segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do Professor

Amados mestres, parabéns!

Uma nação, para ser realmente uma democracia, precisa de educação.
Uma nação, para ser realmente capitalista, precisa de educação.
Uma nação, para ser realmente competitiva, precisa de educação.

E por "educação", eu quero que se compreenda dois fatores principais: Civilidade e Conhecimento.

Civilidade é o que eu compreendo por capacidade que cada ser humano deveria ter, em conseguir coexistir com os demais seres humanos da Terra. Aquele tipo de educação que muitos dizem que deve vir só de casa, sabe? Mas, que, na verdade, vem de casa, vem dos vizinhos, vem do bairro, da cidade, do colégio, do esporte, da religião, da política, dos animais, da comida, etc, etc, etc...
Em qualquer lugar podemos aprender a sermos mais civilizados. A entrarmos mais na circunstância do outro. A entender e tolerar mais. A sermos muito mais compreensivos e, assim, solidários.
E, com essa compreensão, podemos saber não só o lugar de cada coisa no mundo, mas o nosso próprio lugar.

Já o conhecimento nos faz crescer. O conhecimento nos faz expandir o que somos. O conhecimento, por mais técnico que seja, nos faz conseguir mais e melhor alguma coisa. Sejam mais anos de vida, ou somente melhores, para quem estuda medicina. Seja mais produtividade, ou simplesmente produtos melhores. Nossa vida muda, conforme vamos conhecendo mais e mais do mundo que está a nossa volta.
Sim, sempre que experimentamos algo estamos sendo cientistas. Mesmo que não estejamos em laboratórios estéreis, sempre que imaginamos algo e testamos para ver se funciona, estamos gerando dados. E esses dados podes ser analisados. E, se o experimento puder ser repetido sempre apresentando resultados similares, temos uma nova descoberta. Algo que podemos replicar para o mundo inteiro. Para aliviar o esforço dos nossos pares. Para melhorar a vida de alguém.
E nada disso começa sem o mínimo de estudo. Convenhamos: qualquer um pode ser auto-didata. Mas é um processo longo. Árduo. Com muitos erros pelo caminho. 
Os nossos professores (seja a mãe e o pai que ensinam a falar ou o professor do P.H.D.) são facilitadores da nossa jornada. Eles podem apontar para cada um de nós o caminho a ser seguido. Eles podem mostrar pontos que nós não notaríamos, sozinhos. São os professores as pessoas que podem inspirar-nos ao nosso melhor. Incitar a curiosidade intelectual em alguma área. Acender nossa centelha investigativa!

Sim, amigos. Nossos professores nos fazem crescer.

Mas eu quero deixar uma coisa clara, nesse texto: os professores deveriam ser os melhores. Porem, infelizmente, no Brasil, isso nem sempre é verdade.

Os melhores entre nós são sistematicamente afastados da carreira de professor. Salários baixos, péssimas condições e sociedade degenerada fazem com que só dois tipos de professores sejam formados: os apaixonados e os desesperados.
Os apaixonados são aquelas pessoas que sabem que nasceram para serem professores. Ignoram salários irrisórios, as condições esdrúxulas e as crianças que são depositadas em escolas para os pais poderem trabalhar. E, mesmo com todas as adversidades, todos os dias maravilham nossa sociedade com aulas realmente interessantes.
Já os desesperados são as pessoas que não serviriam para ser professores. Só que, como não serviriam para mais nada mesmo, acabam entrando na carreira por causa do baixo salário. Que é o máximo que conseguirão.
Esses desesperados só estão ocupando esses lugares porque as verdadeiras mentes inspiradoras não querem ser professores. 

Falta. 
Falta educação vinda de casa, para que alunos respeitem mais os professores.
Faltam educadores que parem com essa psicologia ridícula de "humanização do aluno" e passem a estudar como fazer os currículos evoluírem. Como passar a matéria de modo mais interessante. Como despertar a curiosidade de uma geração que perde a concentração em seis minutos.
Falta os políticos tomarem vergonha na cara e fazerem dos nossos professores os profissionais mais bem pagos do país. Só os melhores pensadores iriam se tornar professores, assim.

Mas, acima de tudo, falta mais amor à profissão. Como uma professora minha, que deu aula para avós de alguns colegas meus. Essa professora já teria podido se aposentar duas vezes, quando deu aula para mim. E, mesmo assim, era uma das aulas que eu mais adorava.

O único índice que eu aceito para dizer que o Brasil é um país grande, é o de potência educacional.

Sim, as fotos nesse post foram intencionais. Eu acredito no que fala Cristóvão Buarque. Acredito em sua cruzada pela educação. Gosto das suas afirmações e projetos. Votei nele e votaria novamente. Um presidente assim poderia fazer com que nosso país mudasse de verdade.