrado" de cada livro é uma mera interpretação de algumas pessoas com muita influência...

Posto isso, eu peço desculpas por estar afirmando, categoricamente, que a sua crença é baseada, apenas, na repetição de interpretações de pessoas influentes. Desculpe. Mas eu sei bem como é. Quando criança, você tem medo do desconhecido. Muito tempo de sobra para imaginar as piores assombrações possíveis. Se a religião em que você foi iniciado der sorte, você mantém cada um desses temores em sua vida adulta, mantendo viva a chama da sua crença. E isso só piora quando você envelhece. O medo do desaparecimento total que a morte propõe, te faz delirar com um "pós vida", que a sua religião prontamente fantasia para você. Um pós-vida de sofrimento para as pessoas más. Um pós-vida de total paz e glória para as pessoas boas.

Quando essa relação de crença em religiões com o indivíduo adulto é muito forte, os indivíduos adultos passam a guiar a sua vida de acordo com os dogmas religiosos. Acabam fortalecendo a catequese dos mais novos e as convicções dos mais velhos: tudo é causa, responsabilidade e consequência de seu Deus. Logo, não é só a casa do indivíduo que é condicionada aos dogmas religiosos, mas estende-se à comunidade, bairro, cidade, região, Estado, país...

Isso é o que acontece no mundo Árabe. Eles levam tão a sério a sua religião, que o que está escrito no seu livro sagrado é a base para as leis de cada país muçulmano. Códigos velhos, cheios de homofobia, discriminação de raça, sexo, gênero e castas sociais, transformados em leis igualmente insanas, insensatas e estúpidas.

Por esse motivo, quando qualquer indivíduo, de qualquer outra das grandes religiões, vê uma piada com a sua religião, no máximo esboça um descontentamento leve para com o humorista. Quando não ri efusivamente da piada. De modo oposto, quando a sua religião é a base de todos os seus usos e costumes, amplamente arraigada em sua cultura, uma piada contra sua religião é uma piada feita diretamente contra você.

Assim, quando alguém faz um filme ou charge contra o mundo Árabe, dê graças ao Deus deles, pela subsequente onda de destruições e mortes que acontece.
Porque, na razão deles, uma piada contra o seu Deus é algo muito mais ofensivo do que a degola de um embaixador de outro país.

Mas você me conhece. Sabe que eu tenho que dar o meu pitaco. Só que, nesse caso, a solução não é algo fácil e que pode ser instalada do dia para a noite. Não há como dissociar rapidamente os Estados muçulmanos de sua religião. E, convenhamos, não há como ser um processo gradativo, também. Mesmo porque, em um Estado com religião oficial, só o fato de você não pertencer à religião já é um crime, muitas vezes punido com a morte. Também não podemos simplesmente "entrar e matar" a todos os crentes muçulmanos. Além desse tipo de genocídio ser extremamente contra todos os direitos humanos vigentes, sempre haverão sobreviventes. Sobreviventes que - certamente - somente ficarão mais revoltados contra os agressores. Imagine quão perigoso seria um super-Estado-muçulmano-indignado.

Epa, peraí! Não é necessário imaginar. É só ligar a televisão e assistir ao noticiário.

O certo é que esse é o problema. E é algo aparentemente insolúvel, mas que deve ser resolvido, para o bem da humanidade, de modo geral.

Já passou do tempo de todos nós deixarmos nossos amigos imaginários relegados ao baú da memória dos nossos dias de infância.