quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"Ele Vai Mudar..."

Se perguntarem, sim. Ainda estou mal do estômago. E da barriga.

Mas... né? Se eu consegui encarar um dia de trabalho, consigo colocar alguma ideia aqui, no Ponto Final.

Ontem eu estava escutando a Voz do Brasil (sim, eu escuto. E você deveria escutar também...). Na edição de ontem, uma matéria enorme sobre os seis anos da lei Maria da Penha.

Que eu sou contra essa lei, você já está cansado de saber.

Mas... Parei para escutar o que falava a reportagem. Basicamente, mostrou casos de mulheres que não aguentavam mais serem espancadas pelos respectivos maridos. Estas mulheres denunciaram os delinquentes.

Primeiramente, bem feito. Que esses marginais cumpram a pena que lhes é cabida por essa selvageria.
Em um segundo momento, insisto que não precisava de lei Maria da Penha porcaria nenhuma. Mesmo porque já existe uma lei que apena a lesão corporal entre as pessoas. Uma lei universal que diz que nenhuma pessoa pode bater em outra pessoa. E, até onde eu aprendi, mulheres são pessoas. Ou eu estou muito enganado e maluco, ou as mulheres não precisam de uma segunda lei para mandar para a cadeia quem bate nelas. Basta utilizar a primeira - universal. Eu garanto que ela funciona tão bem quanto!

Porém, não quero me ater nisso. Como o raciocínio lógico não parece ser o prato do dia nesse hemisfério, vou falar sobre os casos citados na matéria.

Duas mulheres (que não quiseram se identificar) falaram o porquê de terem denunciado seus maridos.
A primeira comentou que o marido bebia e era usuário de drogas. Violento, a espancava regularmente, até que, depois de cinco anos, ela se cansou e procurou auxílio. Alegou que não procurou antes ajuda porque acreditava que ele pudesse mudar...

Já a segunda mulher se disse vítima de ciúmes doentio. Ela suportou durante oito anos as agressões constantes por causa da filha do casal. Até que seu marido lhe acertou um soco no olho que quase lhe deixou cega.

Eu tenho três pontos para ressaltar:
1 - Notaram que as mulheres "aguentaram" durante ANOS a situação? Notaram que elas punham outros fatores à frente de sua própria integridade física? Conseguiram perceber que, se elas tivessem sido educadas para terem mais amor próprio, elas poderiam ter saído dessa na primeira vez em que houve a agressão?

2 - Eu acredito que ninguém apanha de graça. A única exceção é a do agressor que é um doente mental. Psicopata, sociopata ou maluco, mesmo.
No primeiro caso, o marido é um viciado. O que dá no mesmo que um doente mental. Esse cara precisa é de internação. Ajuda em algum hospício ou casa de tratamento por aí.
No segundo caso, o cara era ciumento. Se manter a família era tão importante para a esposa (a ponto de aguentar OITO ANOS de surras), o mínimo que ela poderia fazer - mantendo sua lógica doida - era não sair de casa tipo assim... NUNCA! Ou, quando saísse, o fizesse de BURKA! (Nota: Claro que eu estou exagerando e ironizando a lógica do argumento da esposa. É evidente que ela deveria ter largado do cara no primeiro ato.)

3 - Nos dois casos, o que essas esposas estavam fazendo com esses trastes humanos?
Deixa eu ver se eu consigo traduzir em palavras... PORQUE DIABOS UMA MULHER VAI QUERER FICAR COM UM VICIADO NOJENTO OU COM UM MERDA DE UM CIUMENTO???
Na boa, homem bom e sério tem aos montes. E eu sei, não existe nenhuma máquina que revele o caráter das pessoas no primeiro olhar. Mas por favor, né? As pessoas têm antecedentes. Todas as pessoas são faladas à boca miúda. Fofocas correm o mundo. E, depois de algum tempo, se descobre com quem se anda.
Vai me dizer que tu precisa de ANOS para saber que alguém não presta?

Ah! Mas eu sei o que é... É a tal da "química" ou "coisa de pele", não é?
A paixonite idiota pelo babaca que tem um Chevete dos anos 80, rebaixado e com um som que vale mais do que a casa do infeliz. Ele passa por ela com essa merda de som no último volume tocando "kuduro", mas o delas fica é molinho mesmo. Derretida pelo imbecil.

Aí essas meninas "fogem" com os otários, largam os estudos, engravidam e acabam se tornando reféns de tortura digna de terroristas.

Onde está o erro nisso tudo?
Em dois lugares:
1 - Na merda do meu estômago que não pára de doer.
2 - Na minha demora em me mudar desse país de gambiarras sociais.