sábado, 1 de setembro de 2012

Sobre os Ombros de Gigantes!


Para cada assunto que você possa imaginar, existe uma discussão em andamento.

Sim, acredite em mim: nenhum assunto que você já tenha pensado é inédito. Talvez você tenha novos ângulos de vista ou idéias novas para um assunto já existente. Mas é quase impossível que ninguém mais tenha pensado sobre o tema que você pensou.

Até mesmo esse tema que eu estou abordando. Outras pessoas já conversaram sobre quão discutidos são os assuntos.

Muitos desses assuntos são tão antigos quanto o ser humano. Em alguns assuntos, já encontramos soluções que nos servem muito bem. Em outros assuntos, uma solução diferente agrada a cada um dos grupos envolvidos, gerando discordâncias milenares. Em outro grande grupo de assuntos, sequer uma resposta convincente foi encontrada, ainda.

Mas, de modo geral, já existe uma conversa prévia efetuada sobre cada tema. Uma conversa que já abordou as considerações iniciais. Uma conversa que já tentou propor algumas soluções. Que considerou cada problema e benefício que cada ação destas soluções pode gerar.

Agora eu pergunto para você: você gosta de fazer duas vezes o mesmo trabalho?

Sim, duas vezes uma obrigação, sendo que você não estaria ganhando nada pela segunda execução, que não seja o “prazer” de fazê-la.

Não banque o espertinho. Eu exemplifico para você entender.
Imagine que você tem uma pilha de louça suja na pia de sua cozinha. Você demora uma hora para lavar toda a pilha de louça. Depois de ter secado a última colherinha de chá, você coloca toda a louça (limpa) na pia, novamente, e começa a lavar tudo de novo.

Notou que, além de gastar recursos (como água, detergente, esponja, etc...) você ainda está gastando o seu precioso tempo?

“Tá Arthur, te entendi. Mas o que isso tem a ver com o papo sobre os assuntos?”

Ótima pergunta amigo leitor.

Para que não percamos nossos recursos e, principalmente, nosso precioso tempo, é imprescindível que saibamos tudo o que já disseram a respeito dos assuntos que temos interesse. Aliás, além dos assuntos a que nos interessam, temos o dever de saber a respeito do que já foi dito a respeito de alguns assuntos que tocam diretamente nossas vidas.

Porque simplesmente não faz sentido nos esforçarmos para pensarmos – novamente – soluções, argumentos e conclusões que já foram pensadas por outras pessoas.

Ao invés disso, faz mais sentido sabermos o que já foi comentado, mesmo que seja a versão resumida, para entrarmos na conversa no ponto em que ela está acontecendo, de verdade, hoje. Porque, caso contrário, estaremos debatendo pontos do assunto, que outras pessoas já superaram com êxito, em outras épocas.
Sim, literalmente, estaremos “conversando com o passado”, totalmente em vão.

E isso acontece com muitos países, hoje, no mundo. São as chamadas “revoluções tecnológicas”. Quando um país “se torna referência” em alguma área de conhecimento, significa somente que alguns dos seus cidadãos estão conversando a respeito de algum assunto da forma mais avançada o possível. Cada palavra que eles estão gerando de conteúdo a respeito do assunto é completamente nova.

E esse avanço nos conhecimentos é extremamente valioso. É esse avanço que gera novas vacinas, tratamentos médicos, produtos para nosso dia-a-dia, culturas que avançam nosso estilo de vida, etc...

E como podemos conhecer o que os outros já conversaram a respeito de qualquer assunto?

É uma ideia maluca, mas pode funcionar. Imaginem, por um instante, uma instituição que concentrasse pessoas com a capacidade de explicar todos os argumentos, ideias e soluções já imaginadas para todos os assuntos! Tá, eu sei, é complicado. Pelo menos os principais assuntos, então...
Então, as pessoas poderiam ir à este lugar regularmente e o quanto antes em suas vidas, para conhecerem tudo o que puderem, a respeito dos principais assuntos E dos que eles mais gostam!

A medida que as pessoas vão conhecendo os argumentos, passam a ter mais e mais autonomia para darem suas próprias opiniões nas discussões!

Legal, né?

Tá, eu vou ser franco. Essa ideia não é minha e não é nova. E você já deve ter notado.

Eu acabei de explicar porque temos escolas e a sua importância para a nossa sociedade atual.
Só o fato de você ter lido até aqui, já faz com que eu não precise pedir para que você dê mais valor para as escolas.
Encare esse texto como um trabalho de organização de argumentos. Eu poupei o seu tempo. Agora, você próprio pode conversar com outras pessoas, mostrando-lhes como é importante a aplicação nos estudos.

Já dizia Newton: " Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes ".