sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Pior Coisa do Mundo


Hoje é sexta-feira treze, novamente!

Aproveitem para dar uma olhada na postagem a respeito da última sexta-feira 13!

Pensando no que falar em uma sexta-feira 13, me ocorreu listar a pior coisa do mundo. Sim, eu tenho uma noção das piores coisas que podem acontecer a uma pessoa, no mundo. Acho que você também deve ter sua própria lista. Aliás, adoraria saber quais as piores coisas que vocês imaginam que possam vir a acontecer a alguém.

Importante: não estou falando de coisas catastróficas ou irreversíveis. É óbvio que a morte de alguma pessoa querida ou a queda de um meteoro de quilômetros de raio na terra seriam exemplos de “piores coisas do mundo”. Mas, convenhamos, são eventos naturais e irreversíveis. Coisas desse tipo não entram no que eu estou tentando listar.

Refiro-me, aqui, a coisas que acontecem todos os dias, mas que poderiam ser evitadas. Estou falando de acidentes. De imprevistos. Do inesperado. Estou falando da má sorte que é intrínseca ao dia de hoje. Sabe quando você perde a ponta da fita adesiva e demora minutos até encontrar ela novamente? Mais ou menos isso.

Quem me conhece ou acompanha em redes sociais imaginará que eu considere a privação de internet como a pior coisa do mundo. Sim, é inconivente. Para mim internet é trabalho, diversão e contato com os amigos. Passei uma boa parte da minha vida do real para o virtual. Hoje, reconheço que internet é um vício. Portanto, o fato de eu ficar sem internet é como um alcoólatra ficar sem sua bebida.

Logo, ainda não é bem isso que eu estou me referindo. Se ficar sem internet fosse a pior coisa do mundo, um drogado ficar sem sua droga também seria.

Eu enquadro como "a pior coisa do mundo" quando estamos com restrição de movimentos. Eu acredito que não exista azar maior para uma pessoa do que perder – temporariamente – os movimentos de alguma parte do corpo. Total ou parcialmente, tanto faz.

Lembra quando eu cortei o dedão? Então, bem isso mesmo!

Na quarta, durante o futebol da empresa, torci o tornozelo. Agora é quinta-feira pela manhã. Acordei alerta, tudo bem comigo. Mas, quando coloquei o pé no chão... Nossa! Não existe coisa pior do que simplesmente não poder utilizar uma parte do seu corpo.

“Ah Arthur! Nesse caso, qualquer doença é o pior do mundo, então!”

Não! Quando estamos doentes – por pior que seja – não temos disposição. Perdemos forças, ficamos tontos, debilitados. Tudo o que queremos é ficar na cama, descansando. Tomar os remédios, proceder o tratamento logo. Mesmo que precisássemos, quando estamos doentes nós não temos a capacidade ou vontade para fazer mais nada. Aliás, quando estamos doentes de verdade, sempre há alguém para cuidar da gente, justamente porque não podemos fazer as coisas, sozinhos.

Agora, quando é só uma restrição de movimento? Um torcicolo, uma contusão, um mau jeito, entorses ou afins... Amigo, todos acham que é frescura. Aliás, até você próprio acha frescura. Porque, no final das contas, todo o resto está bem. Sua cabeça está legal. Você tem disposição, vontade. Você quer e até acha que pode fazer muitas coisas. Mas, infelizmente, seu corpo lhe prende. Restringe que faça determinadas ações.

Como o que enfrentei na quinta. Com o tornozelo inchado, nem consegui encostar o pé no chão. Literalmente me arrastei pelos dez passos até o banheiro! Imagina como eu conseguiria vencer os quase dois quilômetros até minha empresa? É amigo! Não iria. Fiquei em casa, com a cabeça a mil. Pensando que estava perdendo tempo de banco de horas por bobagem. Pensando que eu nem preciso do meu pé para exercer o meu trabalho! Pensando que eu deveria ter o software para acesso remoto da minha máquina, no trabalho (assim poderia trabalhar de casa...). Mas, por mais que eu estivesse pensando direito, o máximo que eu consegui foi ficar deitado a manhã inteira, praguejando contra a perna que estava levantada, para tentar desfazer o inchaço.

Enquanto isso, todos que sabiam do ocorrido pensando coisas como “Ah, foi só uma torção no tornozelo, nem foi tão grave assim...”. Aliás, eu próprio penso isso. Foi só uma porcaria de uma torção.
Essa sexta, com certeza, já é 13, para mim!