quarta-feira, 22 de agosto de 2012

50 Anos do Homem Aranha!

Exatamente a cinquenta anos atrás, em 22 de agosto de 1962, era publicada a revista "Tha Amazing Fantasy", edição número 15. Em sua capa, um novo herói era apresentado: o Homem Aranha!

Para mim, essa data é muito especial. O Homem Aranha foi o meu gibi de entrada no mundo dos super-heróis. São mais de dez anos de gibis do homem aranha, que tenho em minha casa. Ostento com orgulho a saga do clone inteira, inclusive com todos os extras, aparições do aranha em outros gibis e crossovers com o universo DC, dessa época.

Mas porque o Homem Aranha é um super-herói especial? Porque ele merece essa badalação toda?

Vamos ver se eu consigo traduzir, aqui...

É inegável que o Super Homem, por exemplo, seja muito mais forte, inteligente e importante para o universo DC, do que o Homem Aranha seja para o universo Marvel.
Porém... É inegável que o aracnídeo tem muito mais repercussão do que o homem de aço. E porque disso? Porque Peter Parker foi o primeiro super-herói com um lado humano. Aliás, desde o início da história do Homem Aranha nós conhecemos é o Peter. Os seus poderes são secundários. Seus vilões são secundários. As tramas das histórias são secundárias. Tudo é relegado a um segundo plano, porque o homem é o principal. Peter Parker, estudante nerd. Sua tia May. Os problemas com dinheiro. Os problemas no colégio. Depois, seu namoro com Betty Brant. Seu namoro com Gwen Stacy e seu fim trágico. Os problemas com Norman Osborn. Os problemas da faculdade. Os problemas com seu amigo e inimigo Harry Osborn. O namoro com a Felícia (Gata Negra). O namoro e casamento com Mary Jane. O falso retorno dos seus pais. Toda a saga de seu clone...

O Homem Aranha não só humanizou os gibis, como deu vida nova a eles. Chega de histórias planas de detetives, vilões e pancadarias gratuitas. Com Peter Parker, tínhamos todo o contexto da vida do herói. Sentíamos as motivações por debaixo da máscara, a cada quadrinho. Peter Parker é alguém real.

Isso faz do Homem Aranha o brilhante super-herói que ele é. As histórias dele, com profundidade, obrigaram a todos os demais super-heróis terem uma vida, também.

Você não sabe, mas é por causa de Peter Parker que Lois Lane e Jimmy Olsen ganharam mais importância na trama do super Homem, por exemplo. Os personagens secundários de cada super-herói passaram a ser melhores elaborados. Alfred ganhou suas tiradas mais incisivas contra seu patrão Bruce Wayne. Até alguns vilões ganharam famílias e amigos, para poderem persistir nesses novos tempos.

Tudo isso graças a ideia genial de Stan Lee e Steve Ditko em dar vida à pessoa atrás da máscara.

Já falei aqui sobre a serventia de um super-herói. Eles nos dão uma carga de moral e bons costumes que nenhum livro sagrado de qualquer religião consegue passar. Mostram que não são os poderes que fazem as pessoas especiais mas, sim, a bondade, determinação e perseverança. Mostram que, quando nós queremos o que é certo, sempre alcançamos nossos objetivos. Porque o bem sempre vence. Sempre.

E isso tudo eu aprendi com o Peter Parker. Grande cara.

Se puderes, vá a uma banca de revistas. Compre o gibi do Homem Aranha que estiver nas bancas. Leia-o. Homenageie este grande herói neste dia!