quinta-feira, 31 de maio de 2012

Solução!

Em matéria de shows, no Brasil, Titãs é imbatível.

Lembro, como se fosse ontem, de quando fui ao Planeta Atlântida de Florianópolis, com o Daniel. 

Para quem não mora no sul do Brasil, o Planeta Atlântida é um festival de música que acontece todo ano, no verão. Uma edição em Santa Catarina, em Florianópolis. Outra edição na Saba, praia de Atlântica, no Rio Grande do Sul. No início, era um festival mais rock. Mas, com o tempo, foi se tornando tão pop quanto a própria rádio é, hoje em dia. 

Na época que ia, os festivais ainda eram mais rock.

Naquele ano específico, fomos para assistir ao show dos Raimundos. Todos os demais shows, não me interessavam. Estava nem aí para eles. Charlie Brown, Lulu Santos, Pato Fú, Paralamas, Rappa, Ira, etc... Eu só queria que esses shows passassem logo, para poder assistir aos Raimundos.

Mas, já que já estava ali, mesmo, acabei escutando todos os shows. E, pasmem, o melhor show de todos, foi dos Titãs. Eles conseguiram levantar a galera com as músicas mais batidas que existem.

Comecei esse texto lembrando disso, porque uma frase deles não anda saindo da minha cabeça.

Há uma música em que eles dizem "as ideias estão no chão, você tropeça e acha a solução..."


Fico imaginando a analogia. Em como ela é bem colocada.
Fico, entretanto, tentado a ampliá-la. 
Você pode cair, mesmo. Tropeço, nesse caso, significa "quebrar a cara", "cair no chão", "ser derrotado", etc...
Mas, é claro, não é só caindo que você olha o chão. Pessoas humildes sabem curvar a cabeça, em direção ao solo, em qualquer momento. 
Pessoas sábias sabem encontrar o caminho das coisas boas, uma vez que já tenham ido até essa fonte.
Até mesmo as pessoas patologicamente submissas conseguem rastejar de quatro.

Todos podem encontrar a solução. Elas estão no chão. Espalhadas. Não são de ninguém e, ao mesmo tempo, são de todos. Elas estão acessíveis à qualquer um que saiba olhar para elas. Fazer do lixo trivial espalhado na rua, em joia lapidada, valiosa.

Todas as ideias de que todos nós precisamos estão aí. No chão. Basta saber olhar.